Tecnologia do Blogger.

IMPERÍO ASSÍRIO - ASCENSÃO E QUEDA

HISTÓRIA DA ASSÍRIA


Antigo país da Ásia, localizado ao norte da Mesopotâmia, a partir da fronteira norte do atual Iraque. Suas conquistas se estenderam aos vales dos rios Tigre e Eufrates. A parte ocidental do país era uma estepe adequada apenas a uma população nômade. Entretanto, a parte oriental era apropriada para a agricultura, com colinas cheias de bosques e férteis vales banhados por pequenos rios. A leste da Síria se encontram os montes Zagros; ao norte, um escalão de platôs conduz ao maciço armênio; a oeste se estende a planície da Mesopotâmia; ao sul se encontra o país conhecido primeiro como Sumer, depois Acade e, mais tarde Babilônia.

Os Assírios são descendentes diretos de Assur, filho de Sem, neto de Noé (Gn 10.11). Assur deixou a terra de Sinar e foi estabelecer-se em uma faixa de terra ao norte da Mesopotâmia, mais para o oriente, isto é, próximo ao rio Tigre, que passou a levar seu nome. A cidade de Assur floresceu à margem da grande rio Tigre, não possuindo fronteiras definidas, entretanto suas dimensões dependendo da época variavam de acordo com suas vitórias ou derrotas. Seus habitantes eram guerreiros ferozes; possuíam armas de ferro que os tornavam superiores na arte da guerra. Eram famosos pela crueldade com que tratavam os adversários derrotados nas batalhas. Capturavam seus inimigos e em seguida cortavam suas cabeças com um machado, os que ficavam vivos tinham os olhos vazados. Os que não morriam eram transformados em escravos e postos para trabalhar duramente. Os povos subjugados pelos assírios tinham de pagar altos impostos.


O núcleo central da Assíria estava na região norte da Mesopotâmia, mas em 800 a.C. dominava os vizinhos como nunca qualquer Estado havia feito. Combateu tribos das montanhas no norte e leste de seu domínio, mas com as mesmas tribos desenvolveu relações diplomáticas.

Estabelecido no norte da Mesopotâmia, o Império Assírio foi uma das civilizações mais importantes do Oriente Médio. Os primeiros povoadores conhecidos na região eram nômades semitas que começaram a levar a vida sedentária ao longo do IV milênio a.C. Alguns dados atestam a formação, a partir do século XIX a.C., de um pequeno estado assírio, que mantinha relações comerciais com o Império Hitita. No século XV a.C., depois de um longo período de submissão ao Império Sumério, o estado assírio, com capital em Assur começou a tornar-se independente a se estender. Puzur-Assur III foi o primeiro monarca que livre da opressão suméria empreendeu a expansão do reino. Graças ao apogeu comercial, os assírios puderam lançar-se sob o reinado de Shamsh-Adad I (1813-1781 a.C. mais ou menos), às conquistas que tanta glória lhe trouxeram. O soberano concentrou os esforços na construção de um estado centralizado, segundo o modelo da poderosa Babilônia. Suas conquistas se estenderam aos vales médios do Tigre e do Eufrates e ao norte da Mesopotâmia, mas foram barrados no Alepo, na Síria. Morto o rei seus filhos não puderam manter o império em virtude dos constantes ataques dos povos vizinhos e dos desejos de independência dos súditos.


Assur, Ashur, ou Assíria, 110 km ao sul de Mosul e 280 km ao norte de Bagdá, foi a primeira capital do vasto Império Assírio antigamente chamada "Terra de Subarum", que incluía o Iraque, Síria, Anatólia, Irã, Egito e partes da Arábia.

Os historiadores acreditam que Assur foi habitada pela primeira vez no 3 º milênio aC, e passou como uma cidade habitada até o século 2 dC. Tinha sido um assentamento humano muito antes de ela se tornou uma capital, e era conhecido por ter vindo sob o domínio de Uruk (Akkad), da Dinastia de Ur 3, e dos babilônios no ano 31 do reinado de Hammurabi.


