Tecnologia do Blogger.

Cinco teorias conspiratórias para a renúncia do Papa




Multiplicam-se hipóteses sobre o real motivo da desistência de Bento XVI em continuar no comando dos católicos

Mesmo se eu saísse agora, em oração, estarei sempre perto de vocês, e tenho certeza que vocês vão estar perto de mim, mesmo se eu ficar escondido do mundo.” Com essas palavras o Papa se despediu dos bispos e sacerdotes do Vaticano, depois de ter renunciado ao cargo no dia 11 de fevereiro.

Mas o que poderia fazer o Papa querer se esconder do mundo? Desde o anúncio, surgem teorias de conspirações para tentar justificar a abrupta decisão do pontífice.

O que fica evidente frente as teorias, é que, se verdadeiras, mesmo não tendo relação direta com a renúncia, ter que lidar com qualquer uma delas (ou mais de uma) deve ser um fardo bem estressante para um senhor de 85 anos.

Relacionamos cinco que circulam por alguns meios de comunicação:


1. Complô de cardeais, que perderam poder e acesso ao dinheiro da Igreja quando Ettore Gotti Tedeschi, ex-Santander e filiado a Opus Dei, foi indicado em 2009 pelo Papa para presidir o Instituto para as Obras de Religião – o banco do Vaticano. O complô teria sido articulado pelo secretário de Estado Monsenhor Bertone, incomodado por Tedeschi ter supostamente descoberto contas secretas para lavar dinheiro de corrupção e da máfia. O banqueiro passou a ser investigado por lavagem de dinheiro pela polícia italiana e foi demitido sumariamente em 2012. O Papa, com a aprovação de uma comissão de cardeais, acabou de indicar o advogado alemão Ernst von Freyberg como novo presidente do banco.


2. Contas secretas em paraísos fiscais para esconder dinheiro que a Igreja ganhou quando apoiou o fascismo de Mussolini. Segundo o The Guardian, são quase US$ 800 milhões em nome de empresas laranjas, que estariam usando o dinheiro para comprar propriedades no Reino Unido, França e Suíça. Uma intrincada estrutura de companhias offshore acoberta seus verdadeiros donos. Os jornalistas David Leigh, Jean François Tanda e Jessica Benhamou seguiram alguns rastros do dinheiro e chegaram até uma empresa da qual o Vaticano é dono, a suíça Profima SA.


3. Em 2012 foi descoberto que o então mordomo de Bento XVI, Paolo Gabriele, estava roubando documentos secretos da Igreja, no episódio que passou a ser chamado de Vatileaks. Não se pode afirmar com certeza qual a totalidade dos segredos desviados, mas o jornalista Gianluigi Nuzzi, que recebia os documentos de Gabriele, lançou no ano passado o livro “Sua Santidade – As Cartas Secretas de Bento XVI” (lançado no Brasil pela Leya), onde relata corrupção, lavagem de dinheiro, intrigas e conspiração entre grupos rivais dentro da Igreja, e até uma tabela de subornos para quem quisesse marcar uma audiência com a Sua Santidade. Após o escândalo, o Vaticano contratou o jornalista Greg Burke, membro da Opus Dei e que já trabalhou na Time, Reuters e Fox News, para tentar limpar a imagem da Igreja. (fonte)


4. Novos escândalos sexuais estão para ser revelados. Em um dos casos, que teria ocorrido nos anos 80, um padre ligado ao então chefe da Arquidiocese de Munique e Frisinga, Joseph Ratzinger (futuro Bento XVI), foi transferido para se tratar com terapia depois de ser acusado de molestar garotos.


5. Papa estaria com doença terminal e deve morrer dentro de alguns meses. Especula-se que seja Parkinson ou Leucemia. O Vaticano nega.












Fonte: revistagalileu.globo.com

Read more...

o demônio mora no vaticano, confirma exorcista oficial da igreja.



intrigas, abuso, satanismo e mortes dentro do vaticano

A renuncia do papa Bento 16 pode revelar uma disputa de poder interna que irá rachar a Igreja Católica.

Demônio está no Vaticano, diz exorcista oficial da Igreja
De acordo com a revista Veja o exorcista oficial da Igreja Católica, o padre Gabriele Amorth, se pronunciou sobre as recentes notícias do Vaticano dizendo que o demônio está instalado na Igreja.



