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Como Isaías fala de um rei que viveria cerca de 200 anos depois?


Como Isaías pôde usar termos tão específicos para referir-se a um rei que viveria cerca de 200 anos depois?

"Que digo de Ciro: É meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Tu serás edificada; e ao templo: Tu serás fundado." (Is. 44:28)

"Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão." (Isaías 45:1)


Em Isaías 44:28 e 45:1, o profeta cita especificamente o nome de Ciro, ligando-o à futura restauração de Israel e ao assentamento das fundações do templo. Entretanto, Isaías desempenhou o seu ministério entre 739 e 681 a.C., ao passo que Ciro veio a ser rei da Pérsia em 539 a.C. Há entre eles um período de pelo menos 150 anos. Como Isaías pôde mencionar até mesmo o nome de Ciro, muito antes de sua existência?

Este é um exemplo de profecia sobrenatural. Embora Isaías não tivesse poder para olhar para o futuro, Deus certamente possui esse poder e declara: "desde o princípio anuncio o que há de acontecer" (Is 46:10). Deus não somente sabe quem assumirá o poder, mas "o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer" (Dn 4:32). É Deus quem estabelece reinos, e é ele quem os desfaz. Não é de se admirar, portanto, que o Senhor seja capaz de citar o nome de um rei quase 200 anos antes de ele subir ao seu trono. Outro fato não menos extraordinário foi o Senhor chamar Ciro de "meu pastor", pois foi assim, como um pastor que o Senhor usou a Ciro para juntar as ovelhas dispersas da casa de Israel, chamando-as de muitas terras distantes.

Flávio Josefo, historiador judeu, registra em suas "Antiguidades" que Ciro leu o que estava predito acerca dele no livro do profeta Isaías e que fora escrito cerca de 200 anos antes que ele tivesse nascido, que Deus o havia constituído soberano sobre muitas nações, e a partir disso se sentiu inspirado a fazer o povo de Deus voltar a Jerusalém para reconstruir o Templo. Ciro ficou tão perplexo com essa profecia, por que não apenas falava dele, mas lhe conferia o nome pelo qual era chamado, que mandou reunir na Babilônia os principais dos judeus e anunciou que lhes permitia voltar ao seu país e reconstruir a cidade de Jerusalém e o Templo.

O rei Ciro até mesmo teria encorajado os judeus a que não duvidassem de que o próprio Deus os auxiliaria nesse desígnio e que escreveria aos príncipes e governadores de suas províncias vizinhas da Judeia para que lhes fornecessem o ouro e a prata de que iriam precisar juntamente com os animais para o holocausto. Ciro, ainda mandou que fossem restituídos nesse mesmo tempo os vasos sagrados tomados do Templo por Nabucodonosor e que haviam sido levados para Babilônia. Tudo foi cumprido fielmente.

Concluímos, então, que tudo isso aconteceu por causa da presciência do Todo-Poderoso. Uma das afirmações muito frequentes no livro de Isaías é a de que o Senhor é o Único Deus e que somente ele anuncia as coisas futuras antes que estas aconteçam (Is. 41:22-29; 42:9; 43:9; 44:8; 45:5; 45:21; 46:9-10). Por isso, seja qual for a palavra proferida por Deus, ela jamais cairá por terra e se cumprirá cabalmente (Is. 40:8; Ez. 12:25-28; Is. 38:7; Núm. 23:19; Rom. 9:28).



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Os Métodos crucificação


Os Métodos Romanos Crucificação


O que sabemos sobre a história da crucificação? Hershel Shanks estudou os métodos de crucificação romana a partir de restos encontrados em Jerusalém de um jovem crucificado no primeiro século dC. Os restos incluíam um osso do calcanhar perfurado por um prego grande, dando aos arqueólogos, antropólogos e osteologistas evidências da crucificação na antiguidade.
Crucificação na antiguidade era uma execução horrível, não foi realmente bem compreendida até à descoberta do esqueleto na década de 1980 que deram uma nova visão sobre a história da crucificação.
 Fotos: Cortesia Israel Exploration Journal, vol. 35, No. 1 (1985)
 