Assur (hoje chamado de Qal'at Shergat) fica em uma colina de pedra com vista para o Tigre, a leste perto das montanhas Himrin acreditava pelos assírios para ser a morada dos seus principais deus Assur. Assim, foi a capital religiosa da Assíria em períodos grandes da história da Assíria, e do centro para a adoração do deus Ashur ea deusa Ishtar / Inanna.

Assur, que foi fortificada por muros internos e externos, continha um grande número de importantes edifícios religiosos, cerca de 34 templos, palácios e 3 como documentos do século 7 aC, revelou. Apenas alguns destes foram escavados.

Sua visão mais importantes e marcantes de hoje é o Zigurate, que é uma grande construção de tijolos construída apoiada no topo de uma plataforma rectangular composto de várias camadas, dedicado ao deus Assur, bem como o templo do solo nas proximidades dedicado ao mesmo deus e chamado de "Temple of the Universe". Há também templos dedicados aos deuses do sol e da lua, e um com duas torres sagrado para Anu, deus do céu, e Adad, o deus das tempestades.

O Ziqqurratu Ziggurat ou Assur. às margens do Tigre entrada, e vista do Palácio Novo

A cidade transbordou de suas paredes, e muitos edifícios foram construídos para além deles, nomeadamente o templo onde o Akitu Festivais de Ano Novo foi comemorado. Foi construído por Senaqueribe na margem do rio (agora o antigo curso do Tigre) e se tivesse rodeado por extensos jardins.

O Ziqqurratu Ziggurat ou Assur. às margens do Tigre entrada, e vista do Palácio Novo

Entrada do túnel para o zigurate de Assur

Você também pode ver um edifício recentemente reconstruído: o Palácio árabes com os quatro ewans uma vez que foram decorados com arabescos de gesso. Ela remonta ao reinado árabe em Hatra cerca de dois mil anos atrás. No decorrer das escavações, os arqueólogos iraquianos descobriram o nome árabe do arquiteto que projetou o palácio em um dos seus suportes, o que justifica chamá-lo do Palácio árabe.


A CONQUISTA DA BABILÔNIA
A Assíria caiu sob o domínio do reino de Mitani, do qual se libertou em meados do século XIV a.C. O rei Assur-Ubalit I (1365-1330) foi considerado pelos sucessores o fundador do Império Assírio, também conhecido como Império Médio. Para consolidar seu poder, estabeleceu relações com o Egito e interveio nos assuntos internos da Babilônia, casando sua filha com o rei desse estado. Depois de seu reinado, a Assíria atravessou uma fase de conflitos bélicos com os hititas e babilônios, que se prolongou até o fim do século XIII a.C. Quem afinal conseguiu impor-se foi Salmanaser I (1274-1245 a.C.) que devolveu ao estado assírio o poder perdido. Esse monarca estendeu sua influência até Urartu (Armênia), apoiado num exército eficaz que conseguiu arrebatar da Babilônia suas rotas e pontos comerciais. Sob o reinado de Tukult-Ninurta I (1245-1208 a.C.) o Império Médio conseguiu alcançar seu máximo poderio. A mais importante façanha desse período foi a incorporação da Babilônia, que ficou sob a administração de governantes dependentes da Assíria. A Babilônia passou a ser colônia Assíria.

O DECLÍNIO
Com as conquistas militares o Império se estendeu da Síria ao Golfo Pérsico. Depois da morte de Tukult-Ninurta, o poderio assírio entrou em declínio, o que beneficiou a Babilônia, que aos poucos foi se libertando do poderio assírio. Passado o período de guerras contra os invasores hititas e mitânios, a Assíria ressurgiu no fim século XII a.C., com Tiglate-Pileser I (1115-1077), que derrotou a Babilônia numa guerra duríssima. Após a morte de Tiglate-Pileser I, a Assíria caiu sob o domínio dos arameus, do qual por muitos anos não conseguiu libertar-se.

