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Escavações põem à luz as minas de cobre do rei Salomão




O Prof. Thomas Levy (foto) arqueólogo da Universidade da Califórnia – San Diego encontrou as provas da existência das famosas “minas de cobre de Salomão”.

A descoberta de uma mina de cobre na Jordânia pode ser ser uma indicação da existência do personagem bíblico Rei Salomão, segundo arqueólogos.

Tais minas exploradas pelo rei-profeta David e seu filho o rei Salomão, segundo o relato bíblico encontravam-se no reino de Edom, ao sul do Jordão.

O Prof. Levy dirigiu uma equipe internacional de arqueólogos que publicaram uma matéria sobre a descoberta em The Proceedings of the National Academy of Sciences dos EUA em 28/10/2008.

Ele anunciou que apresentaria ainda mais revelações numa reunião no 18 de fevereiro próximo (2009) no Social Sciences Supper Club, da sua Universidade.

A escavação vem sendo conduzida em Khirbat en Nahas, um antigo centro de produção de "cobre" (mancha escura destacada) ao sul do Mar Morto, desde 1997.

Através de testes de radiocarbono, os cientistas constataram a existência de minas de cobre em uma região e época que coincidem com descrições feitas no Velho Testamento.

Até essa descoberta, acreditava-se que a extração e o aproveitamento do cobre só começaram a existir na Jordânia depois do século 7 a.C., ou seja, 300 anos depois da suposta existência do rei.


Junto com Mohammad Najjar, dos Jordan's Friends of Archeology, o arqueólogo escavou um antigo centro de produção de cobre em Khirbat en-Nahas (que significa “ruínas de cobre” em árabe).


Restos das fundições
As amostras ali encontradas passaram por testes de radiocarbono. Estes lhes atribuíram uma antiguidade que remonta ao século X antes de Cristo.


Nisto concordam com a narração bíblica que põe nessa época os reinados de David e Salomão.

A pesquisa apontou também um crescimento da atividade metalúrgica no local durante o século IX antes de Cristo, fato que concorda com o que o Antigo Testamento nos fala dos edomitas.

Khirbat en-Nahas encontra-se no local que a Bíblia identifica como Reino de Edom, um feudo do antigo Reino de Israel.


Escavações confirmam historicidade das narrações da Bíblia
De fato, já nos anos ’30 do século passado, o arqueólogo americano Nelson Glueck declarou ter descoberto as “minas de Salomão” na região.

Mas os seus achados foram menosprezados com a alegação de que a Bíblia teria sido “pesadamente re-escrita” no século V antes de Nosso Senhor.

Este argumento não era estritamente científico e estava viciado de preconceito anti-cristão, mas pegou, tão forte estava a animadversão anti-católica.

“Agora”, diz Levy, “nos temos a evidência de que complexas sociedades estiveram ativas nos séculos X e IX antes de Cristo, e isto nos conduz ao debate sobre a historicidade das narrações da Bíblia”.

Excavações em Khirbat en-Nahas confirmam historicidade da Bíblia
A jazida arqueológica de Khirbat en-Nahas inclui por volta de 100 prédios (foto ao lado) – inclusive uma fortaleza – colocados no centro de uma vasta área que pode ser vista claramente em Google Earth. Há minas e trilhas de mineração em abundância.

Uma prova adicional foi fornecida por objetos egípcios trazidos à luz no local. Ditos objetos ‒ um escarabeu e um amuleto ‒ foram achados numa camada geológica que corresponde à brusca interrupção da produção.

Esse conjunto de indícios aponta para a bem documentada invasão militar do Faraó Sesac que tentou destruir a atividade econômica da região após a morte de Salomão.

Salomão com muitas mulheres que o levaram à perdição.
Manuscrito da Spencer Collection, Ms 002.
O segundo livro das Crônicas (12; 1-12) fala abundantemente dessa guerra, como punição ao relaxamento do povo judeu na prática dos Mandamentos.


O Prof. Levy partilha certo ceticismo com respeito aos Livros Revelados, porém teve que ceder ante a evidência científica:

Não podemos acreditar em tudo o que nos dizem os antigos livros, porém esta descoberta mostra uma confluência entre os dados arqueológicos e científicos e a Bíblia”, declarou ele ao “The Jerusalém Post”.



“A pesquisa apresenta dados científicos que confirmam o que está escrito na Bíblia”, afirmou à BBC Brasil um dos líderes do grupo de arqueólogos, Mohammad Najjar, da instituição jordaniana Friends of Archaeology & Heritage, que conduziu o projeto em parceria com a universidade americana de San Diego.

“Foi uma surpresa, não esperávamos encontrar tantos artefatos de metal produzidos antes do século 7 a.C.”, disse Najjar.

“Não é possível dizer com certeza se as minas encontradas são mesmo as do rei Salomão, mas neste momento, as possibilidades de ele ter existido aumentaram bastante.”

“O que se sabe, indiscutivelmente, é que o povo edomita – descendentes de Esaú, segundo a tradição hebraica – praticava a metalurgia na época indicada pela Bíblia, muito antes do que se pensava”, disse.

A escavação vem sendo conduzida em Khirbat en Nahas, um antigo centro de produção de cobre ao sul do Mar Morto, desde 1997.


Ilustração: Rei Salomão supervisiona a construção do templo em Jerusalém


Lendas

Segundo o Velho Testamento da Bíblia cristã (que utiliza escrituras judaicas, o Tanakh), o rei Salomão teria unido os reinos hebreus de Israel e Judá por 30 anos, cerca de 1000 a.C..

Segundo a Bíblia, Salomão teria sido o terceiro rei dos hebreus, depois de Saul e Davi, e seu reinado, um período de fartura.

No entanto, não existiam evidências de sua existência ou de um reino que dominasse conhecimentos de metalurgia à época naquela região.

