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ARQUEOLOGIA DA CIDADE DE FILIPOS


Cidade da Macedônia próxima ao mar Egeu, antes denominada Krenides. Filipos deve seu novo nome a Filipe da Macedônia (pai de Alexandre, o Grande). Filipe arrebatou a cidade das mãos dos trácios no quarto século a.C. e pôs nela o seu nome. Cidade rica em minérios foi em suas proximidades que Marco Antonio e Otávio (César Augusto) derrotaram Bruno e Cássio, assassinos de Júlio César. Por esses episódios, a cidade tornou-se colônia romana. Estava estrategicamente localizada sobre a via Inaciana, que corria na direção leste-oeste entre Roma e a Ásia, e serviu como ponto de partida a Alexandre, o Grande, quando ele começou sua campanha para conquistar o mundo.

Paulo veio diretamente a Filipos depois de uma visão que um homem lhe rogava: “Passa à Macedônia, a ajuda-nos” (At 16.9). Aqui Paulo pregou o evangelho na margem de um rio, foi posto na prisão, e estabeleceu sua primeira e mais amada igreja no continente europeu.

A Escola Francesa de Atenas realizou escavações nesse lugar de 1914 a 1938. Foram desenterrados muitos trechos da cidade, sendo dada especial atenção ao foro, à praça do mercado, ao anfiteatro, a uma biblioteca e sala de leitura, e um pódio retangular que servia de tribuna para os oradores. Os fundamentos de uma grande porta abobadada que se estendia sobre a via Inaciana, a qual saía pelo lado nordeste da cidade, resultaram de interesse especial para os estudiosos da Bíblia. Muitos acreditam que Paulo saiu por essa porta a caminho da margem do rio, em busca de um local para oração, e onde pregou o evangelho a um grupo de mulheres. O único rio nas proximidades de Filipos está aproximadamente um quilômetro e meio a oeste dessa porta.


Ruínas de uma Prisão em Filipos
1 Ts 2:2 - mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos,
como é do vosso conhecimento,
tivemos ousada confiança em nosso Deus,
para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta.


Área Central Pública em Filipos
Atos 16:12 - e dali, a Filipos, cidade da Macedônia,
primeira do distrito e colônia.
Nesta cidade, permanecemos alguns dias.


Praça Principal em Filipos
Atos 16.19 - Vendo os seus senhores que se lhes desfizera a esperança do lucro,
agarrando em Paulo e Silas, os arrastaram para a praça,
à presença das autoridades;
e, levando-os aos pretores, disseram:
Estes homens, sendo judeus, perturbam a nossa cidade.





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Muro de 3,7 mil anos é aberto ao público em Jerusalém

Um muro de 3,7 mil anos recém-descoberto em Jerusalém Oriental será aberto ao público nesta quinta-feira, anunciou a Autoridade de Antiguidades de Israel.

A estrutura data de uma época na Era do Bronze quando Jerusalém era um enclave pequeno e fortificado controlado pelos cananeus, antes de eles serem conquistados pelos israelitas.

Segundo o diretor das escavações, Ronny Reich, a estrutura de 8 metros de altura foi construída para proteger a única fonte de água da cidade na época e foi uma das primeiras fortificações a serem erguidas na região.

Para Reich, o muro indica que os cananeus eram uma civilização sofisticada, que conseguia empreender grandes projetos de construção.

Críticas

"Este muro é enorme e sobreviveu por 3,7 mil anos, o que, mesmo para nós, é muito tempo", afirmou o especialista, que é professor da Universidade de Haifa.

O sítio arqueológico, conhecido como Cidade de Davi, fica em um bairro palestino localizado na entrada da Cidade Velha de Jerusalém.

As escavações são parcialmente financiadas pela Elad, uma organização de colonos judeus que pretende estabelecer assentamentos no bairro.

Críticos do projeto dizem que Israel está usando essas descobertas como uma ferramenta política para defender a tomada por judeus de áreas ocupadas por palestinos.

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Arqueólogos encontram em Israel sinagoga da época de Jesus Cristo

Arqueólogos israelenses descobriram no domingo as ruínas do que eles acreditam ser uma das mais antigas sinagogas do mundo.

Segundo a arqueóloga Dina Avshalom-Gorni, as ruínas descobertas no norte de Israel são da época do Segundo Grande Templo de Jerusalém, entre os anos 50 antes de Cristo e 100 depois de Cristo.

O local das escavações, a praia de Migdal, na costa do Mar da Galiléia, é citado tanto em escrituras judaicas quanto cristãs.

Menorá


Durante os trabalhos, os arqueólogos encontraram uma pedra gravada com uma imagem de uma menorá, o candelabro de sete velas utilizado em cerimônias religiosas judaicas.

A menorá é um símbolo do judaísmo de mais de 3 mil anos e também o emblema nacional de Israel. A imagem gravada na pedra encontrada nas escavações aparece em cima de um pedestal e ladeada por ânforas.

Segundo os arqueólogos, esta é a primeira vez que uma imagem de uma menorá é encontrada em uma escavação fora de Jerusalém.

Maria Madalena

A cidade de Migdal, sob o nome aramaico de Magdala, é citada nas escrituras cristãs como o local de nascimento de Maria Madalena, uma das mulheres que acompanharam Jesus Cristo e que depois foi tornada santa.

Segundo Avshalom-Gorni , é possível supor que a comunidade que seguiu Jesus na Galiléia frequentava a sinagoga descoberta.