A liberdade só veio quando Adade-Ninari II (911-891) assumiu o trono da Assíria e fez sua primeira campanha militar para o oeste na direção do Eufrates superior, pondo fim às tribos dos arameus e outros pequenos povos que habitavam a região.

O sucessor de Adade-Ninari, Tukulti-Nimurta II (890-884), continuou a política de seu antecessor, de criar um império assírio. Ele devolveu a Assíria a antiga grandeza e submeteu a zona de influência dos arameus, que era no Eufrates médio ao domínio dos assírios. Sucedeu-lhe Assurbanipal II (884-859). Ele foi o mais desumano dos reis assírios, impôs sua autoridade com inusitada violência. Foi o primeiro rei assírio a construir carros de guerra e unidades de cavalaria combinadas com a infantaria. Durante seu reinado os inimigos não eram derrotados, eram destroçados e assassinados friamente.

Com o rei Assurbanipal II, Assíria galgou o posto de Império, com construções monumentais em Assur, Nínive e Calah e a montagem de um grupo de estados vassalos ao redor do núcleo do território assírio. As dinastias das regiões atingidas por suas expedições militares eram obrigadas a pagar tributos regularmente, muitas vezes também a colocar a disposição dos assírios tropas militares.

vista dos muros de ninive

As construções monumentais em Assur, Nínive e Calah e a montagem de um “cinturão” de estados vassalos ao redor do núcleo do território assírio, mostrou ao mundo da época todo o poderio da Assíria. Os dinastas das regiões atingidas por suas expedições militares eram obrigados a pagar tributos regularmente e, muitas vezes colocar a disposição do estado opressor tropas militares. Seu filho Salmanaser III (859-824) foi igualmente cruel. Conquistou a Síria e região.

O último período do grande império assírio iniciou-se com Tiglete-Pileser III (746-727), que dominou definitivamente a Mesopotâmia. A Assíria chegou ao ápice das conquistas militares dominando todo o antigo Oriente. Esse rei sistematizou os projetos de vassalagem e os domínios territoriais, unificando todo o Oriente Próximo. Sua ambição sem limites o levou a estender o império até o reino da Judéia, a Síria e o Urartu.

Mais ou menos em 730 a.C. formou-se uma coalisão para por fim ao domínio no Oriente Próximo das dinastias etíopes do Egito. Essa reação que partiu da Mesopotâmia foi liderada pela Assíria.

busto do Rei Sargão II(721-705 a.C.)

Salmanaser IV e Salmanaser V mantiveram o poderio da Assíria, que anexou a região da Palestina durante o reinado de Sargão II (721-705). Este rei dizimou o Reino do Norte, Israel, deixando de pé apenas Samaria, como sua província. O filho deste rei, Senaqueribe (704-681), teve de enfrentar revoltas internas, principalmente na Babilônia, centro religioso do império. Para conter as revoltas, a Babilônia foi arrasada pelas tropas de Senaqueribe, dando assim o exemplo aos outros povos dominados.

O FIM DO IMPÉRIO
Em 612 a.C. o império assírio sucumbiu ao ataque combinado de medos e babilônios. Sob as ruínas de uma esplêndida civilização, ficou a trágica lembrança de suas impiedosas conquistas e da ilimitada ambição de reis. A maior parte das terras assírias foi tomada por dinastias da Babilônia.

DESTAQUE DA ASSÍRIA NA CIENCIA
Fruto das múltiplas relações com outros povos à civilização assíria alcançou elevado grau de desenvolvimento humano, coisa rara na época. Entre as preocupações científicas dos assírios destacou-se a astronomia. Estabeleceram a posição dos planetas e das estrelas e estudaram a Lua e seus movimentos. Na matemática alcançaram alto nível de conhecimentos, comparável ao que posteriormente se verificaria na Grécia clássica.