Amorth que trabalha com exorcismo há 25 anos garante que há sinais de que o anti-Cristo está vencendo a batalha contra a Santa Sé e diz também que “há cardeais que não acreditam em Jesus e bispos que estão ligados ao demônio”. ILLUMINATS ?

O padre italiano de 85 anos garante que os casos de pedofilia cometidos por líderes católicos é obra do demônio. “O demônio mora no Vaticano e você pode ver as consequências disso”.

“Ele pode se esconder, ou falar diversas línguas, ou até aparecer para ser solidário”, diz Amorth sobre o demônio.



A renúncia do papa Bento 16 pode revelar uma disputa de poder dentro da Igreja, jornais internacionais afirmam que o cardeal Tarcísio Bertone comanda um governo paralelo que resiste aos planos de Joseph Ratzinger que passou a se sentir isolado pelos seus ex-aliados.

O porta-voz da Igreja, Federico Lombardi, diz que o papa é realista e tem conhecimento dos problemas e dificuldades da Igreja e que a renúncia “foi um ato de humildade, sabedoria e responsabilidade”.

Bento 16 ficará no cargo até o dia 28 de fevereiro e o conclave irá eleger seu sucessor apenas depois do dia 15 de março.


veja as matérias e escândalos e fique por dentro do real motivo da saída do papa aqui:
link 1: Papa Bento 16 Tem 12 Meses de Vida

link 2: Escândalo no Vaticano: Porta-voz Denuncia Vazamento de Documentos

link 3: O fim do mundo virá após a morte do Papa Bento XVI,acreditam os Católicos.

Read more...

Descoberto o vestígio judaico mais antigo da Península Ibérica





Trata-se de uma placa de mármore que, ao que tudo indica, terá sido uma lápide funerária e que data, no mínimo, do fim do século IV da nossa era.

Quem terá sido Yehiel? Talvez um escravo judeu que viveu - e morreu - há mais de 1600 anos numa sumptuosa vila romana (uma casa senhorial) perto de Silves, no Algarve? Talvez nunca venha a saber-se. Mas o que parece estar garantido é que a descoberta agora anunciada por arqueólogos alemães, realizada em colaboração com arqueólogos portugueses, representa o mais antigo vestígio cultural judaico jamais encontrado na Península Ibérica.


A equipa de Dennis Graen, da Universidade Friedrich Schiller de Jena, na Alemanha, anda há três anos a escavar as ruínas de uma vila romana descoberta em 2005 por Jorge Correia no sítio das Cortes, próximo de São Bartolomeu de Messines e da Estrada Nacional 124. Na altura, este arqueólogo da Câmara Municipal de Silves encontrara cerâmicas e mosaicos romanos à superfície. 


À vista encontram-se as estruturas da vila romana, com mais de cem metros quadrados, que teriam sido destinadas ao curral e outras instalações de apoio aos animais. A parte principal da vila continua por descobrir e, em Setembro, as escavações vão ser retomadas.


Contactado pelo PÚBLICO, Graen explica de onde veio o interesse da equipa alemã por aquele local: "Em 2008, estávamos à procura de um sítio interessante para começar um projecto." O objectivo inicial era estudar o modo de vida dos habitantes do interior da província romana da Lusitânia. Enquanto a costa portuguesa já tinha sido bastante explorada, o mesmo não acontecera no interior algarvio. 

Mas naquela altura os cientistas não estavam de todo à procura de sinais da cultura judaica. "Na realidade", diz Henning Wabersich, um dos elementos da equipa de escavação, em comunicado da universidade, "estávamos à espera de encontrar alguma inscrição em latim, quando demos com a lápide." Os cientistas demorariam algum tempo a determinar em que língua estava inscrita.



A placa, de mármore, mede 40 centímetros por 60 e nela lê-se o nome "Yehiel" (um nome mencionado na Bíblia), seguido de uma série de letras cuja decifração ainda está em curso. Hastes de veado descobertas junto da lápide, que foram entretanto datadas por radiocarbono, remontam ao ano 390 da era cristã, o que sugere que a lápide não pode ser posterior a essa data.

