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A marginalização do estudo bíblico


Elohim (Deus) existe? Quem é Elohim? Onde Elohim está? Para onde vou após a morte? Existe céu? Existe inferno? Devo crer na Bíblia como a Palavra de YHWH?

     Todos que algum dia já se detiveram na reflexão destas simples, mas inquietantes interrogações, experimentaram, ainda que inconscientemente, momentos de meditações teológicas, pois a teologia é uma matéria importante e inerente a todos os verdadeiros discípulos ou não que, de forma inevitável, contemplam os mistérios da vida e as revelações divinas contidas na Palavra de YHWH. Neste sentido estrito, podemos afirmar que todos os membros das congregações de YHWH são teólogos, mesmo que ignorem ou até abdiquem desta condição. Se mergulharmos ainda um pouco mais no assunto, e num sentido mais amplo que o acima mencionado, poderíamos dizer que todo indivíduo de bom senso, que possua um conceito formalizado acerca de um ser divino superior, independente de seu credo, é um teólogo. Cada religião possui a sua “teologia” e o ser discípulo verdadeiro de Yahushua, embora não se trate de participar de uma religião, também tem a sua teologia.



Definindo o termo

     Mas, afinal, o que é teologia? Na perspectiva da teologia acadêmica e histórica, uma resposta objetiva e clássica seria: “fé em busca de entendimento”. Orientados por este significado, perceberemos que o genuíno desígnio da teologia não deve ser o exame da Bíblia, de forma indiscriminada e leviana, para construir doutrinas que justifiquem uma crença. Muito pelo contrário, o teólogo discípulo verdadeiro deve utilizar a teologia para compreender melhor aquilo que previamente expressa o texto bíblico, a despeito das suas crenças.


Os assassinos da letra

     Não obstante a todas estas ponderações, não é difícil encontrar opositores do estudo bíblico entre os mais diversos grupos religiosos da cristandade. Em verdade, esse comportamento é peculiar a muitos deles. Entretanto e lastimavelmente, isso é constatado no seio da “igreja” romana e em suas filhas. Geralmente, o texto áureo e justificativo desse posicionamento encontra-se nas conhecidas palavras do apóstolo Paulo, que dizem: “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica”. [2Coríntios 3:6]. Eis aí a questão que lança os fundamentos para a hostilidade de alguns em relação ao estudo bíblico. Pois bem, se o apóstolo Paulo declara que a letra mata então este fato é conclusivo. O que alguns precisam descobrir é quem de fato é essa “assassina”. 




     O que nos move a ressaltar este ponto é o fato de que essa “tal letra”, mencionada pelo apóstolo, tem sido alvo de distorções, prejudicando o desenvolvimento do ensino em várias “pseudos congregações”. É verdade que essa objeção ao estudo bíblico é defendida por pessoas sinceras (mas como já vimos em outros estudos, apenas a sinceridade não basta), mas que deliberaram marginalizar o estudo bíblico acreditando ser uma atitude louvada pela Bíblia e pelo Seu Autor. 

     É curioso e contraditório, ao mesmo tempo. Mas o fato é que essa tal “letra que mata” vem tendo seu verdadeiro sentido também assassinado por alguns que a tentam interpretar. São aqueles a quem podemos chamar de “os assassinos da letra”. Se você, porventura, se identifica como um dos tais, por favor, não se ofenda! A verdade é que essa repulsa tem no mínimo duas razões para existir. Proponho refletir um pouco mais sobre estas duas questões e depois retornamos ao “homicídio espiritual causado pela letra”, o qual supostamente Paulo teria apregoado.



A marginalização do estudo bíblico

     Quais seriam os fatores que cultivam esta marginalização? Antes de qualquer palavra, é fundamental esclarecer que não é nossa finalidade aqui censurar a devoção autêntica dessas pessoas. A sinceridade de sua fé não está em discussão. Até porque, um dos fatores que mais ajudam a alimentar a rejeição da teologia encontra raízes nos próprios teólogos. Conversando com um missionário, algum tempo atrás, fui interpelado com uma questão que, de certa forma, reflete o julgamento de muitos membros de “igrejas da cristandade” em relação à teologia. 