O que nos dizem esses ossos sobre a história da crucificação? A escavações em que se encontram os ossos de um homem crucificado, Vassilios Tzaferis, seguido da análise de Nico Haas da Universidade Hebraica-Hadassah Medical School, em Jerusalém, sugerindo métodos de crucificação romana: a posição contorcida: braços pregado na trave, pernas dobradas, torcidas para um lado, e realizada no lugar por um único prego que passaram por uma trave de madeira, passando pelos ossos do calcanhar esquerdo e direito, e depois para a posição vertical da cruz.
Fontes literárias dão algum conhecimento sobre a história da crucificação indicam que os métodos crucificação romanos era a de levar o condenado para o local da execução, levando apenas na barra transversal. A madeira era escassa e o pólo vertical era mantido no local e usado repetidamente. Abaixo, uma "nova análise do homem crucificado", Hershel Shanks conclui que a crucificação e a morte envolvia mais asfixia do que a morte provocada pelos pregos ou prego. 
 
O desenho da localização crucificação contorcido proposto por Vassilios Tzaferis, com base na análise de Nico Haas, que já foi contestado por Joseph Zias e Eliezer Sekeles. Para a legenda completa, veja o desenho de Israel Exploration Journal 35:1. Foto: Cortesia Israel Exploration Journal, vol. 20, N ° 1-2 (1970)
De acordo com Haas, o prego no homem crucificado penetrou ambos os ossos do calcanhar direito e esquerdo, perfurando o osso do calcanhar direito (calcâneo) primeiro, e depois o esquerdo. Haas encontrou um fragmento de osso ligado ao calcanhar direito, que ele pensou que era parte do osso do calcanhar esquerdo (talo). Se a análise da Haas está correto, os dois ossos do calcanhar deve ter sido penetrado pelo mesmo prego, e as pernas da vítima deve ter sido em uma posição fechada na cruz.
 
"As fontes literárias para o período romano contêm várias descrições da crucificação, mas poucos detalhes exatos de como os condenados foram afixadas à cruz. Infelizmente, a evidência física direta aqui também é limitado a um certo calcâneo (osso do calcanhar) perfurado por um prego 11,5 cm ferro com traços de madeira nas duas extremidades. "
De acordo com as fontes literárias, os condenados à crucificação nunca carregaram a cruz completa, apesar da crença comum em contrário, e apesar das muitas encenações modernas de caminhada de Jesus para o Gólgota. Em vez disso, apenas a barra era levada, enquanto a vertical era fixada num lugar permanente, onde era usado para execuções posteriores. Como o historiador judeu Flávio Josefo, do primeiro século observou, a madeira era tão escassa em Jerusalém durante o século I dC que os romanos foram forçados a viajar dez milhas de Jerusalém para proteger a madeira para suas as máquinas de cerco.

De acordo com Zias e Sekeles:
"É razoável assumir que a escassez de madeira pode ter sido expressa na economia de crucificação em que a barra, bem como a posição vertical seria usado repetidamente. Assim, a ausência de lesão traumática do antebraço e metacarpos da mão parece sugerir que os braços dos condenados foram amarrados em vez de pregado na cruz. Há ampla evidência literária e artística para o uso de cordas ao invés de pregos para fixar o condenado à cruz. "
 
Se os braços da vítima estavam amarrados, ao invés de pregado na cruz é irrelevante para a maneira da sua morte. Como Zias e Sekeles destacam-se:
 
"A morte por crucificação era o resultado da maneira pela qual o homem condenado pendurado na cruz e não a lesão traumática causada por pregar. De suspensão a partir do cruzamento resultou num processo doloroso de asfixia, em que os dois conjuntos de músculos utilizados para respirar, o intercostal [peito] músculos e do diafragma, tornavam-se progressivamente enfraquecidos. Com o tempo, o homem condenado expirava, devido à incapacidade para continuar a respirar corretamente. "

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A terra de Moabe


Moabe - Desejo ou Terra Fértil

Moabe é o nome de um filho de Ló, resultante de um incesto Ló com a sua filha mais velha (Gén. 19:17). Os moabitas tiveram alianças com os amonitas (Gén. 19:37,38). Ramsés II conquistou os moabitas. Segundo se lê na inscrição da base da estátua de Luxor. Formavam um povo numeroso antes dos Israelitas passarem o Mar Vermelho (Êxodo 15:15). Ocupavam o país desde as planícies de Hesbom até ao wady Kurahi, que emerge no extremo sul do Mar Morto e formava na linha divisória entre Edom e Moabe.