As lendas em torno do personagem cresceram no século 19, quando o inglês Henry Ridder Haggard publicou seu romance de ficção As Minas do Rei Salomão, que popularizou o mito em torno dos segredos de supostas minas com tesouros em ouro, diamante e marfim.








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O Palácio do Rei Davi e as controvérsias arqueológicas



Escavação Eilat Mazar e os métodos de arqueologia são irrepreensíveis, mas, a sua recente afirmação de ter descoberto o palácio do Rei David nas escavações arqueológicas em Jerusalém surgiram dois grupos de estudiosos na mesma área. Em setembro / outubro de 2012, o assunto da Biblical Archaeology Review, o arqueólogo Avraham Faust, revisa a evidência para mostrar por que ele concorda e discorda com a teoria.


Embora a arqueóloga hebraica da Universidade, Eilat Mazar tenha recebido as críticas de 

alguns sobre a sua argumentação de ter descoberto o Palácio do Rei Davi no cume 
Jerusalém conhecida como a Cidade de David, a parte mais antiga da cidade, ninguém questiona a 
qualidade dos seus métodos de arqueologia de escavação . 
Agora Avraham Faust, um arqueólogo sénior da Universidade Bar-Ilan, 
arqueologia opiniões Eilat Mazar, os métodos e conclusões sobre a estrutura de pedra chamada a grande e o que ali foi encontrado explica por que ele concorda e discorda com a teoria.
 (Foto: Cortesia Eilat Mazar)



"David foi até a fortaleza", quando ele temia um ataque dos filisteus, de acordo com 2 Samuel 5:17. Onde ele foi para baixo de? Esta foto ajuda a fornecer a resposta. É tomado olhando para o norte, de frente para o esporão conhecida como a cidade de Davi; além dela é o Monte do Templo, onde Salomão construiu o templo. Marcado na foto é Área H, onde Kathleen Kenyon encontrou partes do que Mazar já identificou como uma grande estrutura pública; ao sul do que é a estrutura de pedra-escalonado enorme, uma parte da encosta coberta com grandes blocos que devem ter apoio um grande edifício na encosta acima dele, o Primavera Giom, única fonte antiga Jerusalém de água doce, e Vale do Cedrom, a leste da cidade. Autor Eilat Mazar sugere que a estrutura em degrau-Stone era parte do mesmo complexo como o palácio de Davi. Por que David construíram sua residência real além muralhas de Jerusalém? Porque não havia espaço dentro da cidade murada pequena. O palácio necessária nenhuma proteção em tempos normais, quando uma ameaça pairava, David e sua comitiva poderia rapidamente "ir para baixo", como diz a Bíblia, a fortaleza da cidade a poucos metros ao sul.


A revista National Geographic deste mês apresenta o cenário belicoso que há entre duas correntes arqueológicas: os que procuram negar a historicidade dos relatos bíblicos e os que tentam confirmá-los. A reportagem de capa merece ser lida pela riqueza de detalhes com que trata o assunto e pelo relativo equilíbrio entre os "dois lados" da história. Isso deveria ser imitado pelas populares revistas brasileiras de divulgação científica que frequentemente pecam pela superficialidade e partidarismo.


   O texto na National Geographic trata principalmente da descoberta feita em 2005 pela arqueóloga Eilat Mazar. Na época, ela anunciou que provavelmente havia descoberto o palácio do rei Davi. "Foi como se fizesse veemente defesa de uma proposição da velha escola de arqueologia que está sob ataque há mais de um quarto de século: a ideia de que a descrição bíblica do império fundado por Davi e levado adiante por seu filho Salomão é historicamente exata", diz a revista. "A contundente declaração de Eilat deu força àqueles cristãos e judeus do mundo todo para quem o Antigo Testamento pode e deve ser interpretado ao pé da letra." [Bem, a questão aqui não é de interpretação, como se verá mais adiante, mas de confirmação do pano de fundo histórico de um período descrito pela Bíblia.

A crítica é mesmo antiga: arqueólogos minimalistas afirmavam que o império de Davi e Salomão jamais havia existido, pois aparentemente não há evidências de construções na região. Até que Eilat divulgou seu achado. A fim de desacreditar a descoberta, houve até ataques pessoais (ad hominem): críticos ressaltaram que as escavações da arqueóloga foram financiadas por duas organizações, a Fundação Cidade de Davi e o Centro Shalem, dedicadas a reivindicar direitos territoriais para Israel. "E zombam porque ela usa os métodos antiquados de antepassados arqueólogos, como os do avô, que não se constrangia em trabalhar com a pá numa mão e a Bíblia na outra", diz a matéria. Note que os ataques são dirigidos à fonte de financiamento da pesquisa e aos métodos da arqueóloga, e não necessariamente à descoberta dela.


Uma mina e a fundição de cobre

A matéria prossegue: "A prática antes comum de usar o livro sagrado como guia arqueológico é contestada por ser um raciocínio circular, anticientífico – e quem mais se empenha contra ela é o questionador-mor da Universidade de Tel-Aviv, Israel Finkelstein, que dedicou a carreira a demolir estrondosamente hipóteses desse feitio. Ele e outros proponentes da `baixa cronologia´ afirmam que o peso das evidências arqueológicas em Israel e seu entorno indica que as datas postuladas pelos estudiosos da Bíblia estão antecipadas em um século. As construções `salomônicas´ escavadas por arqueólogos bíblicos ao longo de várias décadas recentes em Hazor, Gezer e Megiddo não foram erigidas no tempo de Davi e Salomão, argumenta ele; portanto, devem ter sido construídas por reis da dinastia Omride, no século 9 a.C., bem depois do reinado de Salomão."

Restos das fundições
Se acusam Eilat de ter interesses "escusos" e usar a Bíblia como documento histórico orientador de pesquisa, por que não lembram que Finkelstein é crítico ferrenho de tudo que "cheira a Bíblia"? É só notar a ferocidade da seguinte declaração dele: "É claro que não estamos olhando para o palácio de Davi! Tenha a santa paciência. Tudo bem, eu respeito seus [de Eilat] esforços. Gosto dela, é uma senhora simpática. Mas essa interpretação é, como direi?, um tanto ingênua."