Ele questionava por que os teólogos são tão apáticos em sua piedade e testemunho do caminho. Não quero aqui entrar em méritos, como, por exemplo, discutir essa generalização injusta ou o que está escondido atrás do conceito de apatia. Todavia, e inegavelmente, não se exige muitos esforços para identificar comportamentos teológicos que instigam a rejeição da teologia. 



Esse estereótipo pejorativo parece ser preservado por alguns poucos teólogos, mas acabam por macular toda a classe. 
O orgulho intelectual, a racionalização vazia, as conjeturas e especulações são tidos como alguns frutos nocivos da teologia. E se torna mais grave ainda quando tais frutos são vindos de pessoas que conhecem as Escrituras e que por isso deveriam proceder totalmente ao contrário. Contudo, em detrimento deste comportamento que, sabemos, não atinge os verdadeiros discípulos comprometidos com a Palavra de YHWH, existem ainda outras objeções alicerçadas no desconhecimento bíblico. 

Logicamente, é muito mais confortável escolher os mitos e as lendas ou ainda dogmas católicos e até ensinos espíritas do que cultivar uma fé racional (procedente da Palavra de YHWH), pois esta vai exigir uma atitude trabalhosa em busca do conhecimento, enquanto que aquelas conservam os “fiéis nos ensinos de suas denominações” na inércia, fazendo-os concordar, sem qualquer exercício mental, com tudo o que ouvem. 

     Outro fator a ser considerado é que o estudo bíblico é marginalizado porque ele incomoda, é inconveniente. É como se fosse uma pedra no sapato dos manipuladores da Bíblia. Quanto menos conhecimento as pessoas possuírem, mais facilmente serão controladas. É um comportamento assumido pelas seitas (filhas de babilônia), nas quais o líder se encarrega de pensar pelos adeptos e implanta um método sutil de controle total.

     Enquanto a teologia se opor aos modismos e ventos de doutrinas que não coadunam com a Palavra de YHWH e que levam muitos “crentes” a fantasias místicas e subjetivas que beiram a heresias, ela continuará sendo menosprezada. 
cf. (Efésios 4:14-15; 1Timóteo 4:1).



A letra mata?

     Retomando a questão, mas respeitando seu contexto bíblico, alertamos que a letra a que Paulo se referiu não pode ser identificada como sendo o estudo (conhecimento) da Palavra de YHWH. Até porque o apóstolo era um dos doutores da congregação primitiva: “E na congregação que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo (Paulo)”. [Atos 13:1] e jamais poderia pensar assim. Acreditamos que são dispensáveis aqui quaisquer comentários sobre a erudição e a aplicação de Paulo aos estudos. Isso é uma prova cabal dos benefícios da educação no estudo da Palavra! “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá”. [1Timóteo 4:13]. 

     Acerca de 2Coríntios 3:6, Paulo estava falando sobre a superioridade da segunda aliança sobre a primeira. A morte causada pela letra realmente é espiritual, porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra, que embora estejam até hoje em vigor (2Coríntios 3:3) devem ser praticadas por aqueles que a receberam de bom grado ao serem chamados, e não como eram aplicadas pelos fariseus no tempo de HaMashiach, pela imposição do legalismo. Por outro lado, o espírito vivifica porque escreve a Lei de YHWH em nossos corações, trazendo-nos a vida em medida muito maior do que realizava sob a primeira aliança. É representado pelas tábuas da carne (3:3). Portanto, como podemos ver o texto comentado não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos da Palavra de YHWH.



Por que teologia?