Bênção do céu

Até aqui, o vestígio arqueológico mais antigo deixado por judeus no actual território de Portugal era uma lápide funerária com uma inscrição em latim e uma gravura de uma menorá (candelabro de sete braços) datada de quase cem anos mais tarde: 482 d.C. "Essa lápide foi encontrada na basílica paleocristã de Mértola, no Sudeste do Alentejo", diz-nos ainda Graen. Há também duas inscrições em hebraico que, salienta o investigador, "datam provavelmente dos séculos VII ou VIII e foram descobertas em Espiche (Lagos) no século XIX".


O novo achado tem uma outra particularidade absolutamente inédita, para além da sua idade, como frisa Graen: "Em todo o Império Romano, nunca foi encontrado até aqui qualquer outro vestígio hebraico/judaico numa vila romana."

Perguntamos-lhe: poderá Yehiel ter sido um escravo a viver na casa de Cortes naquela altura? "Sim, seria uma possibilidade", responde. "Mas talvez o dono da casa fosse judeu - ou, mais provavelmente, talvez tenha havido um cemitério na proximidade da casa e a lápide veio dali."

Por que é que ainda não foi possível decifrar toda a inscrição? "A má qualidade dificulta a decifração", diz Graen. "Mas fui contactado ainda hoje [ontem] por mais um perito que me garante que consegue ler "O judeu recebeu a bênção do céu"."

Porém, Graen frisa que a inscrição não estará em hebraico: "Foi provavelmente escrita em aramaico ou noutra língua semita." Mas de uma coisa ele não tem dúvidas: "É a lápide do túmulo de um homem da Judeia e, portanto, é o mais antigo vestígio deixado por um judeu na Península Ibérica."

Read more...

O reino de kush descoberto no sudão




Pirâmides antigas descobertas na Necrópole do Sudão


Pelo menos 35 pequenas pirâmides, juntamente com sepulturas, foram descobertas agrupadas em conjunto num local chamado Sedeinga ,no Sudão.

Descobertas entre 2009 e 2012, os pesquisadores estão surpresos com a forma como as pirâmides estão densamente concentradas. Numa temporada de campo, em 2011, a equipa de pesquisa descobriu 13 pirâmides em cerca de 500 metros quadrados.

Elas datam cerca de 2.000 anos, sendo da altura em que um reino chamado Kush floresceu no Sudão. O reino Kush partilhou uma fronteira com o Egito e, mais tarde, o Império Romano. O desejo das pessoas do reino em construir pirâmides aparentemente foi influenciado pela arquitetura funerária egípcia.



Pirâmides de Kush

No Sedeinga, dizem os pesquisadores, a construção de pirâmides continuou durante séculos. "A densidade das pirâmides é enorme", disse o pesquisador Vincent Francigny, associado de pesquisa no Museu Americano de História Natural, em Nova York. "Tendo durado centenas de anos, eles construíram mais e mais pirâmides, sendo que depois de séculos, começaram a preencher todos os espaços que ainda estavam disponíveis na necrópole".



o Reino de Kush, que ficou localizado na Núbia e tem mais ou menos 2000 anos. Sua capital denominava-se  Napata, após um período de relações amistosas com o Egito, a capital passou a ser Meroé cujo recursos naturais prosperou a sociedade.

Era em geral, uma das primeiras sociedades negras da nossa história e que, em relações sociais, possui um dinamismo tão influente quanto o Egito, a Grécia e a Roma. Homens e mulheres poderiam galgar o poder sem distinção de sexo. 



Representação de um Candace 
A rainha-mãe denominava-se Candace e até hoje este título é homenageado pelos grupos afro-brasileiros. O ouro era a principal riqueza, a relatos de pirâmides levantados com este metal. O Reino de Kush sobreviveu mais tempo do que o Egito, apenas em 325 Kush foi conquistado pelo Reino de Axum. 






Existia uma relação política e cultural muito forte entre Kush e o Egito, este também construíam pirâmides e praticavam a mumificação. O Egito já dominou Kush assim como Kush dominou o Egito, foi denominado a época da dinastia dos faraós negros.

A Núbia localiza-se atualmente entre o Sudão e o Egito. Países que vivem graves problemas econômicos, políticos e sociais. Não temos muitos trabalhos acadêmicos sobre essa região e a dificuldade dos historiadores para tal empreitada é dificultada pelos problemas regionais.