Finkelstein deve estar ainda mais irado, pois agora, segundo a National Geographic, é a teoria dele que está no paredão. "Logo depois que Eilat declarou ter descoberto o palácio do rei Davi, dois outros arqueólogos revelaram achados notáveis. Trinta quilômetros a sudoeste de Jerusalém, no vale de Elah – justamente onde a Bíblia diz que o jovem pastor Davi matou Golias –, o professor Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica, afirma ter escavado o primeiro trecho de uma cidade judaica datada da época exata em que Davi reinou.

 Enquanto isso, 50 quilômetros ao sul do Mar Morto, na Jordânia, um professor da Universidade da Califórnia em San Diego, Thomas Levy, passou os últimos oito anos escavando uma grande mina e fundição de cobre em Khirbat en Nahas. Segundo Levy, um dos mais importantes períodos de produção de cobre nesse sítio foi no século 10 a.C. – época em que, segundo a narrativa bíblica, os edomitas, antagonistas de Davi, ocupavam a região (estudiosos como Finkelstein, todavia, garantem que o reino de Edom surgiu apenas dois séculos depois). A própria existência de uma mina e fundição de cobre dois séculos antes do período em que o grupo de Finkelstein aponta como o do surgimento dos edomitas indicaria que havia atividades complexas bem no tempo em que Davi e Salomão reinaram. `É possível que isso tenha pertencido a Davi e Salomão´, analisa Levy sobre sua descoberta. `Porque a escala da produção de metal aqui é, de fato, a de um Estado ou reino antigo´."


Informação histórica digna de crédito

E as evidências? A revista informa que Levy e Garfinkel têm as pesquisas subvencionadas pela National Geographic Society e baseiam suas afirmações em uma profusão de dados científicos, entre eles fragmentos de cerâmica e datação por radiocarbono de caroços de azeitona e tâmara encontrados nos sítios. "Se as evidências de suas atuais escavações se sustentarem, a posição dos peritos de outrora que apontavam a Bíblia como um relato preciso da história de Davi e Salomão pode ser confirmada. Como diz Eilat Mazar com visível satisfação: `É o fim da escola de Finkelstein´."

A reportagem apresenta outras evidências que corroboram as conclusões de Garfinkel – como centenas de ossos de boi, cabra, ovelha e peixe, mas nenhum osso de porco, o que sugere que judeus, e não filisteus, devem ter vivido ali. Tudo isso foi encontrado abaixo de uma camada do período helenístico. E tem mais: a equipe do arqueólogo topou também com um achado raríssimo, um caco de vasilha de cerâmica com inscrições que parecem ser em uma escrita protocananita contendo verbos característicos do hebraico. A conclusão parece óbvia: ali estava uma complexa sociedade judaica do século 10 a.C, do tipo que os defensores da baixa cronologia, como Finkelstein, afirmam que não existe.

Luiz Gustavo Assis é teólogo e trabalhou como auxiliar de pesquisa no Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork, localizado no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho. Para ele, Finkelstein não é o único com uma visão negativa a respeito da historicidade do relato bíblico. "Nos anos 1990, diversos teólogos e historiadores de universidades europeias publicaram obras extremamente belicosas contra a Bíblia Hebraica, como Thomas L. Thompson, Niels-Peter Lemche e Philip Davies. Esses são alguns dos nomes que compõem a Escola de Copenhague, ou os chamados minimalistas, aqueles que desconsideram a Bíblia como um documento com informações históricas precisas", informa Luiz.

Segundo o teólogo, não é preciso ter motivação religiosa para questionar as abordagens e conclusões desses autores, muitas vezes baseadas no silêncio de fontes arqueológicas. Luiz cita o agnóstico William G. Dever, autor do livro What did the Biblical Writers Know & When did They Know It?. Dever ataca ferozmente o niilismo por detrás dessa postura displicente de se encarar a história de Israel. "Dever não é um anônimo ou um novato no assunto", diz Luiz. "Sua carreira como arqueólogo já passa dos 30 anos. Seu nome é tremendamente respeitado nos círculos acadêmicos quando o assunto é arqueologia siro-palestinense ou bíblica. Como um cético, ele não acredita em tudo o que o livro sagrado dos judeus diz, mas sua opinião é honesta: há informação histórica digna de crédito para se estabelecer uma parte da história de Israel."


"Argumentos parecem apelativos"

Finkelstein e outros que afirmavam não existir evidência de atividade escribal em Canaã antes do século 9 a.C. teve novamente que engolir a língua com a descoberta de um caco de cerâmica com aproximadamente 15 cm. O ostracon contém uma inscrição que data do 11º século a.C. e foi descoberto no sítio arqueológico de Khirbet Qeyafa. "Não se trata de uma aglomerado de palavras desconexas", explica Luiz. "É um texto que faz menção de um juiz (shaphat), rei (melekh) e escravos (`eved)." "Quando Frank Moore Cross – um dos principais especialistas em inscrições proto-cananitas de Harvard – examinou o ostracon e a inscrição, ele ficou duas noites sem dormir", disse Lawrence Stager, professor de Arqueologia Bíblica em Harvard.


Ainda segundo a reportagem da National Geographic, para os arqueólogos minimalistas, Davi e Salomão foram simplesmente personagens fictícios. No entanto, a credibilidade dessa posição foi solapada em 1993, quando uma equipe de escavação no sítio de Tel Dan, no norte de Israel, descobriu uma estela de basalto negro com a inscrição "Casa de Davi" (para maior compreensão do que significa a expressão "Casa de Davi", consulte a obra Escavando a Verdade, do Dr. Rodrigo Silva). Mas, como a Bíblia não pode ser usada como documento histórico, os minimalistas ainda afirmam que a existência de Salomão continua carente de comprovação.