Com chão de mosaicos e paredes cobertas por afrescos, o salão principal da sinagoga descoberta media 120 metros quadrados e era rodeado por bancos de pedra para os fiéis.

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Arqueólogos encontram casa da época de Jesus em Nazaré





Arqueólogos israelenses revelaram nesta segunda-feira que encontraram os restos da primeira residência encontrada na cidade de Nazaré, no norte de Israel, que pode ser da época de Jesus Cristo.

De acordo com o jornal israelense Haaretz, a descoberta fornece mais dados sobre como era a vida na cidade de Nazaré há cerca de 2 mil anos.

A casa provavelmente fazia parte de um pequeno vilarejo com cerca de 50 residências habitadas por judeus pobres.

Uma porta-voz da Autoridade Israelense para Antiguidades, Yardenna Alexandre, informou que os restos de uma parede, uma cisterna para coleta de água da chuva e um refúgio foram encontrados depois da descoberta do pátio de um antigo convento.

De acordo com Alexandre, os arqueólogos também encontraram potes de argila, do tipo que era usado pelos moradores da Galileia (região onde hoje fica o norte de Israel) na época, uma indicação de que a casa pertencia a uma família judia simples.

"É provável que Jesus e seus amigos de infância tenham conhecido a casa", afirmou a porta-voz em entrevista.

"A partir das poucas provas escritas disponíveis, sabemos que a Nazaré do primeiro século da era cristã era um pequeno vilarejo judeu localizado em um vale", disse Alexandre, acrescentando que até agora "poucas sepulturas da época de Jesus foram encontradas, mas nunca encontramos os restos de residências daquela época".

Um poço também foi encontrado, e os arqueólogos calculam que ele foi construído como parte dos preparativos dos judeus para a Grande Revolta contra os romanos, entre os anos de 66 e 73 d.C.

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de acordo com os preceitos bíblicos nos dias de hoje

O jornalista americano A.J. Jacobs, decidiu passar um ano vivendo de acordo com os preceitos bíblicos, fazendo um interpretação independente das escrituras, o que o tornou neste período um “fundamentalista máximo”, como ele mesmo se define na introdução do livro que resultou dessa experiência. O livro The Year of Living Biblically (“O Ano em Que Vivi Biblicamente”) ainda não tem data prevista para lançamento no Brasil.

Jacobs fez uma lista de 72 páginas com mais de 700 regras, que ia de Gênesis ao Apocalipse, que arbitram a vida de um homem comum, segundo a interpretação dele da bíblia.

Definindo-se no início de seu livro, por “agnóstico”, um judeu, Jacobs dividiu sua jornada bíblica de um ano da seguinte maneira: os nove primeiros meses abordariam o Velho Testamento, período histórico com maior extensão, sendo este ainda adotado pelo judaísmo e os últimos três meses daria prioridade ao Novo testamento.

Durante o período deste um ano bíblico, Jacobs foi se transformando em uma espécie de Moises Nova Yorkino, deixou sua barba crescer, passou a usar azeite para lavar a cabeça, ao invés de condicionador e passou a usa túnicas brancas, cujos os tecidos não misturassem lã e linho.

Para você que pensa que nosso aspirante a beato era na época alguém sozinha, esta enganado. Quem não ficou muito contente com o novo visual e costumes dele foi sua esposa Julie.

O ano bíblico do jornalista, contou com grandes ousadias e aventuras pelas passagens da bíblia, que foram desde proibição de tocar em qualquer mulher em seu período menstrual, a controle de alimentação (o que o levou a comer bombons de grilos, pasme você), o apedrejamento de um adúltero (que por sua vez, teve desfecho muito engraçado de história) e até mesmo manter um escravo (o que preocupava o jornalista, pois em pleno séc. 21 é crime, foi então, quando surgiu um e-mail de um universitário querendo estágio particular, nada mais apropriado no momento, um acordo de estagio sem remuneração). Jacobs privou-se até mesmo de usar palavrões durante este ano.

Segundo relata o livro, Jacobs encontrou grande encontrou grandes de dificuldades, porém, as superou ao enfrentar a luxuria, cobiça e a rotina de orações. No entanto, o maior desafio foi a fé, o escritor do início do livro é um homem de 38 anos, com um filho de 2 anos e uma enorme vontade de aumentar a família. Ele não tem fé, mas sente falta de um alicerce moral para o próprio lar e mergulha na religião, um terreno desconhecido. Nos primeiros meses, sente-se desconfortável fazer orações; perto do fim do projeto, experimenta o êxtase místico – dançando feito um rabino louco ao som de Beyoncé, na festa de 12 anos (bat mitzvah) de uma sobrinha. Mas ainda se declara agnóstico.

Aparentemente, Jacobs conseguiu encontrar o sentido que buscava. E uma explicação, embora nem sempre convincente, para cada uma das regras bíblicas.


“Se os judeus aceitam como metáfora uma ordem divina e os cristãos ignoram muito do Velho Testamento, quem segue a Bíblia ao pé da letra, de cabo a rabo? Ninguém, nem os fundamentalistas. Quem se propõe a fazer uma leitura literal da Bíblia acaba sempre escolhendo o que vai obedecer” conclui Jacobs.


Em uma matéria de 2007 o jornalista Marcos Nogueira fala a revista Super Interessante alguns relatos detalhados da experiência de A. J. Jacobs.

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