Cuxe (também Cush, Cus, ou Kush) é um personagem bíblico do Antigo Testamento, mencionado em Gênesis 10:6 como o primeiro filho de Cam, sendo portanto, neto de Noé e irmão de Mizraim, Pute e Canaã, pertencendo a raça camita.



De acordo com o texto da Bíblia, Cuxe teria sido pai de Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá, Sabtecá e o poderoso Nimrod.

Cuxe, junto com seu irmão Pute, foi o fundador dos povos africanos de tez escura. Os descendentes de Cus habitavam o lugar que a bíblia chama de " Terra de Cus" (gên. 2:13). Não é possível hoje identificá-la, visto que os descendentes dele habitaram a África e sul da arábia. Todavia, os antigos gregos os chamavam de "Etíopes" (faces queimadas ou faces negras). Mais tarde os termo Cus passou a restringe-se à Etiópia.



Uma das mais antigas civilizações do vale do Nilo, Kush tinha seu núcleo principal na confluência dos rios Nilo Azul, Nilo Branco e Atbara, mas se estendia por 1.200 quilômetros às margens do maior curso d’água da África. Inicialmente, a região era dominada pelos egípcios. Os kushitas conseguiram a independência e, no auge de seu poderio, conquistaram o Egito no século 8 d.C. Durante um século eles imperaram em todo o vale do Nilo, até serem obrigados a retroceder às terras do atual Sudão. A dinastia de Meroe foi a última numa linhagem de “faraós negros” que governou Kush por mais de um milênio, até 350 d.C., quando o império, já enfraquecido pelas guerras contra o Egito, então sob domínio romano, foi invadido e subjugado pelas tropas de Ezana, rei de Axum (a atual Etiópia).




As pirâmides núbias são mais baixas que as egípcias – a maior possui 30 metros de altura – e mais pontudas, com ângulos de aproximadamente 70 graus de inclinação. Em Meroe foram encontrados três cemitérios, com mais de 100 pirâmides. Embora essas edificações tivessem sido cuidadosamente escavadas, revelando diversos objetos que expandem o conhecimento sobre a cultura kushita, muitos aspectos dessa civilização permanecem envolvidos em mistério. Até mesmo a cronologia dos fatos ainda não é precisa, ressaltou à AFP Salah Mohammed Ahmed, diretor assistente de antiguidades do Sudão.

A região pode guardar ainda muitas outras surpresas. Recentemente, o arqueólogo suíço Mattieu Honeggar descobriu em Wadi Al-Arab, um sítio no norte do Sudão, vestígios de que o local foi habitado mais ou menos 10 mil anos atrás, muitos milênios antes dos faraós negros. As escavações poderiam permitir um entendimento melhor da transição do homem para a vida sedentária.



Em 2007, pesquisadores do Instituto de Estudos Orientais da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, descobriram 55 pedras que seriam usadas para moer minério com ouro, a fim de extrair o metal, na região de Hosh el-Geruf, a 350 quilômetros de Cartum, perto da quarta catarata do Nilo. As escavações mostram que Kush era um rico centro de minérios. Segundo GeoffEmberling, do Instituto de Estudos Orientais da Universidade de Chicago, a Núbia era conhecida por seus depósitos de ouro. O Egito dominou a região entre 1539 a.C e 1075 a.C. e retirou de lá muito ouro.


No entanto, boa parte das riquezas arqueológicas a serem descobertas nessa região corre o risco de permanecer em segredo por causa da construção da hidrelétrica de Meroe, que inclui um lago de mais ou menos 160 quilômetros de comprimento. Infelizmente para arqueólogos e historiadores, o progresso industrial e os conflitos armados no Sudão podem enterrar para sempre muitos tesouros do país.


Império poderoso


Estabelecido por volta de 2500 a.C., o império de Kush era reconhecido pelo antigo Egito e pelos textos bíblicos. Acredita-se que os kushitas vieram de civilizações africanas que habitavam o sul do Nilo. Os moradores de Kush desenvolveram reinos poderosos. O primeiro foi centrado em Kerma (2000-1650 a.C). As últimas capitais foram Napata (800- 270 a.C) e Meroe (270 a.C.-370 d.C).

