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ARQUEOLOGIA DE UR DOS CALDEUS



Cidade localizada na Caldéia; era a terra dos pais de Abraão. Em sua perigrinação, Abraão sai de Ur e vai para Canaã; nessa época muitos clãs migravam para a região conhecida como Crescente Fértil (Gn 11.28-31; 15.7). Provavelmente o lugar deve ser identificado com Uru da Babilônia, ou Ur dos Caldeus, que é hoje Mugheir (montículo de betume), sobre a margem ocidental do rio Eufrates, 240 quilômetros a sul do local da antiga Babilônia, e a 240 quilômetros a noroeste do Golfo Pérsico. Suas ruínas principais, que cobrem uma superfície de 61 hectares, foram escavados por J. E. Taylor (1854), por H. R. Hall (1919), e por C. Leonard Woolley (1932-1934).

Taylor desenterrou porções de uma grande torre-templo ou zigurate (a montanha do céu), que ascendia em três pisos a uma altura de 21 metros. Em cada uma de suas quatro esquinas havia um nicho, onde existiam cilindros escritos (registros dos fundamentos), que traziam o nome da cidade, de seu fundador e daqueles que de vez em quando tinham reconstruído o zigurate. No quarto com lixo acumulado de um templo próximo havia uma coleção de tabuinhas cuneiformes. Em uma delas o rei Nabonido (556-536 a.C.), fazia referências à edificação e aos reparos periódicos do grande zigurate. Há também uma oração a Nannar, o deus Lua, pelo próprio rei e por seu filho Belsazar, para que fosse “guardado do pecado” e “estivesse satisfeito com a abundância da vida”. Estas e outras inscrições confirmam o relato bíblico sobre Belsazar.


Hall explorou o lado sudoeste do poderoso zigurate e deixou ainda mais exposta a área do templo.

Woolley completou as escavações em torno do grande zigurate e dos templos na área sagrada, e prosseguiu até deixar expostos dez quilômetros quadrados da cidade do tempo de Abraão. O arqueólogo encontrou largos desembocadouros, muitos edifícios comerciais e numerosas casas de dois pisos, com pátios, fontes, chaminés e sistemas sanitários. Havia capelas de adoração espalhados por todas as partes da área residencial, assim como edifícios escolares com livros de argila, que indicavam que os caldeus tinham ensinado leitura, escritura, aritmética, gramática e história. Foi encontrado um grande arquivo de registros do templo que revelava que a religião, inclusive os serviços do templo, eram sustentados mediante as ofertas das pessoas e mediante o comércio.


Foram realizadas sensacionais descobertas nos cemitérios. As tumbas reais continham objetos de ouro em abundância, prata, lápis-lazúli e outros materiais de menor valor. Em algumas tumbas havia até 68 esqueletos de pessoas que faziam parte da comitiva: guardas, músicos e criados que tinham marchado ao fosso da morte, em sacrifício, para que assim pudessem acompanhar a seu rei ou a sua rainha na outra vida. No contexto das religiões da Mesopotâmia, descobriu-se que em Ur, quando da morte do rei, sacrificava-se toda a sua família e seus servos.


A descoberta mais importante para os estudiosos da Bíblia foi um estrato de argila e areia limpas, depositado pelas águas de dois metros e meio de espessura, com indícios de ocupação em cima e em baixo, mostrando “uma ruptura definitiva na continuidade da cultura local”. O escavador disse a respeito disso: “Nenhuma subida comum dos rios deixaria atrás de si nada que sequer se aproximasse do volume dessa terraplenagem de argila... A inundação que depositou estes restos deve ter sido de uma magnitude sem paralelo na história local... Não pode haver nenhuma dúvida de que esta inundação foi o dilúvio das histórias e das lendas sumérias, o dilúvio no qual se baseou a história de Noé”.

O fim do império da cidade-estado de Ur, se deu por volta dos séculos 20 e 19 a.C.

as peças encontradas nas tumbas reais de Ur dos caldeus
















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