O que Levy escavou em Khirbat en Nahas pode ainda dar muita dor de cabeça para Finkelstein e a escola da baixa cronologia. National Geographic compara: "As minas de cobre de Levy talvez não sejam tão sensacionais quanto o palácio do rei Davi ou o mirante com vista para a batalha entre Davi e Golias. Mas as escavações de Levy abrangem mais tempo e área que as de Eilat Mazar e Yosef Garfinkel, e fazem uso bem mais amplo da análise por radiocarbono para determinar a idade das camadas estatigráficas de seu sítio."

A revista expõe a virulência de Finkelstein, que zomba das descobertas de Garfinkel em Khirbet Qeiyafa: "Você nunca vai me pegar dizendo `achei um caroço de azeitona num estrato em Megiddo, e esse caroço – contrariando centenas de outras datações por carbono 14 – vai decidir o destino da civilização ocidental´. Ele para de falar de repente e solta uma risada sarcástica. E a ausência de ossos de porco, sugerindo que o sítio é judeu? `Um dado, mas não conclusivo.´ E a inscrição rara encontrada no sítio? `Provavelmente da cidade filistina de Gath, não do reino de Judá.´ [...] A hipótese de que uma sociedade complexa do século 10 a.C. possa ter existido nos dois lados do rio Jordão pôs na defensiva a posição de Israel Finkelstein sobre a era de Davi e Salomão. Seus muitos artigos de réplica e seu tom sarcástico refletem essa defensiva, e com argumentos que, não apenas para seus desafetos, muitas vezes parecem apelativos."


Credibilidade histórica da Bíblia não está no vácuo

Rodrigo Pereira da Silva é professor de Teologia no Unasp, doutor em Teologia, especialista em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém e doutorando em Arqueologia pela USP (além de autor do livro recomendado acima). Ele conhece pessoalmente grande parte dos nomes citados na matéria da National Geographic. Já conversou com Filkelstein, foi aluno de Garfinkel (na verdade, sua primeira experiência arqueológica foi sob seu comando, em Shaar ha Golan). Para Rodrigo, o mérito e o diferencial dessa reportagem consistiram em mostrar que, para os arqueólogos, o assunto da historicidade bíblica está dividido. Ele diz: "Antes os artigos deixavam o leitor com a impressão de que todos os arqueólogos sérios e profissionais questionavam a Bíblia e apenas os leigos ou pseudo-arqueólogos (como Erich von Däniken ou Werner Keller) endossavam o texto bíblico com suas pesquisas particulares que não receberiam a chancela de nenhuma universidade."

Segundo Rodrigo, essa situação de polêmica "felizmente fez surgir as figuras de Eilat Mazar e Garfinkel, que têm autoridade acadêmica para discordar de arqueólogos minimalistas como os que, via de regra, desfilam nas páginas de revistas populares como a National, a Superinteressante ou a Época".

Rodrigo faz ainda duas observações com 
respeito à reportagem:

1. Quando o texto diz: "Há um probleminha: os arqueólogos, depois de procurar exaustivamente por décadas, não encontraram nenhum indício confiável de que Davi ou Salomão tenham construído qualquer coisa", deixa os leitores leigos com uma impressão distorcida da pesquisa de campo em arqueologia. "Posso afirmar que 80% ou 90% da história antiga geral (i.e. não bíblica) não pôde ser `confirmada´ por escavações arqueológicas. Terremotos, guerras, roubos, ações do tempo, construção de novas metrópoles, etc., puseram a termo ou sepultaram para sempre monumentos e artefatos da antiguidade. Isso não acontece só com a Bíblia, mas com a história em geral. Não há, por exemplo, nenhuma prova arqueológica segura da presença dos imensos exércitos de Alexandre, o Grande, na Índia; o que temos são relatos tardios, escritos 300 anos depois da morte dele (cf. As Vidas Paralelas de Plutarco), e cujos originais também se perderam (o que nos restam são cópias ainda mais tardias)."

Curiosamente, no entanto, poucos historiadores questionam a presença alexandrina desde a Macedônia até as terras indianas. "Ora, se o critério da dúvida, tão advogado em relação à Bíblia, fosse aplicado à história em geral, teríamos que duvidar quase da totalidade do que os livros didáticos nos apresentam. Mesmo na história mais recente, onde estão (arqueologicamente falando) as provas de que Colombo desembarcou nas Antilhas em 1492 ou de que a primeira missa no Brasil foi realizada em Porto Seguro, pouco tempo depois do descobrimento? A resposta é: não há nenhum indício confiável de qualquer desses eventos. Vamos duvidar deles também? Com exceção das pirâmides do Egito e de uns poucos fragmentos do mausoléu de Halicarnasso, onde estão as provas de que as sete maravilhas do mundo antigo de fato existiram?", questiona Rodrigo.

2. Para o professor do Unasp, o tom zombeteiro sobre arqueólogos como os falecidos Yadin, Albright e o renomado Benjamim Mazar (avô de Eilat), que escavavam, como diz o artigo, "com a pá numa mão e a Bíblia noutra", parece o argumento do espantalho, para usar um exemplo de falácia. "Em primeiro lugar", diz Rodrigo, "esses foram alguns dos mais respeitados e renomados arqueólogos de todos os tempos. Ademais, Albright vinha de uma escola humanista que não aceitava certos aspectos da teologia cristã; suas afirmações em relação à Bíblia, portanto, eram baseadas nos fatos e não em suas predisposições ou convicções pessoais." Rodrigo cita também H. Schelermann, que usou justamente um texto antigo (a Ilíada, de Homero) como uma espécie de "mapa" para encontrar Troia. E ele a encontrou. "Não creio que a valorização do texto antigo (como é o caso da Bíblia) seja algo anticientífico ou ultrapassado. E não se trata, como diz o artigo, de `literalizar´ cada frase da Bíblia Sagrada. Eu, pelo menos, não acredito na inerrância do texto bíblico, mas isso não nega que ele esteja descrevendo uma história real."