Por quase um século, os kushitas governaram seu vizinho do norte, o Egito. Conhecidos também como “faraós negros”, os soberanos da Núbia contribuíram muito para a civilização egípcia. Arqueólogos encontraram evidências de que os faraós de Kush, que representam a 25ª dinastia no poder do Egito, mandaram construir e restaurar muitos monumentos dos dois reinos. Algumas representações, principalmente as dos faraós, mostram novas formas originadas da mistura da cultura dos dois povos.

Numerosas representações faraônicas têm características faciais de kushitas, bem como alguns dos artefatos usados pelos soberanos. Os faraós kushitas conseguiram reunificar um Egito desgastado, criando um império que se estendia da fronteira sul, onde hoje é Cartum, até o Mar Mediterrâneo.


veja este documentário sobre o reino. ( em espanhol )
















Read more...

O ministério do profeta Isaías



O Profeta Isaías, cujo nome significa "Jahveh ajuda" ou "Jahveh é auxílio" exerceu o seu ministério no reino de Judá, tendo se casado com uma esposa conhecida como a profetisa que foi mãe de dois filhos: Sear-Jasube e Maer-Salal-Hás-Baz.Isaías foi filho de Amos (não Amoz, o profeta vaqueiro) e viveu na corte dos reis de Judá. 

Há indicações de que talvez fosse primo de Uzias. Escriba e relator dos anais históricos da casa davídica, tinha preeminência e liberdade suficiente para transitar próximo ao poder político e tomar conhecimento, em primeira mão, das políticas e estratégias do Estado monarca judeu.Letrado, culto e politicamente privilegiado, pode ter feito parte da casta sacerdotal de Jerusalém.Em seus dias, Isaías viveu e narrou a tensão política e militar que o território de Israel experimentava, com eventos decorrentes principalmente de um panorama marcado por intensas e contínuas atividades bélicas e expansionistas que estavam sendo realizadas pela monarquia egípcia, ao sul, e pelos caldeus, ao Leste.

O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (1.1). Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu, que foi em cerca de 740 a.C (6.1,8). Entretanto, é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria, Senaqueribe, que morreu em cerca de 680 a.C (37.37,38), ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías, e os capítulos posteriores, após a sua retirada da vida pública.

Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 a.C, o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel, bem como o de Miqueias em Judá. Isaías profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes. Israel, governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância, tinha sucumbido ao culto pagão; Judá, sob Uzias, Jotão e Ezequias, manteve uma conformidade exterior à ortodoxia, mas, gradualmente, caiu num sério declínio moral e espiritual (3.8-26). Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados; o rico oprimia o pobre; as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal; muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5.7-12,18-23; 22.12-14). Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC), estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30.11-20 havia sido tão inteiramente violada, que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá, assim como o era para Israel.

Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos. As forças europeias ainda não estavam preparadas para grandes conquistas, mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de suas fronteiras. A Assíria, particularmente, estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste. O profeta, que era um estudioso dos assuntos mundiais, podia ver que o conflito era iminente. A Assíria conquistou Samaria em 721 aC. Pode-se afirmar que Isaías é o profeta quem mais fala sobre a vinda do Messias, descrevendo-o ao mesmo tempo como um "servo sofredor" que morreria pelos pecados da humanidade e como um príncipe soberano que governará com justiça. Por isso, um dos capítulos mais marcantes do livro seria o de número 53 que menciona o martírio que aguardava o Messias:
"Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados". (Is 53:5)


Segundo um livro apócrifo do século I DC, Vidas dos Profetas, escrito por um anônimo judeu da Palestina, antes do rei Ezequias morrer, Isaias o adverte que seu filho Manassés não vai seguir seu caminho. Quando Manassés assume, Isaías e um grupo de colegas profetas vão para o deserto e um demônio chamado Belial inspira o falso profeta Belkira a acusa-lo de traição. O rei condena Isaías a morte serrando-o ao meio, conforme a narrativa judaica.




fonte: a sua graça me basta

Read more...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

links

os melhores blogs evangélicos

2leep.com

top visitas

agregadores

About This Blog

  © Blogger template Shush by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP