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Os Herodes que a bíblia relata


OS DIVERSOS HERODES DO NOVO TESTAMENTO

Apresentamos aqui a descrição dos Herodes dos tempos neotestamentários, com alguma abundância de pormenores: 

1. Herodes o Grande. Governante dos judeus de 40 a 4 A.C., nasceu em cerca de 73 A.C. Era idumeu ou edomita, isto é, descendente de Edom, um povo conquistado e levado ao judaísmo por João Hircano, em cerca de 130 A.C. Assim sendo, os Herodes, embora não fossem judeus de nascimento, supostamente eram judeus de religião. A religião era usada, portanto, como veículo para fomento do governo secular, isto é, atendendo aos interesses da família dos Herodes. Herodes o Grande foi nomeado procurador da Judeia em cerca de 47 A.C. A Galileia pouco mais tarde também ficou debaixo de seu controle. 

Após o assassínio de César. Herodes desfrutou das graças de Marco Antônio. O título de Herodes, “rei dos judeus”, foi-lhe dado por Antônio e Otávio. Opunha-se politicamente aos descendentes dos Macabeus, os quais, tendo por nome de família o apelativo Hasmon, eram chamados de Hasmoneanos. Estes controlavam Israel antes da dominação romana, e se ressentiam do governo de Herodes. 

Todavia, Herodes o Grande casou-se com uma mulher pertencente a essa família, Mariamne, neta do antigo sumo sacerdote Hircano II, embora essa medida não tivesse posto fim às suspeitas dos principais Hasmoneanos sobreviventes. Por isso mesmo, Herodes o Grande foi assassinado um por um, até que se livrou de todos eles, incluindo a própria Mariamne, e até mesmo os filhos que teve com ela. 

Esse foi apenas um dos muitíssimos assassínios cometidos por Herodes o Grande. Foi esse Herodes que perpetrou a matança dos inocentes, em Belém da Judéia (ver Mt 2), e antes de seu falecimento ordenou que seu próprio filho, Antípatre, fosse morto. Outrossim, providenciou para que, após a sua morte, todos os seus nobres fossem assassinados, para que não houvesse falta de lamentadores por ocasião de sua morte. 

Morreu de uma enfermidade fatal do estômago e dos intestinos. Por toda parte se tornou famoso por suas notáveis atividades como edificador. E essas atividades foram realizadas não só em seus próprios domínios, mas até mesmo em cidade estrangeiras (por exemplo, Atenas). Em seus próprios territórios ele reedificou Samaria (dando-lhe o nome de Sebaste, em honra ao imperador). Reparou a torre de Estrato, na costa do mar Mediterrâneo, fez ali um porto artificial e o chamou de Cesaréia. 

Mas a sua obra de arquitetura mais famosa foi a ereção de um magnificente templo em Jerusalém, construído para ultrapassar o de Salomão, tendo conseguido o seu intento, pelo menos em parte. Esse templo substituiu o templo erigido após o cativeiro, embora os judeus considerassem ambos como um só.alguns escritores antigos dizem que isso foi feito com o fito de pacificar os judeus, devido as suas traições e matanças, que envolveram muitos líderes, incluindo sacerdotes. Entretanto, os judeus jamais puderam-lhe perdoar o desaparecimento da família dos Hasmoneanos.

2. Arquelau, chamado de Herodes o etnarca, em suas moedas. Herodes o grande doou o seu reino a três de seus filhos: A Judéia e a Samaria ficaram com Arquelau (Mt 2.22), a Galiléia e Peréia ficaram com Antipas, e os territórios do nordeste couberam a Filipe (ver Lc 3.1). O imperador Augusto ratificou essas doações. Arquelau era o filho mais velho de Herodes, por sua esposa samaritana, Maltace. 

Herodes o Grande teve o seu programa de edificações continuado por Arquelau, e este parecia resolvido a exceder em crueldade e impiedade ao seu pai. O seu governo tornou-se, finalmente, intolerável, e uma delegação enviada da Judéia e da Samaria conseguiu a remoção de Arquelau. Nesta altura da história, a Judéia tornou-se uma província romana, passando a ser governada por procuradores nomeados pelo imperador.


3. Herodes, o Tetrarca. (ver Lc 3.19 e 9.7). Também era chamado Antipas. Era filho mais novo de Herodes e Maltace. Os distritos da Galiléia e da Peréia eram os seus territórios. É lembrado nos evangelhos por haver preso, encarregado e executado a João Batista bem como por causa de seu breve encontro com Jesus, quando do julgamento deste (Lc 23.7). Também se mostrou notável construtor. Edificou a cidade de Tibério. Divorciou-se da sua esposa (filha do rei dos nabateus, Aretas IV), a fim de casar-se com Herodias, esposa de seu irmão , Herodes Felipe, em vista do que João Batista lhe fez oposição. Essa ação foi, finalmente, a causa de sua queda, porquanto Aretas, usando tal coisa como justificativa (talvez válida, aos olhos dele), declarou guerra e derrotou definitivamente a Herodes, o Tetrarca. Esse Herodes terminou os seus dias no exílio.


4. Herodes Agripa, chamado de rei Herodes, em Atos 12.1. Era filho de Aristóbulo e neto de Herodes o Grande. Era sobrinho de Herodes o Tetrarca e irmão de Herodias. Após a execução de seus pais, em 7 A.C., foi levado a Roma e ali criado. Teve de abandonar Roma por causa de pesadas dívidas, e subsequentemente foi favorecido por Antipas. Por ter ofendido o imperador Tibério, foi encarcerado; mais tarde, porém, quando esse imperador morreu, foi posto novamente em liberdade. 


Mas tarde recebeu os territórios do nordeste da Palestina como seus domínios, e quando Antipas, seu tio, foi banido, também ficou com a Galiléia e a Peréia. O imperador Cláudio aumentou uma vez mais os seus territórios, anexando aos seus domínios a Judéia e a Samaria, de tal modo que Agripa finalmente dominou em um reino para todos os efeitos equivalente aos domínios de seu avô, Herodes o Grande. 

Agripa procurou obter o apoio dos judeus, e aparentemente grande foi a medida de sucesso alcançado. Assediou aos apóstolos, provavelmente por essa mesma razão (At 12.2 – e matou Tiago, irmão de João). Sua morte súbita e horrível é registrada por Lucas em Atos 12.23, sendo ali atribuída ao julgamento divino. 


No capítulo 12 do livro de Atos nos é dito que um certo Herodes – que é conhecido dos historiadores seculares como Herodes Agripa I – mandou matar o apóstolo Tiago, e quis fazer o mesmo com Pedro, mas um anjo apareceu e libertou Pedro da prisão. Então, próximo do fim do capítulo, Lucas nos dá este relato: 


Herodes, tendo-o procurado e não o achando, submetendo as sentinelas a inquérito, ordenou que fossem justiçadas. E, descendo da Judéia para Cesaréia, Herodes passou ali algum tempo. Ora, havia séria divergência entre Herodes e os habitantes de Tiro e de Sidom; porém estes, de comum acordo, se apresentaram a ele e, depois de alcançar o favor de Blasto, camarista do rei, pediram reconciliação, porque a sua terra se abastecia do país do rei. Em dia designado, Herodes, vestido de trajo real, assentado no trono, dirigiu-lhes a palavra; e o povo clamava: É voz de um deus e não de homem! No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou” (Atos 12:19-23).


Naturalmente, esta é o próprio tipo de história que os céticos dizem que prova que a Bíblia não é historicamente acurada. É muito forçada, eles dizem, para ser verdade.

Acontece, contudo, que a morte de Herodes Agripa é contada também pelo historiador judeu do primeiro século, Josefo. Sua narrativa diz:


“Então, quando Agripa tinha reinado durante três anos sobre toda a Judéia, ele veio à cidade de Cesaréia, que antes era chamada Torre de Strato, e ali ele apresentou espetáculos em honra a César, ao ser informado que ali havia um festival celebrado para se fazerem votos pela sua segurança. Em cujo festival uma grande multidão de pessoas principais se tinha reunido, as quais eram de dignidade através de sua província. 