Luiz Gustavo Assis lembra que a arqueologia tem limites. Existe a confirmação histórica da existência de Davi, feita por Avraham Biran, em 1993, e agora a provável identificação do sítio arqueológico mencionado na famosa história da batalha de Davi contra o filisteu Golias. No entanto, nenhum desses achados prova que o gigante foi morto com uma pedra de funda! Provavelmente jamais seja encontrado documento com uma inscrição como essa. No entanto, a credibilidade histórica da Bíblia não está no vácuo. Existe um terreno sólido sobre o qual o leitor pode caminhar.


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Judeus comemoram a passagem do ano novo para 5773 anos



Período marca momento de avaliação da vida e arrependimento

Judeus comemoram hoje o ano novo de 5773
A celebração do Ano Novo Judaico, o Rosh Ha Shaná (“Cabeça do Ano”, em Hebraico), teve início ao pôr do sol deste domingo, 16 de setembro. Comemorada em todo o mundo, a celebração dura dez dias, e culmina com o dia do Perdão, 
o Yom Kippur, quando os judeus praticantes fazem jejum de 25 horas, acompanhado de orações nas sinagogas. veja a materia sobre o Yom Kippur ( click aqui )

Enquanto o mundo segue o calendário cristão e está 2012 depois de Cristo, ao surgir a lua no céu desta noite os judeus comemoram o início do ano 5773 do seu calendário. Segundo a tradição, ele teria se iniciado no dia da criação do homem e do mundo.


Leonardo Alanati, rabino da Congregação Israelita Mineira, ensina que o Ano Novo Judaico difere do tradicional reveillon dos brasileiros. “Na noite do Rosh HaShaná, os judeus vão à sinagoga orar e ouvir o toque do shofar, uma espécie de berrante feita com chifre de carneiro. Depois das orações, as famílias se reúnem para jantar, trocam presentes, flores e consomem alimentos simbólicos. Apesar do significado ser totalmente diferente, o espírito se assemelharia mais ao do Natal em outras culturas”, explica.



O rabino Leonardo enfatiza: “O Ano Novo Judaico passa uma dupla mensagem. De um lado, felicidade, paz e saúde. De outro, representa uma reavaliação de cada um e uma oportunidade para pedir perdão e iniciar um novo ciclo”.

O Shaná Tová, saudação que significa “um bom ano” marca esse período do ano especial para os judeus, orações são mais longas e são feitos 100 toques do shofar. Os dez dias entre “RoshHaShaná” e o “Yom Kipur”, são chamados de “Iamim Noraim” (dias temíveis). Nesse período, os israelitas continuam a fazer o balanço dos atos passados e comprometem-se com a mudança e o arrependimento, explica Marcus Strozberg, presidente da Sociedade Israelita do Estado do Ceará.

Marcus enfatiza que o calendário judaico é lunar, por isso a data é comemorada em dias diferentes todos os anos, mas sempre na mesma época. Segundo a tradição judaica, Adão e Eva foram criados no primeiro dia do mês de “Tishrei”, que foi o sexto dia da Criação.



No calendário judaico existem doze meses no ano, e há doze Tribos em Israel. Cada mês do ano judaico tem sua tribo representativa. O mês de Tishrei é o mês da Tribo de Dã. Isto tem um significado simbólico, pois quando Dã nasceu, sua mãe Lea disse: “Deus julgou-me e também atendeu à minha voz.” Dan e Din (Yom HaDin, Dia do Julgamento) são ambos derivados da mesma raiz, simbolizando que Tishrei é a época do Julgamento Divino e do perdão.

Assista reportagem:




Fonte: Gospel Prime

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Dispensacionalismo




Tenho sempre dito aqui que determinados mandamentos e ordenanças foram dados a Israel e não à Igreja; que certas práticas que temos visto hoje em dia estão deslocadas e não deveriam mais ser a norma do cristão.
Mas por que essa distinção, hão de perguntar. Como saber o que é válido e o que não é? Como saber por que motivo não se usa mais circuncidar o primogênito, mas ainda se pratica o dízimo? Por que temos levitas na Igreja mas não sacrifício de animais e sacerdotes? Por que muitas igrejas implicam se a mulher usar calça comprida mas não guardam o sábado e até fazem feijoada, feita com animal considerado impuro? Afinal, o que fazer? Quem está com a razão?
Creio que a resposta a todas essas perguntas – e mais uma vez, a compreensão sobre a questão levantada semanas atrás sobre o dízimo – está no entendimento do conceito teológico das dispensações.
Vamos tentar esclarecer isto em três capítulos, começando com este.


A palavra “dispensação” vem do substantivo grego oikonomá (oikos = casa; nomos = lei); normalmente traduzido como “administração” ou, por transliteração, “economia” (no sentido de gerir, administrar, supervisionar), cf. Lucas 16:1-13. “Dispensação” se refere, portanto, ao método divino de lidar com a humanidade e de administrar a Verdade em diferentes períodos de tempo. Ninguém consegue ler as Escrituras sem ver que Deus lida com o homem em algumas épocas diferentemente do que Ele lidou em outras. Compreender as diferentes “economias” ou administrações de Deus é essencial para uma correta interpretação da revelação de Deus na História.

Quanto ao número de dispensações, o número mais comumente sugerido é sete, com cinco dessas já passadas, uma na qual estamos agora vivendo, e mais uma que está ainda no futuro.
A palavra “dispensação” aparece várias vezes nas Escrituras, com o sentido de administração, a saber:
O verbo oikonoméiô em Lucas 16:2.
O substantivo oikonomos em Lucas 12:42 (mordomo); 16:1, 3, 8 (administrador); Romanos 16:23 (tesoureiro); I Coríntios 4:1, 2; Tito 1:7; I Pedro 4:10 (despenseiros); Gálatas 4:2 (tutores ou curadores).
O substantivo oikonomá aparece em Lucas 16:2, 3,4; I Coríntios 9:17; Efésios 1:10; 3:2, 9; Colossenses 1:25; I Timóteo 1:4.
No entanto, a palavra grega aion, que aparece no Novo Testamento cerca de cem vezes, geralmente traduzida “mundo”, “eternamente” ou “sempre”, é aceita comumente com o sentido de “era” ou “época”.


Vemos que antes do cumprimento de todas as coisas no grande programa de Deus, há só esta era atual e outra que virá:
“E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século (aion = época) nem no futuro (literalmente, ‘nem no vindouro’)”. (Mateus 12:32)
“Que não haja de receber muito mais neste mundo (kairos = tempo), e na idade vindoura (aion = época) a vida eterna”. (Lucas 18:30)

“Acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século (aion = época), mas também no vindouro (de novo, literalmente ‘o vindouro’)”. (Efésios 1:21)

Aí se vê uma era ou dispensação presente e uma que está para vir.
Mas como tudo isso entra na correta interpretação da Bíblia? Deve-se considerar bem esse assunto, pois algumas coisas das Escrituras estão ligadas somente a determinada dispensação, e se tentarmos interpretá-las em referência a outra, o resultado será confuso. 

Algumas coisas são aplicáveis a todas as eras, pois são princípios eternos de verdade e justiça. Os princípios apresentados no Decálogo ou Dez Mandamentos, embora tivessem sido registrados pela primeira vez na dispensação mosaica, são de tal verdade moral que estão em vigor em todas as eras da história do homem. Está implícito em Romanos 2:14-15 que essas leis sempre estiveram escritas no coração humano, mesmo antes que fossem escritas em pedra no monte Sinai. Ninguém pode anulá-las sob a alegação de que não pertencem à presente dispensação, a não ser para ver a ordem moral praticamente destruída.

As dispensações pressupõem algumas condições:
1 – há sempre duas partes envolvidas
2 – há responsabilidades específicas
3 – há prestação de contas
4 – podem ocorrer mudanças a qualquer tempo se for constatada infidelidade/irregularidade na administração
5 – os homens são responsáveis diante de Deus
6 – é exigida a fidelidade de ambas as partes
7 – a administração pode acabar a qualquer tempo
8 – há, provavelmente 7 dispensações, havendo alguma diferença no nome dado a cada uma, mas cada uma é claramente específica e diferente das demais.

Cada dispensação é caracterizada da seguinte forma:
1 – revelação distinta e clara do seu propósito e condições
2 – há possibilidade de falhas
3 – nesse caso, há sempre uma penalidade, como em um contrato, sob a forma de julgamento/juízo
4 – pode haver anulação de certos preceitos até então válidos
5 – pode haver introdução de novos princípios não válidos anteriormente
6 – pode haver manutenção de alguns preceitos antigos
7 – novo nível de revelação do plano de Deus (revelação progressiva)
8 – distinção entre os planos da Deus para Israel, para a Igreja e para as nações (1 Coríntios 10:32 = Não vos torneis causa de tropeço nem a judeus, nem a gregos [=gentios], nem à igreja de Deus.)

Para não estender muito descrevendo todas as dispensações nos mínimos detalhes, só gostaríamos de observar que muitas coisas foram dadas por Deus para instruir e preparar Israel a reconhecer o Messias quando Ele viesse, sendo, portanto, representativas do que ainda havia de vir. Conseqüentemente, essas coisas passaram - no que se refere à obrigação de praticá-las - quando o Filho do Homem veio e as cumpriu. As pessoas hoje não mais precisam praticá-las, pois elas evidenciam o que Deus predissera para que os homens não deixassem de reconhecê-Lo e recebê-Lo.


O fim dessa era se deu quando se rasgou o véu do Santíssimo Lugar na morte de Jesus, Marcos 15:37-38. Veja a referência em Hebreus 10:18-20: “Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado. Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hebreus 10:18-20).

Numerosas passagens inibem o uso de coisas representativas hoje, pois estavam limitadas ao período que terminou com a morte de Cristo. Contudo, multidões ainda incorporam coisas da dispensação passada, puramente judaica, na dispensação da igreja, o que mostra a importância de considerar as divisões e limitações dispensacionais na interpretação das Escrituras.

Muitas coisas foram ordenadas a Israel exclusivamente, mas são às vezes aplicadas como se ainda estivessem em vigor. Por exemplo, alguns tentam aplicar Deuteronômio 22:5 hoje: “Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher; porque, qualquer que faz isto, abominação é ao SENHOR teu Deus”. Supõe-se erroneamente que Deus dita a moda, como um pretexto para criticar as mulheres por vestirem calças, apesar de que calças são muitas vezes mais decentes do que alguns vestidos... Mas o fato é que, em nenhum lugar Deus dita a moda. Em vez disso, Ele manda que sejamos decentes. 


Numa cultura o que é roupa de mulher pode ser considerado roupa de homem em outra. Em alguns países saias são roupas de homens, enquanto em outros roupas tipo calça são usadas mais por mulheres. O mais provável é que esse texto tenha a ver com o costume homossexual de homens e mulheres “transvestirem” (usar roupas do sexo oposto) - que é uma questão moral - Deus lida é com questões morais: uma rebelião deliberada contra a vontade de Deus, com relação à masculinidade e feminilidade. 


Os que repreendem as mulheres usando Deuteronômio 22:5 são hipócritas, pois não usam qualquer outro versículo nesse capítulo em sua pregação. Por exemplo, pelo mesmo critério, muita gente viola Deuteronômio 22:11: “Não te vestirás de diversos estofos de lã e linho juntamente”. Moças que não são mais virgens quando se casam, não correm o risco de serem apedrejadas; mas veja o dever dos líderes de assumir a liderança nisso em Deuteronômio 22:13-21. E o capítulo 22 tem outras coisas que os pregadores modernos não obedecem, de modo que é incoerente e hipócrita pegar o versículo 5 e usá-lo para açoitar os irmãos e, ao mesmo tempo, ignorar todos os outros versículos.