     Os teólogos leigos (que não fizeram faculdade secular de teologia), ainda que inconscientemente,
 se beneficiam da educação teológica. Criticam o estudo teológico, mas lançam mão dele. Todo o legado doutrinário que usufruímos hoje foi preservado por causa do zelo impetrado pelos teólogos que formalizaram a fé por meio de credos, confissões e outras obras e os escreveram. As doutrinas bíblicas sobreviveram ao tempo porque o espírito de santidade de YHWH se encarregou de inspirar e levantar teólogos comprometidos com a fé! O estudo da Palavra de YHWH é um instrumento indispensável para o saudável desenvolvimento da congregação. Todos nós precisamos estudar muito para assim como disse Paulo, quem sabe um dia chegarmos a estatura completa do Mashiach!

Obs.: teologia = estudo da Palavra de YHWH.

     Os estudantes novatos deveriam reconhecer o auxílio que recebem dos estudantes mais velhos e as duas classes representadas, de mãos dadas, deveriam seguir o conselho de Pedro, um estudante que não possuía a erudição de Paulo, mas que conseguiu equacionar a questão ordenando o crescimento na graça e no conhecimento, concomitantemente: “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Yahushua HaMashiach. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”. [2Pedro 3:18]. Dessa forma, o evangelho sairá ganhando e cada membro das congregações estará no seu posto, lapidando o aperfeiçoamento dos santos, para a edificação do corpo de HaMashiach, segundo o ministério que lhe for confiado por YHWH cf. (Efésios 4:11-12). 

     Sobretudo, e finalmente, nosso desejo e oração são para que consigamos aplicar o estudo bíblico à nossa vida. Se fracassarmos neste intento, todo o esforço no estudo não será mais que mera futilidade. “Porque a sabedoria serve de defesa, como de defesa serve o dinheiro; mas a excelência do conhecimento é que a sabedoria dá vida ao seu possuidor”. [Eclesiastes 7:12]; “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Elohim, também eu me esquecerei de teus filhos”. [Oséias 4:6].

Conclusão

Livros: Existiam desde tempos muito remotos abundância de livros. Disse Salomão: “Não há limite para fazer livros” (Eclesiastes 12:12). Moises e Paulo não somente eram literatos, escrevendo ao menos 18 dos 66 livros mais famosos de todos os tempos, eram também, entusiastas pelos livros. cf. (Atos 7:22; 2Timóteo 4:13).

Que YHWH nos guie ao genuíno conhecimento de suas revelações, pelo seu amor, pela Sua Palavra, pelo estudo sistemático das Suas Escrituras, para a Sua glória!

Que assim seja!


fonte: Igreja de Deus em São Paulo

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Em que consistia a Túnica de várias cores? qual o seu significado?


Túnica de Jose

Gênesis 37:3

Existe uma dúvida sobre em que consistia a túnica de José. A palavra hebraica denota que era "uma veste longa com mangas...isto é, uma espécie de capa que alçava os pulsos e tornozelos, semelhante a que era usada pelos nobres e filhos dos reis"( Keil and Delitzsch, Commentary, 1:1:335; veja também II Samuel 13: 18, onde ensina que as filhas do Rei Davi usavam túnicas semelhantes). A túnica, provavelmente, era de cores diferentes, mas o fato mais significativo referente a ela é que seu valor não se resumia apenas em seu colorido e beleza. Um estudioso da Bíblia afirmou que aquela peça de vestuário "era de um cumprimento que alcançava a palma das mãos e as solas dos pés: uma túnica longa com mangas usada por jovens e donzelas de alta classe. No caso de José conforme supõe Bush... devia ser um símbolo da primogenitura que Rúben perdera e fora transferida a José" 


Se, de fato essa túnica assinalava que José possuía o direito da primogenitura, o qual certamente era disputado por seus irmãos, pois na família de Jacó havia quatro primogênitos, isto explica a intensa hostilidade e inveja que ela provocara entre os outros filhos daquele patriarca.Os seguintes irmãos poderiam facilmente julgar que lhes cabia o direito da primogenitura:

Rúben. Dentre todos os filhos , ele era o primogênito. Embora houvesse perdido esse direito , provavelmente lhe era difícil aceitar tal fato.

