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Comentário teológico sobre o uso do véu em ICo 11.5




Graça e Paz a todos, hoje trazemos a debate um tema bastante controvérsio, o uso do véu. No livro de I Corintios, Paulo assevera, às mulheres cristãs de Corinto, ao uso do véu quando essas participarem de orações, na grande maioria das Igrejas evangélicas, essa prática não ocorre, mas em algumas, ela existe. Nisso surge uma problemática, o uso do véu era restrito à Igreja de Corinto, ou deveria ocorrer nas demais Igrejas da época? E mais, ele deveria ser estimulado nos dias atuais?


"APRESENTAÇÃO
Neste comentário, procuramos refutar, algumas falácias concernentes ao uso do véu e o corte de cabelo, no contexto de Corinto.

Paulo enfatiza algumas determinações alusivas ao assunto, como princípios morais e eternos ou como princípios circunstanciais? Teríamos algum respaldo, à luz da Hermenêutica Bíblica, para determinar o uso do véu para os dias atuais? Seria uma falta de decência, das mulheres cristãs a não utilização do véu?

Porque as mulheres judaicas usavam o véu? E as Helênicas não usavam? E porque era proibido as mulheres contemporâneas do Apóstolo Paulo de terem os cabelos rapados?


TRADUÇÃO LITERAL
“Toda mulher orando ou profetizando descoberta com a cabeça desonra a cabeça dela;”

EXEGESE TEOLÓGICA

Neste trecho o vocábulo mais discutido é sobre a questão do uso do véu; o que o apóstolo Paulo quis nos ensinar? Seria este um ensino de valores eternos ou circunstanciais? E qual a utilização do uso do véu hoje?

• Primeiro: À luz do contexto. O escritor fala sobre uma hierarquia na criação I Co 11:3, ordem na criação I Co 11:7-9.

• Segundo: Discorrendo no contexto cultural, observamos que, a cidade de Corinto era estrategicamente estabelecida; foi uma autêntica metrópole, abrigando judeus, gregos e romanos. Portanto, havia uma miscigenação de raças e de culturas.




A cidade fornecia mais divertimento e opções culturais que outros portos menos importantes. Lá ficava o único anfiteatro (uma construção romana) da Grécia com capacidade para mais de 20.000 espectadores. O grande templo de Afrodite, sendo a deusa identificada com a lascívia e com a prostituição cultural, seu templo abrigava mais de 1.000 prostitutas.

A cultura de Corinto não era judaica, mas grega e fortemente influenciada pelos viajantes romanos que lá passavam. Portanto eles se vestiam, comiam e se portavam diferentes dos judeus.



• Terceiro: O uso do véu.

Para os judeus era um costume antigo, que representava a decência das mulheres – Submissão das mulheres.




• Quarto: No caso de Corinto, temos um costume das prostitutas
( sacerdotisas do templo de Afrodite ) terem a cabeças rapada, e também as mulheres gregas que não se prostituíam tinham o cabelo comprido, porém não usavam o véu. Então concluímos; numa cultura a não utilização do véu poderia ser motivo para o divórcio, também poderia ser uma forma de lamento, ter a cabeça rapada ou indicar uma mulher culpada de adultério.

• As sacerdotisas do templo de Afrodite raspavam a cabeça e conforme um costume local, elas teriam que se entregar a algum desconhecido sexualmente, uma vez por ano ( havia em Corinto mil prostitutas – sacerdotisas de Afrodite ).

• Quinto: Enfatizamos, que Paulo não ensinava nesta passagem bíblica, princípios morais eternos, e assim circunstanciais, ou seja, cultural. O ensino era que, por uma questão de coerência, aqueles que quisessem manter a tradição do uso do véu hebraico deveriam também preservar o uso dos cabelos compridos presentes na cultura helênica.

Segundo o escritor Ricardo Gondim “Isto porque, da mesma forma que uma mulher sem o véu era considerada prostituta pelos judeus, uma mulher com a cabeça raspada era tida como meretriz pelos gregos”.



A decência nesta questão não seria o comprimento do cabelo, nem tão pouco o uso do véu. E sim a decência com que a mulher se apresentava na igreja e na sociedade.

É possível, encontrar ainda hoje, em pleno século XXI, seguimentos religiosos diversos que respaldando-se na sua cultura,cosmovisão religiosa ou na interpretação de trechos bíblicos sem considerar o seu contexto, criam normas,regulamentos para legitimar nos seus seguidores mecânismos de controle. 

Doravante,é preciso pois,respeitar os costumes de cada seguimento religioso,ou seja, aqueles que proibem por exemplo: o corte de cabelo para as mulheres, ou o uso de calças compridas, sem contudo condicionar ou até mesmo atrelar a salvação de uma alma a observância irrestrita aos mesmos. Pois, conforme o conceito paulino “não vem das obras para que ninguém se glorie”.


Segundo a Hermenêutica Bíblica, devemos interpretar o texto dentro dos contextos: Histórico, geográfico, sintático, gramátical, lexicológico, teológico e doutrinal. Portanto,a lei geral diz: “Que um texto fora do seu contexto, servi de pretexto”.

Não há qualquer restrição bíblica, hoje quanto ao corte de cabelo ou a proibição do uso de calças comprindas para mulheres. Deve-se respeitar o contexto religioso e cultural que o seguidor(a) estão inseridos. Entretando, salientando sobretudo que, nenhuma tradição, norma cultural está acima das Escrituras sagradas."





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• Chave Lingüística do Novo Testamento, Vida Nova, 2003. SP.

• É Proibido o Que A Bíblia Permite e a Igreja Proíbe, Editora: Mundo Cristão, 1998. SP.

• Léxico do Novo testamento, Grego/Português, Vida Nova, 2000. SP.

• Minidicionário da Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda, Editora Nova Fronteira, 2000. RJ.

• Novo Testamento Grego Analítico, Vida Nova, 1987. SP.

• Pequena Gramática do grego Neotestamentário (Coinê), 8ª Edição, 1998: CEIBEL. MG.

• Seitas Proféticas, JUERP, 5ª Edição, 2001. RJ.

• Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos, Editora Vida, 201. SP.

fonte: Ministério CACP

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