Isto reflete, de fato, a falta de critério na interpretação dos mandamentos bíblicos. Desconhecimento do conceito dispensacionalista leva a erros cada vez piores na vida da Igreja.
Há muitas coisas em Deuteronômio que são apropriadas, pois nosso Senhor Jesus citou desse Livro mais vezes do que qualquer outro, e Ele próprio cumpriu o que foi predito em 18:15, 18-19. Mas muitas leis desse Livro eram puramente nacionais, só para Israel, e não se deve aplicá-las de outro modo. Tentar obrigar os santos do Novo Testamento a guardar leis nacionais, dietéticas e cerimoniais do Velho Testamento envolve a incapacidade de reconhecer a Lei do Dispensacionalismo, e invariavelmente trará confusão e tenderá ao legalismo.

veja: AS SETE DISPENSAÇÕES E AS ALIANÇAS DE DEUS

doa a quem doer! 

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É possível perder a salvação?




Até certo ponto é comum ouvirmos frases como “e se Jesus voltasse hoje, você iria para o paraíso?”, “só quem perseverar é que será salvo”, “tem que ser fiel até a morte” e outras do gênero. Seus defensores, amparados em trechos bíblicos isolados, não se importam de tais  “doutrinas” serem carentes de maior embasamento teológico. Não apresentam outros argumentos que as sustentem, ao contrário da sã doutrina, em que determinadas passagens bíblicas são apoiadas e sustentadas por outras - pois a Palavra de Deus é uma só e não se contradiz. 



Para o pastor Adenauer Sampaio, a proliferação de certos ensinos se deve à forte influência ecumênica que vai ganhando espaço dentro das “igrejas” modernas, onde doutrinas estranhas se infiltram e vão aos poucos minando a fé e a sã doutrina. Por exemplo, vemos por aí certas correntes que ensinam que não se pode ter certeza da salvação, e outras que, mesmo sendo salvo, é possível decair dessa condição e se perder novamente. 

Vamos prestar atenção ao que a Bíblia ensina. Ela diz que Jesus Cristo é a nova, última e suficiente aliança de Deus com os homens. Hebreus 12:24 fala sobre “Jesus, o mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel”. “Nova aliança” porque Deus já havia feito com o Homem outros pactos, outras alianças, sobre as quais você pode ler mais aqui.(click aqui)

Como você poderá observar, Deus cumpre as alianças que faz. O Homem é quem sempre quebra o pacto, o que ocasiona sempre em algum tipo de juízo. O “agir” de Deus não é vinculado ao do Homem, porque Deus é perfeito e não é como o Homem, infiel: II Timóteo 2:13 - “Se formos infiéis, Ele permanece fiel; não pode negar-se a Si mesmo”.  A fidelidade perfeita de Deus é a garantia do cumprimento exato da Sua Palavra e Suas alianças. 

Vejamos o caso específico da maior de todas as alianças: Jesus. E o propósito da vinda de Jesus ao mundo foi a de conceder salvação. Esse fato está claro no versículo que é a síntese da Bíblia: (João 3:16) “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A vida eterna que Jesus nos dá não é pelo nosso merecimento. Ao contrário, nada merecemos de Deus senão a sua justiça, mas pela Graça, ou seja, PRESENTE IMERECIDO, recebemos do Senhor a salvação (Efésios 2:5, 8, 9): “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)... Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. Ora, se recebemos a salvação “não pelas obras”, por que a perderíamos “pelas obras”?


A questão é: quando recebemos a salvação? Quando somos batizados ou quando morremos? Ou só quando formos julgados no futuro? A Bíblia nos ensina que somos salvos a partir do momento em que aceitamos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas. Esse momento precioso conhecido como “conversão”. É isso que marca o início da vida eterna. O que vem após a conversão é a “santificação”, que é o aperfeiçoamento do homem, na vida segundo os ensinos do Senhor. Esse sim é um processo que durará por toda a vida do cristão convertido. Sobre a conversão e a vida eterna, vejamos João 3:36 – “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”;  5:24 – “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”;  6:47 – “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” ; 6:54 – “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”;  e também a carta de I João 5:12 – “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida”. Note que em todos os versículos o tempo do verbo está no presente – “tem a vida” – e não no futuro. De sorte que recebemos a salvação no momento da conversão. É na conversão que aceitamos o pacto do Senhor em Jesus. Deus não volta atrás em suas alianças, de forma que só isso bastaria para entendermos que o convertido não perde a salvação. 


Entretanto, a Bíblia tem ainda mais textos que acabam com qualquer dúvida. João 6:37 – “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (grifo meu). 
O Senhor jamais nos lançará fora, até porque no momento em que o aceitamos, quando somos convencidos pelo Espírito Santo do pecado, da justiça e do juízo (cf. João 16:8) estamos exercitando ao máximo o vocábulo “religião”, que significa “religar”, isto é, “restabelecendo a ligação com a Deus” – o que só é possível através de Jesus. João 14:6 – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.
Outro motivo pelo qual o Senhor nosso Deus não retira a salvação, é porque através de Jesus somos feitos filhos de Deus. João 1:12 diz: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome”; Romanos 8:14 –“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” ; Gálatas 3:26 -  “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus”; I João 3:1 – “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus...”.

Você renegaria um filho? Muito menos Deus! Ele nos recebe como filhos no momento de nossa conversão, e é nessa situação - de filho de Deus - que permaneceremos para todo o sempre. 


Mas há mais um motivo para que o convertido não perca a salvação: o selo do Espírito Santo.  Quando Jesus ascendeu aos céus, ele nos deixou o Espírito Santo – a terceira pessoa da Trindade – para nos abençoar, nos guiar, convencer e converter. Entretanto, há ainda uma outra função do Espírito: Ele é o selo que marca o convertido. Ele é o penhor, que garante a volta de Jesus para nos buscar! É como o selo que garante que a carta, ou a encomenda, será entregue!