Moabe é também aparentemente a terra de Ruth. Ela casou com um dos filhos de Elimelec que tinha emigado da terra de Efrata - Belém com a sua esposa Noemi e com os seus dois filhos, Malon e Quilion. Um deles casa-se com Rute. Depois da morte do sogro, cunhado e marido acompanha a sua sogra Noemi de retorno à sua terra. Agora, terra próspera.


Nahal Arnon
Arnon é um vale com uns dois quilómetros de largura que divide a terra entre as tribos de Israel, ao norte e a terra de Moabe, para o sul (Nm 21:13, Dt 3:16). Os moabitas antigos disputavam essa fronteira, e isso aconteceu algumas vezes na história bíblica, os moabitas cruzaram Arnon para capturar a tribo de Gad no Planalto Medeba. O Arnon é mencionado muitas vezes na Bíblia por causa da sua importância geográfica.

 

Capital de Moabe
Conhecido na Bíblia como Kir, Kir Moab, Quir-Heres e Hereseth, este lugar (Kerak moderna) foi a capital de Moabe. Ele está situado numa colina isolada, com vista em todas as direções. Os cruzados reconheceram este lugar como um bom lugar de defesa. No ano 1140 AD eles transformaram Kerak numa das suas fortalezas mais fortes no Médio Oriente. As ruínas do castelo dos cruzados podem ver-se nesta foto.

Crusader 
Castelo de Kerak
No total, o castelo tem sete níveis. Foi construído na forma de um A, com a ponta estreita na extremidade do sul. Um fosso protege o castelo do lado norte por este ser acessível. O fosso que antes era de 27 m de profundidade.
Aqui está retratada a cozinha, que continha um lagar de azeite e um grande forno de tijolos.




Rabá Moabe Templo Romano
A moderna cidade de er-Rabá preserva o antigo nome de Rabá Moabe. No período romano e bizantino, a cidade era conhecida como Areopolis (Cidade do [Deus] Marte). De acordo com uma inscrição, este templo romano foi dedicado aos imperadores Diocleciano e Maximiano, que governaram em conjunto a partir de AD 286-305.


Balu Ruínas
Localizado acerca 10 km ao sul do vale do Arnon, Balu é o maior cidade da Idade do Ferro na região. Era parte do reino de Moabe. Este local foi habitado desde o período do Bronze até ao período mameluco. O interesse foi despertado pelo achado da Estela de Balu em 1930. É possível que a "Cidade de Moabe" bíblica ("Ar de Moabe") estivesse localizada aqui (Nm 21:28, Is 15:01).

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A verdadeira submissão




TEXTO BASE:
Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;
Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
Efésios 5:22-28

O que é submissão?
É o ato ou efeito de submeter, obediência voluntaria, sujeição , humildade  humilhação voluntaria, passividade e subserviência.

FRASE: limitar-se voluntariamente ao outro, sem contrariar a nossa consciência.

A submissão foi criada ou começou em Eva, no Genesis 3:16
E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. 
Gênesis 3:16

Mas deve compreender o motivo e os porquês e como tudo começou, para isso devemos compreender a historia do primeiro casal, porque o motivo se resume em família  então a todo o momento sua mente tem que estar voltada para família.

Adão foi criado um ser perfeito e completo e lhe foi chamado de alma vivente, Deus com sua infinita sabedoria decidiu que o homem atingissem um grau de completo e para isso o dividiu em dois, a parte doadora, o canal ativo (masculina) e a parte receptora (feminina).


Para que a alma atingisse o estado em que pudesse ser preenchida com o infinito e eterno prazer, primeiro tinha que aprender o significado tanto de receber como o de doar. Por esta razão, o Criador dividiu-a em duas metades: "uma metade masculina"- o atributo da doação, e uma "metade feminina"- o atributo da recepção.

Os cônjuges devem perceber que o casamento é mais do que uma instituição inventada pelo homem. Faz parte de um abrangente e espiritual processo de reaproximar as duas partes da alma. Percebendo isso, será mais fácil para os cônjuges cooperar. Entretanto, não poderemos ter sucesso se tentarmos preencher nossas necessidades somente a partir das coisas deste mundo, focando apenas nossas metas mundanas.

Se quisermos que os nossos relacionamentos sobrevivam, temos que imbuir lhes de seu verdadeiro e espiritual significado. E isso apenas pode ser feito quando ambos os cônjuges estão conscientes da sua mútua e espiritual meta.

E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. Gênesis 2:18

A família foi criada por Deus para que – entre outras coisas – um ajude o outro.

Bem, a expressão usada por Deus como “auxiliadora idônea” é muito significativa. O termo hebraico usado para definir “auxiliadora” é “ezer” que significa:

 (Da raiz hebraica rodear, circundar, isto é, proteger, defender, socorrer, prestar auxílio ou ajudar).

- “alguém que está junto” – “alguém que está ao lado de” –“alguém sempre pronto para ajudar”.

Já a palavra “idônea”, no hebraico é “neged” – de difícil tradução, porém aponta para um sentido de:
- “corresponde a”- “apropriado para”.

Adjutora idônea. Esse termo não significa que ela recebera um papel secundário. De acordo com os eruditos bíblicos, a expressão “adjutora idônea” vem do hebraico ‘ezer kenegdo, que literalmente significa “oposto a ele”, “correspondendo a ele”, o que indica que seria semelhante a ele, mas, ao mesmo tempo, seu oposto, diferente dele.


Entenda a criação e o casamento é uma unicidade e não unidade.
UNIDADE é duas coisas que se unem. UNICIDADE são duas coisas que se fundem e se formam em uma. Isto é o verdadeiro sentido do casamento e da criação. Existe não para dois para se unir, e sim dois para se fundirem e se formarem um para poder coexistir.

Quando Adão viu Eva, chamou-a de “varoa”, o que indica tanto a forma como ela foi criada como a forma como ele a reconhecia, como alguém igual a ele, e não como sua subordinada. Adão reconheceu Eva como sua complementação, não como sua rival, e muito menos como sua escrava. “É osso dos meus ossos, é carne da minha carne, é igual a mim.” E unicamente dois seres que fossem diferentes mas iguais poderiam se tornar uma só carne.


Adão precisava de alguém que o completasse , alguém com quem estar em comunhão. Somente alguém que fosse igual e ao mesmo tempo diferente poderia completá-lo. Por isso Deus criou o homem para a mulher e a mulher para o homem.
O fato de Eva ter sido “extraída” de Adão indica que a única forma de superar essa separação “antinatural” é buscando essa reunificação que os torna uma só carne.

O homem é o canal ativo, é dele que estando no caminho ele transfere para a mulher que é seu canal receptivo.  Então o homem recebe de DEUS a luz e transfere para a mulher.

Ele é a antena central pelo qual desce a luz divina e a seu redor  recebendo também desta luz esta a mulher o rodeando, protegendo, o incentivando  o orientando, dando força quando ele fraquejar, cada um no seu lugar. Ele não vive sem ela e nem ela vive sem ele, porque são feitos da parte que falta no outro.
Com o desejo da mulher, o homem alcança o entendimento e passa para a mulher.

Entendeu? A mulher tem o desejo de conhecer e incentiva o homem a ir e buscar com a sua força e destreza e traze-la o que ela deseja. É um conjunto.

Ela é responsável pelo desejo do homem para o espiritual, ela o incentiva  o obriga a atrair a realização superior.



Vejamos: Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos. 
Provérbios 14:1

notaram algo estranho nesta passagem? a mulher tem o poder de construir e de derrubar, isso quer dizer que o equilíbrio do relacionamento esta com elas, os machistas que me perdoe, mas sendo assim é a mulher que tem a ultima palavra dada por Deus. 
O homem é o cabeça porque é ele que tem receber de DEUS suas diretrizes e passar para a mulher que é a receptora do marido, isso é organização.  Porque DEUS trabalha com ordem e decência. 