Simeão. Considerando que era o segundo filho de Léia, e o seguinte na linha de sucessão, logo após Rúben, ele deve ter presumido que receberia o direito da primogenitura, já que seu irmão o perdera.

Judá. Ele poderia ter afirmado que não somente Rúben havia perdido aquele privilégio, mas também Simeão e Levi, por terem massacrado o povo de Siquém ( veja Gênesis 34). A desqualificação desses filhos faria dele o herdeiro legal àquele direito.

Dã. Devido ao fato de Bilha, sua mãe, ter sido considerada propriedade de Raquel, ele poderia afirmar ser o primogênito de Raquel, e não José assim sendo, deveria ter herdado aquele direito, quando Rúben o perdeu.

Gade. Ele foi primogênito de Zilpa e, portanto poderia facilmente ter achado que deveria ganhar a primogenitura depois de Rúben havê-la perdido.

Os sonhos tidos por José ( veja Gênesis 37:5-11), os quais são uma evidência inequívoca de futura liderança somente fizeram aumentar o ressentimento que existia entre seus irmãos.


fonte: O Velho Testamento

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Sementes dos tempos bíblicos germinam após 2 mil anos



Achados por arqueólogos, caroços de tâmara de Israel tiveram sua idade comprovada em análise de carbono-14 

Cientistas israelenses plantaram sementes de tâmara (como as da foto acima) com mais de 2 mil anos, encontradas em uma escavação arqueológica em Massada, próximo ao Mar Morto. Uma das sementes germinou, e a tamareira está em franco crescimento.

As sementes foram encontradas em 1963 por arqueólogos que escavavam uma antiga fortaleza de Herodes. As tâmaras da área, muito famosas por seu sabor especial e propriedades benéficas à saúde, eram o principal produto exportado pela região há 2 milênios.

Sucessivas guerras, grandes secas e invasões prejudicaram a cultura local das tâmaras, até as plantações desaparecerem há cerca de 800 anos.

Recentemente, uma equipe de botânicos do Centro de Pesquisa de Medicina Natural Louis L. Borick, da Organização Médica Hadassah, referência em estudos de plantas medicinais, resolveu testar algumas das sementes encontradas. Elas foram entregues à agrônoma Elaine Solowey, do Centro de Agricultura Sustentável do Instituto Arava, cuja equipe realizou o plantio. Uma das sementes germinou como se fosse nova, normalmente, e foi apelidada pelo grupo como Matusalém, em referência ao longevo personagem bíblico.

O caroço de tâmara germinou após 8 semanas. A planta é bem semelhante às atuais tamareiras (um tipo de palmeira, como a da foto), exceto por pequenos pontos brancos que apareceram nas primeiras folhas.

Os cientistas acreditam que o clima seco e quente da região em que as sementes foram encontradas ajudaram na conservação, e prosseguem os estudos para ver se elas são de uma espécie extinta de tamareira – que será reintroduzida em Israel, se for o caso. Cruzá-la com espécies atuais poderia possibilitar a criação de plantas mais resistentes a secas.

As sementes de tamareira de Massada foram submetidas à análise de carbono-14, e foi comprovado que têm entre 1.995 e 2.110 anos. Anteriormente, a mais antiga que cientistas conseguiram fazer germinar (com a idade seguramente comprovada pelo carbono radioativo) foi uma de flor de lótus com cerca de 1,3 mil anos.

A árvore foi replantada em um vaso maior e permanece no Instituto Arava, no kibbutz de Ketura, para ser melhor estudada. Em breve, os cientistas poderão descobrir o famoso sabor das tâmaras israelenses dos tempos bíblicos.


Fonte: Arca Universal

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Cientista prova a existência de Deus




Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês Michael Keller mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios. Ele montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.


O Cientista de DEUS
Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa.

Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso.

O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que na semana passada Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.


O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus.

Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?”

Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido.
Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Keller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.