Efésios 1:13, 14; 4:30 – “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória... E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção”. Também II Coríntios 1:22 e 5:5 – “O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações... Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito”. 


Você sabe o que é “contrato de penhor”? É um documento usado em um empréstimo bancário. A pessoa pega o dinheiro e deixa alguma coisa como garantia, por exemplo, uma jóia, um relógio etc. A jóia é a garantia do pagamento da dívida. Deus fez da mesma forma: Ele deixou a si próprio (na pessoa do Espírito Santo) como penhor, como garantia, de que um dia Jesus vai voltar para nos buscar! Poderia Deus selar alguém e depois “des-selar”, isto é, retirar o selo??? Algum desavisado poderia dizer: “ah, mas o Espírito se retirou de Saul”; mas quem diz isso mostra que não entendeu ainda o conceito das dispensações – no tempo de Saul, Deus agia de forma diferente daquela que age hoje, a era da Igreja (ou “da graça”, como queira). Este é o link mais uma vez.

Ainda assim, é inevitável a pergunta: “e se a pessoa se desviar, ela vai continuar salva?”... essa pergunta surge porque se pensa que todos os membros de uma igreja são convertidos. Infelizmente não são. Há pessoas que estão na igreja pelos mais diversos motivos: gostam de cantar, acham a companhia agradável; é fácil fazer amizades, etc., mas ainda não são convertidas! Essas pessoas, que nunca foram salvas, não vão perder a salvação, porque ninguém perde o que nunca teve! 


Daí o perigo de ficar fazendo shows e outras atrações “para manter o jovem na igreja”, sem se preocupar em ensinar as Verdades Eternas do Evangelho! Muitos que hoje frequentam “baladas gospel” estão de fato perdidos! Muitos que hoje andam travestidos de “levitas” fazendo shows gospel nunca nasceram de novo! Cobrando cachê e direitos sobre suas músicas toscas como se fossem artistas de Hollywood! Foram criados “na igreja”, mas nunca se converteram! Quando “se desviam”, estão apenas voltando ao lugar de onde, de fato, nunca saíram! II Pedro 2:22.

Em Mateus 7:21 Jesus adverte: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”, praticamente repetindo o que havia dito no v. 6: “Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”. Paulo, escrevendo a Tito, cita esse tipo de “cristão nominal” (Tito 1:16): “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra”.

Entretanto, felizmente há pessoas que realmente são convertidas. O Espírito Santo habita nelas. Elas são salvas. Se por um acaso se afastarem, com certeza não perderão a salvação, mas sim o Senhor as trará de volta, arrependidas, pois Ele é fiel e justo para perdoar os pecados.  “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9). 



Vale lembrar que na Cruz do Calvário, Jesus pagou TODOS os nossos pecados, ou seja, aqueles que foram praticados até a nossa conversão, e aqueles que infelizmente haveremos de praticar até o fim de nossa vida na terra. Tem gente que pensa que não, que Jesus “só pagou os pecados pelos quais nos arrependermos”, e por isso insistem em que devemos fazer uma espécie de “clínica espiritual” pelo menos uma vez por ano - os tais “encontros” também - uma espécie de Ramadã evangélico, para ver se não esquecemos algum pecado não confessado. Para isso recorrem até mesmo a sessões de regressão, confessando histericamente pecados cometidos na infância (dos quais nem nos lembramos), pecados cometidos por nossos pais e ancestrais (à maneira dos mórmons) e outras aberrações. Não, Jesus já pagou TODOS os nossos pecados; caso contrário a expiação vicária de Jesus seria incompleta! 

Se a salvação pode ser perdida amanhã ou depois, torna-se algo incerto, e aí nos equiparamos aos espíritas, católicos e adeptos de outras religiões, as quais ensinam que a pessoa precisa reencarnar, pagar pecados no purgatório, evoluir etc. Se a salvação é algo incerto, para que pregar o Evangelho? Por que uma pessoa trocaria uma incerteza por outra?


Outros pensam que então podemos pecar à vontade, pois se “uma vez salvos, salvos para sempre”, não importa o quanto pequemos, estamos garantidos e podemos cair na farra, num oba-oba sem fim. Não é isto – a garantia da salvação que Jesus nos dá em momento algum deve servir para pecarmos livremente, porque aquele que conhece a Jesus não age assim. E sinceramente, eu acho que quem pensa dessa forma não é salvo! É um picareta que só quer se dar bem, levar vantagem em tudo, como se a salvação e a vida cristã fossem um negócio onde a pessoa tem que ter lucro, mesmo que seja na base da esperteza! Leia de novo Tito 1:16. 

O crente peca sim, mas involuntariamente, e logo em seguida vê a gravidade do erro que cometeu, rogando o perdão do Senhor. O convertido não fica à vontade no pecado, porque as trevas não podem subsistir juntamente com a luz do Espírito Santo que nele habita.
Hebreus 10:23 nos exorta: “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu”. Sejamos portanto fiéis!
Mas também posso deixar dois alertas: o primeiro, é se você pensa ser cristão, faça todo dia o que manda I Coríntios 11:28, “examine-se, pois, o homem a si mesmo”, a cada dia, não apenas “no dia da ceia”! Veja se seus atos  refletem a salvação que você alega ter. Veja se condizem com a “perseverança dos santos”.

O segundo é para você que não tem certeza da salvação. Saiba que você pode sim ter essa certeza, e mais ainda, de nunca mais perdê-la. Basta você crer que Jesus Cristo é o Senhor, que veio para substituir você na cruz - e que aquele sacrifício foi suficiente para apagar todos os seus pecados. Entregue-se a Cristo hoje mesmo, e nunca, nunca mais, você será lançado(a) fora!


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