Agora vejamos as palavras do sábio Rei Salomão: "Uma Mulher de valor é a coroa do seu marido." Assim como a coroa fica acima e além da cabeça. Também a luz interior da feminilidade possui uma qualidade essencial, num local que a mente não pode atingir.
O valor merecido para a mulher dado pelo rei.

então se a mulher é a coroa do marido, porque é primeira peça em destaque em um rei, segundo é algo de valor inestimável, é ela que o representa, se ela não esta polida e nem brilha a união e zelo do rei para com ela ta errada. entenderam?

Submissão não é uma responsabilidade exclusiva da mulher.
Efésios 5:21 deixa claro que, como fruto da plenitude do Espírito em nossas vidas (Ef 5:18), todos nós temos uma responsabilidade de submissão mútua: "sujeitando-os uns aos outros". Todos nós vivemos debaixo de autoridade.

O Espírito de Deus produz um "alinhamento" (sentido literal do verbo grego) no Corpo de Cristo (e especialmente na família) através de autoridades em nossas vidas a quem nos submetemos. Somente quando todos nós "entramos na linha" é que haverá relacionamentos saudáveis no lar.

Assim como os vários anéis de uma dobradiça precisam ser encaixadas para que uma porta revolva direito, assim esposas, maridos, pais e filhos precisam submeter-se a Deus e uns aos outros no desempenho de seus respectivos papéis no lar. Afirmar que submissão é uma "maldição exclusiva" da mulher ignora o ensino bíblico claro sobre o assunto.


Submissão não significa inferioridade da mulher.
Alguns, infelizmente, têm interpretado o ensino bíblico sobre submissão como se significasse a inferioridade da mulher. Mas submissão feminina é, acima de tudo, uma questão funcional, não "essencial". 

Deus criou o homem E a mulher à imagem dEle (Gn 1:27). Criou a mulher justamente para socorrer o homem e complementá-lo onde ELE era fraco (Gn 2:15-18; veja Gl 3:28). 

Na própria Bíblia encontramos mulheres mais corajosas que os homens (Débora X Baraque), mais capazes como comunicadoras da Palavra que seus maridos (Priscila e Áquila) e mais comprometidas com Jesus (Maria e Marta).

Isso significa que não há diferenças funcionais e práticas no bom andamento do lar? Não. Em sua infinita graça Deus designou um membro do lar como líder, protetor e provedor, e outro como sua companheira, amiga e complemento, assim evitando muito conflito e atrito na família


Submissão da esposa não é para todos os homens em todos os contextos.

Tenho ouvido vários homens falando como se todas as mulheres fossem subservientes a eles. Mas o texto bíblico é unânime e claro ao declarar não menos de QUATRO vezes que submissão é da esposa ao seu próprio marido (Cl 3:18, 1 Pe 3:1, Ef 5:22, Tt 2:2-5). 

O jovem namorado não tem direito nem razão em exigir "submissão" da parte de sua namorada, assim como um homem não tem direito de "mandar" na esposa de outro. 

A ordem bíblica aplica-se ao lar e, conforme alguns outros textos bíblicos, algumas situações de liderança na igreja. Mas nada na Palavra justifica uma aplicação de "submissão feminina" ao contexto político, empresarial ou social. Tomemos cuidados para falar o que a Palavra fala, não mais nem menos.



Submissão não significa escravidão.
Se existe escravidão no lar, o "escravo" é o homem e não a mulher. Jesus chamou o homem para liderar o lar com amor sacrificial, e exemplificou essa liderança amorosa pela vida de servo. Infelizmente, o movimento feminista tem escravizado ainda mais as mulheres, "libertando-as" para uma vida em que não somente ganham o pão de cada dia, mas, também continuam cuidando de boa parte do serviço da casa.

Alguns homens têm contribuído para esse quadro. Interpretam a frase "auxiliadora idônea" de Gn 2:15-18 como "capacho eficiente", quando de fato significa que a mulher é um complemento ao homem-diferente-mas-semelhante ao homem, para socorrê-lo em suas muitas encrencas! Certamente não justifica um homem deitado no sofá com controle remoto em mãos gritando para sua esposa atarefada trazer um refrigerante da geladeira com pedaço de limão!

Submissão não implica em autonomia masculina no lar.
Submissão no lar não significa que o homem toma todas as decisões independentemente de qualquer consulta, palpite ou opinião dos outros membros do lar.
Não é isso que diz as escrituras.
A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. 
1 Coríntios 7:4

O ponto na criação da mulher foi justamente a necessidade que o homem tinha (e tem) de alguém ao seu lado como companheira, amiga, complemento e socorro. Que burrice ignorar e anular os dons da pessoa que Deus colocou ao nosso lado para nos completar! Conheço homens que não permitem que suas esposas comprem um pão francês sozinhas, mas que saem para adquirir um novo carro, terreno ou apartamento sem sequer consultar suas esposas! Esse não é o plano de Deus para relacionamentos saudáveis no lar.
Agora que preparamos a tela, descobrindo o que submissão feminina NÃO significa, podemos pintar o retrato da nossa "Mona Lisa", a mulher submissa cujo valor é inestimável diante de Deus.




Os judeus não chamam suas mulheres de donas de casa, mas lhe chamam de akeret ha'bait - o principio da casa, o fundamento da casa. 

Jacó homenageou sua esposa no nome de seu filho, quando ela deu a luz e morreu, antes de morrer deu o nome de ben noni - filho de minha aflição, mas jacó o deu o nome de ben yamin - filho de meu braço direito.

O rei salomão declarou que a mulher é a coroa do seu marido, e a mulher sábia ela edifica a sua casa e a tola a derruba. declarando que ela tem o poder progredir e de destruir. 

Na própria Bíblia encontramos mulheres mais corajosas que os homens (Débora X Baraque), mais capazes como comunicadoras da Palavra que seus maridos (Priscila e Áquila) e mais comprometidas com Jesus (Maria e Marta).

então você que é machista, onde encontrou respaldo em dizer que na bíblia a mulher não vale nada?

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Como assim, "não toqueis no ungido do Senhor..."?!



Há várias passagens na Bíblia onde aparecem expressões iguais ou semelhantes a estas do título desta postagem:

A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas (1Cr 16:21-22; cf. Sl 105:15).

Todavia, a passagem mais conhecida é aquela em que Davi, sendo pressionado pelos seus homens para aproveitar a oportunidade de matar Saul na caverna, respondeu: "O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele [Saul], pois é o ungido do Senhor" (1Sm 24:6).

Noutra ocasião, Davi impediu com o mesmo argumento que Abisai, seu homem de confiança, matasse Saul, que dormia tranquilamente ao relento: "Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?" (1Sm 26:9). Davi de tal forma respeitava Saul, como ungido do Senhor, que não perdoou o homem que o matou: “Como não temeste estender a mão para matares o ungido do Senhor?” (2Sm 1:14).

Esta relutância de Davi em matar Saul por ser ele o ungido do Senhor tem sido interpretado por muitos evangélicos como um princípio bíblico referente aos pastores e líderes a ser observado em nossos dias, nas igrejas cristãs. Para eles, uma vez que os pastores, bispos e apóstolos são os ungidos do Senhor, não se pode levantar a mão contra eles, isto é, não se pode acusa-los, contraditá-los, questioná-los, criticá-los e muito menos mover-se qualquer ação contrária a eles. A unção do Senhor funcionaria como uma espécie de proteção e imunidade dada por Deus aos seus ungidos. Ir contra eles seria ir contra o próprio Deus.

Mas, será que é isto mesmo que a Bíblia ensina?

A expressão “ungido do Senhor” usada na Bíblia em referência aos reis de Israel se deve ao fato de que os mesmos eram oficialmente escolhidos e designados por Deus para ocupar o cargo mediante a unção feita por um juiz ou profeta. Na ocasião, era derramado óleo sobre sua cabeça para separá-lo para o cargo. Foi o que Samuel fez com Saul (1Sam 10:1) e depois com Davi (1Sam 16:13).

A razão pela qual Davi não queria matar Saul era porque reconhecia que ele, mesmo de forma indigna, ocupava um cargo designado por Deus. Davi não queria ser culpado de matar aquele que havia recebido a unção real.

Mas, o que não se pode ignorar é que este respeito pela vida do rei não impediu Davi de confrontar Saul e acusá-lo de injustiça e perversidade em persegui-lo sem causa (1Sam 24:15). Davi não iria matá-lo, mas invocou a Deus como juiz contra Saul, diante de todo o exército de Israel, e pediu abertamente a Deus que castigasse Saul, vingando a ele, Davi (1Sam 24:12). Davi também dizia a seus aliados que a hora de Saul estava por chegar, quando o próprio Deus haveria de matá-lo por seus pecados (1Sam 26:9-10).

O Salmo 18 é atribuído a Davi, que o teria composto “no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul”. Não podemos ter plena certeza da veracidade deste cabeçalho, mas existe a grande possibilidade de que reflita o exato momento histórico em que foi composto. Sendo assim, o que vemos é Davi compondo um salmo de gratidão a Deus por tê-lo livrado do “homem violento” (Sl 18:48), por ter tomado vingança dos que o perseguiam (Sl 18:47).

Em resumo, Davi não queria ser aquele que haveria de matar o ímpio rei Saul pelo fato do mesmo ter sido ungido com óleo pelo profeta Samuel para ser rei de Israel. Isto, todavia, não impediu Davi de enfrentá-lo, confrontá-lo, invocar o juízo e a vingança de Deus contra ele, e entregá-lo nas mãos do Senhor para que ao seu tempo o castigasse devidamente por seus pecados.

O que não entendo é como, então, alguém pode tomar a história de Davi se recusando a matar Saul, por ser o ungido do Senhor, como base para este estranho conceito de que não se pode questionar, confrontar, contraditar, discordar e mesmo enfrentar com firmeza pessoas que ocupam posição de autoridade nas igrejas quando os mesmos se tornam repreensíveis na doutrina e na prática.

Não há dúvida que nossos líderes espirituais merecem todo nosso respeito e confiança, e que devemos acatar a autoridade deles – enquanto, é claro, eles estiverem submissos à Palavra de Deus, pregando a verdade e andando de maneira digna, honesta e verdadeira. Quando se tornam repreensíveis, devem ser corrigidos e admoestados. Paulo orienta Timóteo da seguinte maneira, no caso de presbíteros (bispos/pastores) que errarem:

"Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam" (1Tim 5:19-20).

Os “que vivem no pecado”, pelo contexto, é uma referência aos presbíteros mencionados no versículo anterior. Os mesmos devem ser repreendidos publicamente.

Mas, o que impressiona mesmo é a seguinte constatação. Nunca os apóstolos de Jesus Cristo apelaram para a “imunidade da unção” quando foram acusados, perseguidos e vilipendiados pelos próprios crentes. O melhor exemplo é o do próprio apóstolo Paulo, ungido por Deus para ser apóstolo dos gentios. Quantos sofrimentos ele não passou às mãos dos crentes da igreja de Corinto, seus próprios filhos na fé! Reproduzo apenas uma passagem de sua primeira carta a eles, onde ele revela toda a ironia, veneno, maldade e sarcasmo com que os coríntios o tratavam:

"Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco.

Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.

Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis.

Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.

Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados. Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores" (1Cor 4:8-17).

Por que é que eu não encontro nesta queixa de Paulo a repreensão, “como vocês ousam se levantar contra o ungido do Senhor?” Homens de Deus, os verdadeiros ungidos por Ele para o trabalho pastoral, não respondem às discordâncias, críticas e questionamentos calando a boca das ovelhas com “não me toque que sou ungido do Senhor,” mas com trabalho, argumentos, verdade e sinceridade.

“Não toque no ungido do Senhor” é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta.




Por Augustus Nicodemus Lopes
fonte: o temporá, o mores

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