A caminho do céu
Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. 
“E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller.


Fonte: Notícias Cristãs

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A morte do Messias e as Contradições (4)


O TEMPO QUE ESTARIA NO SEPULCRO

     Agora prosseguiremos nosso estudo considerando versículos relacionados com o tempo do sepultamento de HaMashiach. Esse tempo é referido nos Evangelhos de três modos diferentes, como segue:

1- Yahushua “estaria três dias e três noites no coração da terra” (Mateus 12:40)
2- Ele “ressuscitou ao terceiro dia” (Mateus 16:21 e ver também 17:23 e 20:19 e Lucas 9:22)
3- Yahushua havia dito: “depois de três dias me levantarei outra vez” (Mateus 27:63 e Marcos 8:31)

     Sabendo que a Palavra de YHWH é divinamente inspirada e sem contradição, deve existir completa harmonia entre estes três períodos de tempo designados, e especialmente entre os termos: “ao terceiro dia” e “depois de três dias”. E aqui temos: a referência (nesses versículos) sobre o tempo que HaMashiach estaria no túmulo, de nenhuma maneira se põe em evidência ou contradiz a doutrina da morte no madeiro na quarta-feira e ressurreição no fim do sábado (justamente antes do crepúsculo). Os versículos harmonizam com esta verdade de modo maravilhoso e mostram a exatidão da Palavra de YHWH.


“RESSUSCITADO AO TERCEIRO DIA”

     Como pôde Yahushua ter estado no túmulo três dias e três noites e ressuscitar no terceiro dia? Esta pergunta é facilmente respondida. Ele foi posto no túmulo numa quarta-feira (antes do crepúsculo). Vinte e quatro horas mais tarde se cumprem justamente antes do crepúsculo de quinta-feira, o qual marca o primeiro dia que estava no túmulo. Contando da mesma maneira, sexta-feira foi o segundo dia e o sábado (antes do crepúsculo – 72 horas mais tarde) foi o terceiro dia. Dias completos de 24 horas que ele esteve sepultado, para sair do sepulcro no sábado semanal justamente antes do crepúsculo.


“DEPOIS DE TRÊS DIAS”

     Outra vez: como Yahushua poderia ter ressuscitado ao terceiro dia e ao mesmo tempo deixar o túmulo depois de três dias? Esta é a resposta: De acordo com Mateus, HaMashiach deveria estar no túmulo três dias e três noites (72h). Assim cumprindo este período de tempo, diz-se depois, que ele havia estado ali três dias. Ele não se levantou antes que os três dias expirassem. Porém, sobrava um tempo de claridade ainda do dia, depois que passou o tempo especificado e o crepúsculo terminara, para que fizesse sua saída do túmulo e fizesse-a no terceiro dia. Portanto, achamos perfeita harmonia nas três definições de tempo, tudo em seu exato minuto, como sabemos que YHWH tudo o faz. B’ Hashem!



“O TERCEIRO DIA DESDE...”

     Há mais uma referência no fator tempo, que está ligada a morte e ressurreição de HaMashiach. Esta foi feita por um dos homens que iam caminhando para uma vila chamada Emaús,  no dia seguinte da ressurreição, enquanto Yahushua (não o identificaram logo) juntou-se e andou com eles. Iam, desconsolados, falando dos acontecimentos recentes que envolviam a morte e ressurreição de Yahushua, quando disse: “E nós esperávamos que fosse ele que remisse Yisrael, mas agora, sobre tudo isso, hoje já é o terceiro dia que estas coisas aconteceram...” (Lucas 24:21).

     Notamos anteriormente que em vários versículos está relatado que Yahushua ressuscitaria no terceiro dia depois de sua morte no madeiro e sepultamento. Se este terceiro dia mencionado por um dos discípulos que iam a Emaús era o terceiro dia depois de que Yahushua foi posto no túmulo, a conclusão seria que a ressurreição ocorreu no primeiro dia da semana. Isto apresenta uma direta contradição com os relatos considerados em outros versículos da Palavra de YHWH. Um deles, ao sinal de Jonas, e o outro: o relato feito por Mateus de que HaMashiach não foi encontrado no túmulo no final do sábado. Observaríamos ainda, que este não é um relato contraditório feito por Lucas 24:21, como se pode ver observando exatamente o que diz no versículo que estamos considerando.

     Quando o analisamos podemos ver que não somente NÃO É UMA CONTRADIÇÃO, mas que é impossível que o domingo tenha sido “o terceiro dia desde que”, “o depois” seguindo o dia da morte no madeiro de HaMashiach. Por quê? Porque se o domingo (primeiro dia da semana) foi o terceiro dia depois da morte no madeiro, não teria acontecido na sexta-feira, deveria ter ocorrido na quinta-feira, porque se o domingo era o terceiro dia depois, então seguindo o raciocínio anterior, ou seja, contando para trás – o sábado seria o segundo dia e a sexta-feira o primeiro dia depois da morte no madeiro, não o dia do acontecimento.

     Seria absurdo e fora de harmonia com o entendimento comum e a dicção gramatical, dizer que o dia em que HaMashiach, foi morto no madeiro, era o primeiro dia depois (ou desde) que foi feito. Isto não tem sentido. Certo?


     Agora, mostraremos, analisando o que o discípulo disse, que nem complica o assunto, nem faz de modo nenhum contraditório aos relatos de outras partes da Palavra de YHWH. Embora o versículo que citamos seja usado geralmente para fundamentar a crença de que HaMashiach ressuscitou no domingo, não o confirma. O discípulo não disse “... hoje é o terceiro dia depois da crucificação e morte de Yahushua...” ele disse assim: “... hoje é o terceiro dia que isto aconteceu...” de tal modo que o primeiro é indispensável definir a que se refere: “que isso aconteceu” (Lucas 24:21).

     Aparentemente os homens estavam falando de outras coisas além da morte no madeiro e sepultura de Yahushua, porque lemos no verso 14: “E iam falando entre si de todas aquelas coisas que tinham acontecido...”. Isso havia incluído tudo o que havia sido feito em relação à morte e sepultamento de Yahushua. Algo que foi feito por último, constituiu no selamento da pedra que fechou o túmulo e o estabelecimento da guarda que cuidou do sepulcro com severa vigilância, e conclui-se no dia seguinte de sua morte, que era quinta-feira (o selamento e a vigilância), como a leitura dos seguintes versos: “E no dia seguinte, que é o dia seguinte depois da preparação, reuniram-se os príncipes e sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para que não venham seus discípulos de noite e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro”. E disse-lhes Pilatos: “tendes a guarda, ide guardai-o como entenderdes. E, indo eles asseguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra”. [Mateus 27:62-66]. Assim, o tempo a contar dos dias posteriores, seria desde o dia em que a última coisa foi feita, relacionada com a morte no madeiro, e esta era a que acabamos de assinalar: o selo do túmulo e o estabelecimento da guarda. Acontecimento ocorrido na quinta-feira. De tal maneira que a sexta-feira havia sido o primeiro dia depois; o sábado o segundo dia depois e o domingo o terceiro dia depois de que “todas estas coisas aconteceram”.

OUTRAS VERSÕES ESCLARECEM

Nem todos costumam aceitar as verdades da Palavra de YHWH sem alguma resistência. Na verdade, a grande maioria não aceita mesmo, ainda que se lhes prove com muitos argumentos. Assim, decidimos incorporar mais este pensamento, baseado em outras versões que, sem dúvida, serão um reforço a mais no assunto. Lucas 24:21:

“E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Yisrael; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram”. (Versão Almeida Revista e Corrigida). Conforme já explicado, esta passagem, de forma em que foi traduzida e considerando-se os três dias e as três noites, poderiam nos levar a entender que Yahushua teria morrido na quinta-feira, pois ai sexta seria o primeiro dia; sábado, o segundo e domingo, o terceiro dia. Todavia, vejamos o mesmo texto em outras versões:

“são agora três dias desde que estas coisas ocorreram...” (El Nuevo Testamento del Siglo Veinte)

“e eis aqui três dias tem passado desde que todas estas coisas ocorreram...” (Versão Peshitto Siríaca). Obs: esta versão é considerada a mais antiga do mundo, antes mesmo que qualquer texto grego conhecido pelo homem.

“... hoje (são) três dias desde que todas estas coisas aconteceram”. (The Curetonian Syriac) outro antigo manuscrito.

Conclusão: Nenhuma dessas conceituadíssimas versões, dizem que aquele “domingo” fosse o terceiro dia, mas que já haviam passado três dias, o que, sem dúvida, muda a situação.

POR QUE DESTE ESTUDO?

     Porque estudamos este assunto com todos os detalhes? Faz realmente alguma diferença o dia em que HaMashiach foi morto no madeiro e o dia em que ele ressuscitou? Não é certo que a coisa mais importante é crer que Yahushua morreu por nós e ressuscitou para que tenhamos vida eternamente! Sim, é verdade o que ele fez por nós é vital e importante, e, independente dos fatores incluídos, é de maior importância que o fator tempo. Porém, visto que outros fatores estão incluídos, o elemento tempo também é vital. Além disso, dá grande satisfação saber que cremos e ensinamos a verdade doutrinal, já que é a falta de entendimento sobre este assunto que tem conduzido a muitos falsos ensinamentos.

A OBSERVÂNCIA DO DOMINGO – UM FALSO ENSINAMENTO

     Sustentamos que a observância do domingo como dia de repouso e adoração, tem seu princípio derivado do ensinamento de que Yahushua ressuscitou dos mortos num domingo, o qual deixa esta doutrina sem base, quando vemos que as Escrituras realmente trazem o que diz respeito ao fator tempo da morte no madeiro e ressurreição do Mashiach. Quando lhes perguntamos por que observam o domingo como sábado, a maioria responde: porque Yahushua ressuscitou nesse dia. Essa é a causa que vemos das pessoas mudado o mandamento de UL, e perdendo Sua Divina benção, por um mal entendido (ou falta de conhecimento da Sua Palavra sobre o verdadeiro tempo da ressurreição). Por isso a necessidade de preparar e publicar este estudo.

O PROFETA DANIEL DISSE: “... haveria um poder (humano) que mudaria os tempos e a lei...” (Daniel 7:25). Uma prova disso é que o domingo substituiu o sábado como dia de repouso do trabalho e se tornou dia de adoração. Essa mudança foi feita por homens, porque não há mandamento escritural para a mudança. É perigoso adaptar nosso culto á UL e a HaMashiach de acordo com a doutrina humana e estabelecer nossa fé de acordo com os ensinamentos dos homens. Yahushua chamou isso de vã adoração. Ele disse: “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas e mandamentos de homens...” [Mateus 15:9]. Assim, se pudesse se provar que Yahushua ressuscitou no domingo (o que não pode ser), isto não constituiria uma base para mudar o mandamento de observar o sábado como dia de repouso, e estabelecer um novo dia para descanso e oração, porque não há nenhuma insinuação na Palavra de YHWH de que o dia no qual HaMashiach ressuscitou seria consagrado, santo, sagrado ou dia santificado ou ainda um dia usado para culto público ou privado, ou para repouso. Não há a mínima insinuação escritural de que o dia da ressurreição de HaMashiach fosse recordado ou celebrado de algum modo especial. Portanto, o tempo da ressurreição de HaMashiach não dá nenhuma razão para guardar o domingo ao invés do sábado.


A OBSERVÂNCIA DA CHAMADA “SEXTA-FEIRA SANTA”

     Outro resultado do falso ensinamento sobre a morte e ressurreição de HaMashiach é a “Sexta-feira Santa”. Cada ano a maioria das “igrejas” tem um serviço especial na sexta-feira anterior à chamada Páscoa Florida (domingo da ressurreição). Este dia é designado como “Sexta-feira Santa” e é lembrado como o dia da sua morte.