DESTAQUE DA ASSÍRIA NAS ARTES
O espírito militar e guerreiro dos assírios se refletem em suas manifestações artísticas, principalmente nos relevos que decoram as monumentais construções arquitetônicas. Representam, sobretudo cenas bélicas e de caça, em que figuras de animais ocupam o lugar de destaque. Também cultivaram a escultura em marfim, na qual foram grandes mestres, como se constatam nos painéis de Nimrud, que sobreviveram à madeira dos móveis em que eram originariamente incrustados.

OS DEUSES ASSÍRIOS
A religião assíria manteve ancestrais tradições mesopotâmicas, embora tenha sofrido a introdução de outros deuses e mitos. A eterna rivalidade entre assírios e babilônios chegou à religião com a disputa pela preponderância de seus grandes deuses, o assírio Assur e o babilônio Marduk.



FONTE:
Módulo de Teologia da FTB
Bíblia Thompson
Dicionário Bíblico - Editora Didática Paulista
Enciclopédia Ilustrada de História - Duetto Editora

Read more...

Aqueduto é Descoberto em Jerusalém do Século 14

Túnel de 1.800 anos descoberto junto a Porta de Jaffa em Jerusalém


Arquéologos anunciaram nesta terça-feira (11) a descoberta de uma aqueduto do século 14 que forneceu água para Jerusalém por quase 600 anos. Diferentemente de outras descobertas, porém, os arqueólogos nesse caso já sabiam onde o aqueduto se encontrava.

Fotografias do século 19 mostravam que o aqueduto era usado na cidade, na época sob comando otomano. A foto também possuía uma inscrição datando a obra, construída em 1320.
Túnel de 1.800 anos descoberto junto a Porta de Jaffa em Jerusalém



O aqueduto foi descoberto durante reparos no sistema de águas da cidade. Obras públicas em Jerusalém (e outras cidades antigas) são executadas sob supervisão de arqueólogos e outros profissionais. O objetivo é evitar que potenciais achados sejam destruídos no processo de modernização.


A equipe encontrou duas das novas seções de uma ponte de cerca de 3 metros de altura na parte oeste da Cidade Velha de Jerusalém.

Embora os arqueólogos já soubessem que o aqueduto estava lá, essa é a primeira vez que eles puderam visualizar diretamente o engenhoso sistema, usado por séculos para combater a gravidade e transportar água a longas distâncias.

Nos tempos bíblicos, o crescimento da populaçao de Jerusalém levou os líderes locais a buscar fontes de água em locais cada vez mais distantes. Uma fonte de água foi encontrada próximo a Belém, seguindo uma rota tortuosa distante 22 quilômetros. O aqueduto encontrado hoje em Jerusalém segue a mesma rota do primeiro aqueduto construído na região, há 2.000 anos.

------------------------------------------------------------------------------------
AQUEDUTO SUPERIOR EM JERUSALÉM


O Aqueduto Superior de Jerusalém, datado do século II, foi descoberto nas escavações que arqueológos fizeram no ínicio do ano na região de Israel, Jerusalém, situado abaixo da estrada que leva desde a Porta de Jaffa Gate para a Cidadela de David e as lojas na rua David. Tem cerca de 1 metro e meio de altura por 60 centímetros de largura, coberto com lajes e as laterais com grandes pedras, nele se pode andar agachado por cêrca de aproximadamente 40 metros.

Engenharia de Gravidade sofisticada e empregada para levar água à cidade desde as nascentes nas Colinas de Hebrom, e foram suficientemente para transportar a água através de aquedutos para abastecer a cidade de Jerusalém. A água trazida por dezenas de quilômetros até Jerusalém para as Piscinas de Salomão donde era distribuída por dois aquedutos principais: Inferior e Superior. O Aqueduto Superior transportada água para a parte alta da cidade onde estava o palácio do Rei Herodes (onde hoje está a Torre de Davi). O Aqueduto Interior construído por Ezequias já havia sido localizado, sendo esta última a principal fonte de água para todos aqueles que chegam na cidade. O Aqueduto Inferior levava água ao Monte do Templo e para o Templo.