No segundo dia dos quais espetáculos ele vestiu um traje feito totalmente de prata, e de uma contextura verdadeiramente maravilhosa, e veio para o teatro de manhã cedo; ao tempo em que a prata de seu traje sendo iluminada pelo fresco reflexo dos raios do sol sobre ela, brilhou de uma maneira surpreendente, e ficou tão resplendente que espalhou horror entre aqueles que olhavam firmemente para ele; e no momento seus bajuladores gritaram, um de um lugar, outro de outro lugar, (ainda que não para o bem dele) que ele era um deus; e acrescentavam: "Sê misericordioso conosco, pois ainda que até agora te tenhamos reverenciado somente como um homem, contudo doravante te teremos como superior à natureza mortal". 

Quanto a isto o rei não os repreendeu, nem rejeitou sua ímpia bajulação. Mas, estando ele presente, e depois olhou para cima, viu uma coruja pousada numa corda sobre sua cabeça, e imediatamente entendeu que este pássaro era o mensageiro de más notícias, como tinha sido antes mensageiro de boas notícias; e caiu na mais profunda tristeza. 

Uma dor severa também apareceu no seu abdome e começou de maneira muito violenta. Ele portanto olhou para seus amigos e disse: "Eu, a quem chamais deus, estou presentemente chamado a partir desta vida; enquanto a Providência assim reprova as palavras mentirosas que vós agora mesmo me disseram; e eu, que por vós fui chamado imortal, tenho que ser imediatamente afastado depressa para a morte..." Quando ele acabou de dizer isto, sua dor se tornou violenta. Desse modo, ele foi carregado para dentro do palácio; e o rumor espalhou-se por toda parte, que ele certamente morreria dentro de pouco tempo... E quando ele tinha se esgotado muito pela dor no seu abdomem durante cinco dias, ele partiu desta vida” (Antiguidades, XIX, 7.2).


Seu filho único, também chamado Agripa, passou a governar alguns dos territórios que haviam pertencido a seu pai. Suas duas filhas Berenice (At 25.13) e Drusila (At 24.24), foram outras pessoas sobreviventes de sua família.


5. Agripa, filho de Herodes Agripa (nº 4 acima). Era jovem demais para assumir a liderança, após o falecimento do seu pai. Mais tarde recebeu o título de rei da parte de Cláudio, e passou a governar o norte e o nordeste da Palestina. Mais tarde Nero aumentou os seus territórios. De 48 a 66 D.C., ele exerceu autoridade de nomear os sumos sacerdotes dos judeus. Procurou, com grande empenho, evitar o conflito entre os judeus e os romanos (66 D.C.), mas fracassou na tentativa. Permaneceu fiel a Roma. Nas páginas do N.T. ele é conhecido devido ao seu encontro com o apóstolo Paulo, segundo está registrado em Atos 25.13 – 26.32). 

No trecho de Atos 26.28, lemos: “por pouco me persuades a me fazer cristão”, embora alguns pensem que a verdadeira tradução seria algo como: “Com bem pouca persuasão pensas em fazer-me cristão?” (como a tradução ASV); ou então: “estás apressado a persuadir-me a fazer de mim cristão!” (como as traduções GD e WM), portanto Herodes, evidentemente, proferiu essas palavras em tom de muchocho, e não seriamente. Ele morreu sem filhos, em cerca de 100 D.C.

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Por que Jesus é chamado nazareno se ele nasceu em Belém da Judeia?


Por que Jesus é chamado nazareno se ele nasceu em Belém da Judeia?

De fato Jesus nasceu em Belém (Mateus 2,1; Lucas 2,4), a cerca de 100 quilômetros de Nazaré. Porém, como sublinha a narração evangélica (veja Lucas 2), José era de Nazaré e, por causa de um censo, encontrava-se, com Maria, em Belém, quando Jesus nasceu.

Se buscarmos “Nazareno” na Bíblia, aparece 17 vezes (Almeida), nos evangelhos e em Atos. O grego usa “nazoraios” (Mateus, João e Atos) e também “nazarênos” (em Marcos e Lucas, que usa também “nazoraios”). Nazaré também aparece diversas vezes e o vocábulo grego usado é “Nazaret”. Basicamente Jesus é apelidado de “Nazareno”. Também os primeiros cristãos eram chamados assim pelos judeus. No mundo grego prevaleceu o adjetivo “cristão” para designar os seguidores de Jesus.

Normalmente se identifica o adjetivo “nazareno” ao nome da localidade onde teria vivido Jesus com sua família, antes de sua missão pública. Há algumas hipóteses, baseadas sobre tudo em Mateus 2:23, que defendem outra origem para esse adjetivo. 

O texto de Mateus diz: “E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.” Não sabemos a qual oráculo profético Mateus se refere. Alguns pensam em Isaías 11:1 onde o profeta usa neçer (rebento), ou em Isaías 42:6 e 49:8, onde é utilizado o vocábulo naçar(guardar), do qual deriva naçur (o resto).


Vejamos que a palavra Belém significa "a casa do pão". E como percebemos, o nome da cidade é bem apropriado, já que, como nos ensina a Igreja, Cristo é o Pão Vivo que desceu dos céus.

Há algumas hipóteses alarmistas que falam que Nazaré nem existia e que por tanto “Nazareno” teria a ver com “nazireu”, pessoas que faziam um voto a Deus. Os testemunhos históricos são inúmeros e confirmam a existência da cidadezinha da Galileia. Provavelmente, no tempo de Cristo, era um lugar pequenino. Os cristãos, contudo, há muito tempo visitam o local e recordam ali a vida da infância e juventude de Cristo. Isso foi confirmado pelas descobertas arqueológicas feitas nos anos 60, quando foi construída a atual basílica da anunciação.

Creio que não há suficiente argumentação para questionar a ligação de “Nazareno” com “Nazaré”. Aquilo que poderíamos aceitar é o uso do adjetivo, por parte de Mateus, para sublinhar o aspecto messiânico de Jesus, anunciado pelos profetas.

Para entender a profecia a qual Mateus se refere é preciso fazer uma analise exegética de Zc3.8, e estudar o termo RENOVO ali está a resposta,confirmando que Ele seria chamado o nazareno.


Um aparente problema do texto mencionado é a afirmativa que apos retorna do Egito Jose passou a habitar em Nazaré, quando outro relato afirma que ele já habitava em Nazaré antes do nascimento do Messias. O autor inspirado se refere a uma profecia do AT, mas que não é encontrada nele.  Lembremos que há livros citados na bíblia que hoje nem existe vestígios deles que seriam hiperamente importantes no nosso Canon hoje. Esses dois fatos, aparentemente contraditórios, são temas de discórdia em muitos estudiosos com relação a veracidade do texto bíblico. Não vejo desta forma, o autor citou a profecia do AT mas não cita a fonte. Poder ter sido num destes livros perdidos, mas temos outras passagens que se harmoniza com o mesmo.


Por que Jesus nasceu em Belém?
A explicação tradicional é que houve um censo e, como José era da família do rei Davi, precisou ir até a cidade onde aquele rei tinha nascido, Belém, para cumprir formalidades legais. Na verdade, essa não foi a causa e sim o meio que Deus usou para que Jesus nascesse naquela cidade. Tanto é assim, que já havia uma profecia muito antiga, feita cerca de 700 anos antes por Miqueias 5:2, dizendo que dela viria o Messias:
"E tu, Belém Efrata, pequena demais... de ti sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade."


Por que Jesus era chamado  "Nazareno" e não " Belemita"?

Naquela época, as pessoas eram identificadas, para evitar homônimos, também pelo nome do pai e por uma profissão (como "Jesus, filho de José, o carpinteiro”). Às vezes era usado o local onde a pessoa tinha nascido (como Maria de Magdala, ou Magdalena).

Mas Jesus ficou conhecido como "Nazareno", pois embora tenha nascido em Belém, foi criado em Nazaré, pequena vila da província romana da Galileia. Por isso também era chamado de "Galileu".
Tudo isso reforça o fato de que Jesus nasceu em Belém apenas por uma circunstância, mas não tinha qualquer identidade com aquela cidade.

O imperador César Augusto tomou uma decisão política em Roma, bem longe de Israel e sem ter a mínima noção das profecias bíblicas – decretando um recenseamento do povo. Essa decisão política obrigou José, juntamente com Maria, que estava no final da gravidez, a irem até Belém para se registrarem no censo populacional. Em Lucas 2:4 lemos que José era “da casa e família de Davi”. Portanto, era em Belém (a “cidade de Davi”) que ele tinha de se registrar. Chegando lá, Maria logo deu à luz ao Filho de Deus. É o que podemos chamar de “tempo de Deus”! O Senhor, em Sua onisciência e onipotência, usou a política secular e um de seus líderes para fazer cumprir Suas profecias e para concretizar as previsões de Sua Palavra.


É fácil identificar a origem do nome Jesus, que deriva de yeshua (traduzido para o grego Iezous). Também existe a possibilidade de que venha do hebraico Yesu, uma abreviação de Yehochua, que foi o grande herói bíblico Josué, sucessor de Moisés.

Já para a origem da palavra nazareno não existem tantas informações. Jesus não poderia ser um nazareno, pois na época em que ele viveu, a cidade de Nazaré não existia, como foi provado por historiadores em 1920, ou logo um vilarejo tão pequeno que ate foi esquecido de nomear na lista das tribos de zebulon.

Para atestar este fato, basta examinar o Antigo Testamento (Js 19. 10-15) onde encontramos uma lista de todas as tribos de Zabulon, mas nenhuma menção de Nazaré.
No Talmude, existe uma referência de 63 cidades da Galileia  sem mencionar Nazaré uma única vez. Qual a explicação possível?
Uma das possibilidades é que Jesus tenha sido chamado de nazareno por "estar à serviço de Deus", já que a palavra nazareno vem do aramaico Nazar, que significa "observar, colocar-se à serviço de Deus".


Também é quase certo que Nazaré não fosse uma cidade, mas sim, uma ramificação dos essênios, uma comunidade que vivia de maneira bastante organizada, dedicando-se ao trabalho e ao estudo, demonstrando um extraordinário interesse pelos escritos antigos, que proporcionavam ao grupo muito equilíbrio na comunidade.

É possível que os essênios tenham constituído as primeiras comunidades cristãs, sendo citados pelo Talmude como "nozaris". Para alguns estudiosos, os essênios foram considerados os primeiros precursores do cristianismo primitivo.
João Batista também era um nazareno, um profeta, uma pessoa à serviço de Deus, cuja missão era batizar, não para que os filhos de Deus obtivessem a salvação, mas para que seus corpos espirituais e físicos fossem curados.
De acordo com Flávio Josefo, a seita dos nazarenos existia às margens do Rio Jordão, cerca de cento e cinqüenta anos antes do nascimento de Jesus.



Jesus viria do Egito

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito. No oitavo século antes de Cristo, outro profeta anunciava em Israel a respeito do vindouro Messias: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho” (Os 11.1). Os comentaristas judeus aplicavam essa profecia a Israel e ao Messias, o que se torna bem evidente conhecendo o contexto do Novo Testamento. Mas como ela se cumpriu, como foi que Jesus, ainda menino, veio do Egito? A maioria de nós conhece a história da matança dos meninos judeus em Belém ordenada pelo infanticida rei Herodes, que via seu trono ameaçado pelo nascimento de Jesus. A Bíblia diz a esse respeito: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta [em Os 11.1]: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15).

Os planos cruéis, egoístas e assassinos de um político mundano acabaram contribuindo para que a Palavra se cumprisse. Herodes pensava que aniquilaria os planos divinos, mas sua maldade apenas contribuiu para que as profecias se cumprissem literalmente.

Jesus, o Nazareno

Segundo minha contagem, Jesus é chamado de “Nazareno” pelo menos 18 vezes no Novo Testamento. Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré”, pois tinha vivido ali por muitos anos. Quando morreu na cruz, sobre Sua cabeça estava afixada uma placa que dizia: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus”. O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica nezer, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. 

O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12). “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo” (Zc 3.8). Jeremias proclamou o mesmo 80 anos antes de Zacarias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, a agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).


Quando Jesus veio, Ele foi o “Nazareno”, o “Renovo” do qual falavam as profecias. Mas como Jesus não apenas nasceu em Belém sem que seus pais residissem ali, veio do Egito por razões inacreditáveis e ainda pode ser chamado de Nazareno? Porque mais tarde Ele morou em Nazaré, confirmando uma vez mais as profecias, mostrando que elas se cumprem por razões às vezes bastante profanas. Herodes havia morrido, e José ainda vivia com Maria e o menino no Egito quando, através de um anjo, recebeu ordens de retornar à terra de Israel. Era óbvio que José desejava retornar à sua terra com sua família, mas quando ficou sabendo que Arquelau reinava no lugar de seu pai, ficou com medo. Arquelau era um dominador de triste fama e muito cruel, que os romanos suportaram por apenas dois anos e depois o depuseram. Na realidade, quem deveria assumir o trono de Herodes na Judeia era outro de seus filhos, mas por um capricho pessoal, Herodes mudou seu testamento pouco antes de morrer e colocou Arquelau no poder. 

Para não se submeter ao seu domínio, José foi viver na Galileia  na cidade de Nazaré, que estava subordinada a outro governante: “Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judeia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenida em sonho, retirou-se para as regiões da Galileia.  E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt 2.19-23).

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A sabedoria eterniza o possuidor




“A sabedoria protege como protege o dinheiro; mas o proveito da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor” (Eclesiastes 7:12).

São magistrais as palavras de Henry Ford: “Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência”. De fato, a sabedoria é melhor do que o dinheiro e não são poucas as razões. Vejamos:


Primeira, a sabedoria é melhor do que o dinheiro porque a proteção que o dinheiro oferece é limitada a esta vida, mas a proteção que a sabedoria oferece se estende para a eternidade. O poeta grego Bion de Esmirna disse acertadamente que “o avarento não possui as suas riquezas: são estas que o possuem a ele”. Algumas pessoas estão presas a este mundo por causa de suas riquezas. Mas a verdadeira riqueza se estende para além desta vida e o sábio sabe disso.

Segunda, a sabedoria é melhor do que o dinheiro porque o dinheiro compra momentos de felicidade, mas a sabedoria nos faz viver felizes. Alguém já disse que "quem diz que o dinheiro compra tudo está à venda." Dinheiro não compra tudo. A verdadeira felicidade não está à venda. Ela é experimentada somente em Deus e o sábio sabe disso. Sobre isso Ivan Teorilang estava certo quando disse: “Não te enganes achando que o dinheiro pode comprar sua independência, isto você encontrará apenas, quando chegar à sabedoria suficiente para concretizar a paz de seu espírito”. 

Terceira, a sabedoria é melhor do que o dinheiro porque o dinheiro apenas protege, mas a sabedoria dá vida ao seu possuidor. Alguns pensam que a vida se resume em ter. O sábio sabe que a vida não consiste em ter, mas em ser. Ser é mais importante do que ter. Muitos têm, mas não são. Muitos são, mesmo não tendo dinheiro. A vida não se resume em ter, mas em ser. O texto sagrado acima diz: “o proveito da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor”. A sabedoria é melhor do que o dinheiro porque dá vida ao seu possuidor. 

Em Cristo Jesus nosso Senhor.

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Como Isaías fala de um rei que viveria cerca de 200 anos depois?


Como Isaías pôde usar termos tão específicos para referir-se a um rei que viveria cerca de 200 anos depois?

"Que digo de CiroÉ meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Tu serás edificada; e ao templo: Tu serás fundado." (Is. 44:28)

"Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão." (Isaías 45:1)


Em Isaías 44:28 e 45:1, o profeta cita especificamente o nome de Ciro, ligando-o à futura restauração de Israel e ao assentamento das fundações do templo. Entretanto, Isaías desempenhou o seu ministério entre 739 e 681 a.C., ao passo que Ciro veio a ser rei da Pérsia em 539 a.C. Há entre eles um período de pelo menos 150 anos. Como Isaías pôde mencionar até mesmo o nome de Ciro, muito antes de sua existência?

Este é um exemplo de profecia sobrenatural. Embora Isaías não tivesse poder para olhar para o futuro, Deus certamente possui esse poder e declara: "desde o princípio anuncio o que há de acontecer" (Is 46:10). Deus não somente sabe quem assumirá o poder, mas "o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer" (Dn 4:32). É Deus quem estabelece reinos, e é ele quem os desfaz. Não é de se admirar, portanto, que o Senhor seja capaz de citar o nome de um rei quase 200 anos antes de ele subir ao seu trono. Outro fato não menos extraordinário foi o Senhor chamar Ciro de "meu pastor", pois foi assim, como um pastor que o Senhor usou a Ciro para juntar as ovelhas dispersas da casa de Israel, chamando-as de muitas terras distantes.

Flávio Josefo, historiador judeu, registra em suas "Antiguidades" que Ciro leu o que estava predito acerca dele no livro do profeta Isaías e que fora escrito cerca de 200 anos antes que ele tivesse nascido, que Deus o havia constituído soberano sobre muitas nações, e a partir disso se sentiu inspirado a fazer o povo de Deus voltar a Jerusalém para reconstruir o Templo. Ciro ficou tão perplexo com essa profecia, por que não apenas falava dele, mas lhe conferia o nome pelo qual era chamado, que mandou reunir na Babilônia os principais dos judeus e anunciou que lhes permitia voltar ao seu país e reconstruir a cidade de Jerusalém e o Templo.

O rei Ciro até mesmo teria encorajado os judeus a que não duvidassem de que o próprio Deus os auxiliaria nesse desígnio e que escreveria aos príncipes e governadores de suas províncias vizinhas da Judeia para que lhes fornecessem o ouro e a prata de que iriam precisar juntamente com os animais para o holocausto. Ciro, ainda mandou que fossem restituídos nesse mesmo tempo os vasos sagrados tomados do Templo por Nabucodonosor e que haviam sido levados para Babilônia. Tudo foi cumprido fielmente.

Concluímos, então, que tudo isso aconteceu por causa da presciência do Todo-Poderoso. Uma das afirmações muito frequentes no livro de Isaías é a de que o Senhor é o Único Deus e que somente ele anuncia as coisas futuras antes que estas aconteçam (Is. 41:22-29; 42:9; 43:9; 44:8; 45:5; 45:21; 46:9-10). Por isso, seja qual for a palavra proferida por Deus, ela jamais cairá por terra e se cumprirá cabalmente (Is. 40:8; Ez. 12:25-28; Is. 38:7; Núm. 23:19; Rom. 9:28).



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Os Métodos crucificação


Os Métodos Romanos Crucificação


O que sabemos sobre a história da crucificação? Hershel Shanks estudou os métodos de crucificação romana a partir de restos encontrados em Jerusalém de um jovem crucificado no primeiro século dC. Os restos incluíam um osso do calcanhar perfurado por um prego grande, dando aos arqueólogos, antropólogos e osteologistas evidências da crucificação na antiguidade.
Crucificação na antiguidade era uma execução horrível, não foi realmente bem compreendida até à descoberta do esqueleto na década de 1980 que deram uma nova visão sobre a história da crucificação.
 Fotos: Cortesia Israel Exploration Journal, vol. 35, No. 1 (1985)
 
O que nos dizem esses ossos sobre a história da crucificação? A escavações em que se encontram os ossos de um homem crucificado, Vassilios Tzaferis, seguido da análise de Nico Haas da Universidade Hebraica-Hadassah Medical School, em Jerusalém, sugerindo métodos de crucificação romana: a posição contorcida: braços pregado na trave, pernas dobradas, torcidas para um lado, e realizada no lugar por um único prego que passaram por uma trave de madeira, passando pelos ossos do calcanhar esquerdo e direito, e depois para a posição vertical da cruz.
Fontes literárias dão algum conhecimento sobre a história da crucificação indicam que os métodos crucificação romanos era a de levar o condenado para o local da execução, levando apenas na barra transversal. A madeira era escassa e o pólo vertical era mantido no local e usado repetidamente. Abaixo, uma "nova análise do homem crucificado", Hershel Shanks conclui que a crucificação e a morte envolvia mais asfixia do que a morte provocada pelos pregos ou prego. 
 
O desenho da localização crucificação contorcido proposto por Vassilios Tzaferis, com base na análise de Nico Haas, que já foi contestado por Joseph Zias e Eliezer Sekeles. Para a legenda completa, veja o desenho de Israel Exploration Journal 35:1. Foto: Cortesia Israel Exploration Journal, vol. 20, N ° 1-2 (1970)
De acordo com Haas, o prego no homem crucificado penetrou ambos os ossos do calcanhar direito e esquerdo, perfurando o osso do calcanhar direito (calcâneo) primeiro, e depois o esquerdo. Haas encontrou um fragmento de osso ligado ao calcanhar direito, que ele pensou que era parte do osso do calcanhar esquerdo (talo). Se a análise da Haas está correto, os dois ossos do calcanhar deve ter sido penetrado pelo mesmo prego, e as pernas da vítima deve ter sido em uma posição fechada na cruz.
 
"As fontes literárias para o período romano contêm várias descrições da crucificação, mas poucos detalhes exatos de como os condenados foram afixadas à cruz. Infelizmente, a evidência física direta aqui também é limitado a um certo calcâneo (osso do calcanhar) perfurado por um prego 11,5 cm ferro com traços de madeira nas duas extremidades. "
De acordo com as fontes literárias, os condenados à crucificação nunca carregaram a cruz completa, apesar da crença comum em contrário, e apesar das muitas encenações modernas de caminhada de Jesus para o Gólgota. Em vez disso, apenas a barra era levada, enquanto a vertical era fixada num lugar permanente, onde era usado para execuções posteriores. Como o historiador judeu Flávio Josefo, do primeiro século observou, a madeira era tão escassa em Jerusalém durante o século I dC que os romanos foram forçados a viajar dez milhas de Jerusalém para proteger a madeira para suas as máquinas de cerco.

De acordo com Zias e Sekeles:
"É razoável assumir que a escassez de madeira pode ter sido expressa na economia de crucificação em que a barra, bem como a posição vertical seria usado repetidamente. Assim, a ausência de lesão traumática do antebraço e metacarpos da mão parece sugerir que os braços dos condenados foram amarrados em vez de pregado na cruz. Há ampla evidência literária e artística para o uso de cordas ao invés de pregos para fixar o condenado à cruz. "
 
Se os braços da vítima estavam amarrados, ao invés de pregado na cruz é irrelevante para a maneira da sua morte. Como Zias e Sekeles destacam-se:
 
"A morte por crucificação era o resultado da maneira pela qual o homem condenado pendurado na cruz e não a lesão traumática causada por pregar. De suspensão a partir do cruzamento resultou num processo doloroso de asfixia, em que os dois conjuntos de músculos utilizados para respirar, o intercostal [peito] músculos e do diafragma, tornavam-se progressivamente enfraquecidos. Com o tempo, o homem condenado expirava, devido à incapacidade para continuar a respirar corretamente. "

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