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     Depois de ter lido até aqui neste tratado sobre este assunto, e havendo comparado cuidadosamente os relatos feitos com a Palavra de YHWH, não é difícil ver que não há fundamento escritural para a observância festiva desse dia. É verdade que HaMashiach ensinou que deveríamos recordar sua morte. Para isso ele mesmo instituiu uma cerimônia que cobrisse esse propósito, ao qual Paulo se refere como “A CEIA DO SENHOR” (1Coríntios 11:20). E essa é uma noite em que se tomam o pão sem fermento e a sangria das uvas, símbolos do seu corpo rompido e seu sangue derramado. Yahushua HaMashiach instituiu esse serviço durante a noite em que foi traído (a mesma noite do dia em que foi morto no madeiro (na parte escura da Páscoa judaica) e não no dia em que ressuscitou. Portanto, tomar a comunhão no domingo é também sem justificação Escritural. Parece que os que creem que HaMashiach foi crucificado na sexta-feira deveriam ao menos tomar a comunhão nesse dia (porém, tão pouco é assim).

     A “Sexta-feira Santa” é outra instituição dos homens. HaMashiach não foi morto na sexta-feira, como claramente mostramos (mas sim, na quarta-feira). De qualquer forma, isto não significa que a quarta-feira é o dia que se deve observar sempre como o dia da sua morte. A data do sacrifício é a mesma (14 de Abib), porém o dia da semana em que cai é variável.

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SOBRE O DOMINGO DA PÁSCOA (OU DIA DA RESSURREIÇÃO)

     Visto que mostramos que HaMashiach não ressuscitou no domingo, não há razões escriturística para a observância do “Domingo de Páscoa”, embora pela tradição seja um dos dias mais importantes e especiais na maioria das “igrejas” da cristandade. Demonstramos que HaMashiach ressuscitou no túmulo antes do crepúsculo do sábado, ou seja, o dia que precede o domingo. As cerimônias religiosas do “Domingo de Páscoa”, efetuadas antes da saída do sol, são completamente antibíblicas. Não há exemplo, mandato ou ensinamento na Bíblia para a celebração da ressurreição de HaMashiach e assim já o demonstramos. Observar a Páscoa como um dia especial, sagrado, religioso e celebrá-lo (entre outras coisas) escondendo ovos (e suas cascas) coloridos para que as crianças procurem, fazendo as crer que os coelhos os puseram, é muito inconsciente, pra dizer o mínimo. É engano e um infamante pecado.

CONCLUSÃO

     Apresentamos a verdade relativa ao fator tempo na morte e ressurreição do Mashiach, porque pensamos que é importante. Yahushua para provar sua afirmação de ser HAMASHIACH, colocou como único sinal, o sinal de Jonas (Mateus 12:38-40), onde determinantemente ele expressa que estaria no túmulo “três dias e três noites”. Com o entendimento adquirido, conte você da tarde do dia de quarta-feira (hora em que HaMashiach foi posto no túmulo) até a tarde de sábado (hora que Yahushua ressuscitou) e terá perfeitamente o cômputo do “sinal de Jonas: três dias e três noites”. Que maravilhosa harmonia e completo cumprimento encontramos na Palavra de YHWH, quando temos o devido entendimento!

     Vocês estão convidados para fazer o que a Palavra de YHWH nos diz das pessoas de um lugar chamado Bereia. Elas foram: “mais nobres que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda solicitude, esquadrinhando todos os dias as Escrituras, SE ESTAS COISAS ERAM ASSIM...” [Atos 17:11]. Investigue a Palavra, estude-a cuidadosamente, de modo que você esteja pessoalmente convencido de que interpretamos corretamente a Palavra de YHWH.

FIM




igreja de Deus em são paulo

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