Read more...

Exército Persa desaparecido é encontrado no Saara


OSSOS, JÓIAS, E ARMAS, ENCONTRADAS NO DESERTO DO EGITO PODEM SER OS RESTOS DO EXÉRCITO DE CAMBISES, QUE DESAPARECEU HÁ 2.500 ANOS.

Os restos de um poderoso exército persa perdido nas areias do deserto ocidental egípcio há 2.500 anos pode ter sido finalmente localizado, resolvendo um dos maiores mistérios pendentes da arqueologia, de acordo com investigadores italianos.
Armas de bronze, uma pulseira de prata, um brinco e centenas de ossos humanos, encontrados no vasto e desolado deserto do Saara, finalmente da esperanças aos arqueólogos de encontrar o exército perdido do rei persa Cambises II. Os 50.000 guerreiros teriam sido enterrados por uma tempestade de areia cataclísmica em 525 a.C.

"Nós encontramos a primeira evidência arqueológica de uma história relatada pelo historiador grego Heródoto," disse Dario Del Bufalo, um membro da expedição da Universidade de Lecce, ao Discovery News.

Cambises

De acordo com Heródoto (484-425 a.C.), Cambises, filho de Ciro, o Grande, enviou 50.000 soldados de Tebas para atacar o oásis de Siwa e destruir o oráculo do Templo de Amon, após os sacerdotes se recusarem a legitimar o seu pedido de posse do Egito.
Depois de caminhar por sete dias no deserto, os soldados persas encontraram um oásis, que os historiadores acreditam ser El-Kharga. Depois que o deixaram, nunca mais foram vistos.
"Um vento surgiu do sul, forte e mortal, trazendo com ele colunas de areia e um grande redemoinho, que cobriu inteiramente as tropas e as fez desaparecer totalmente", escreveu Heródoto.

A história do "exército perdido de Cambises", no entanto, desapareceu na antiguidade. Como nenhum vestígio dos infelizes guerreiros jamais foi encontrado, os estudiosos começaram a negar a história como um conto de fadas.


Agora, dois arqueólogos italianos afirmam ter encontrado evidências impressionantes que o exército persa foi realmente enterrado por uma tempestade de areia.


Os irmãos gemeos Angelo e Alfredo Castiglioni já são famosos pela sua descoberta há 20 anos atrás da antiga "cidade egípcia de ouro" Berenike Panchrysos.
Apresentada recentemente no festival de cinema arqueológico de Rovereto, a descoberta é o resultado de 13 anos de pesquisas e cinco expedições para o deserto.
"Tudo começou em 1996, durante uma expedição destinada a investigar a presença de meteoritos de ferro perto de Bahrin, um pequeno oásis não muito longe de Siwa," disse ao Discovery News, Alfredo Castiglioni, diretor do Centro de Pesquisas do Deserto Oriental (CeRDO), em Varese.
Enquanto trabalhavam na área, os investigadores observaram uma panela semi-enterrada e restos humanos. Em seguida, os irmãos avistaram algo realmente intrigante - que poderia ter sido um abrigo natural.


Era uma rocha com cerca de 35 metros (114,8 pés) de comprimento, 1,8 metros (5,9 pés) de altura e 3 metros (9,8 pés) de profundidade.


Essas formações naturais ocorrem no deserto, mas essa pedra grande era a única em uma grande área. "Seu tamanho e forma tornava o refúgio perfeito em uma tempestade de areia", disse Castiglioni.


Bem ali, o detector de metais do geólogo egípcio Aly Barakat da Universidade do Cairo localizou antigas relíquias de guerra: um punhal de bronze e várias pontas de flechas.


"Estamos falando de pequenos itens, mas eles são extremamente importantes porque são os primeiros objetos aquemênidas, da época de Cambises, que emergiram das areias do deserto em um local bem perto de Siwa", disse Castiglioni.

Há cerca de um quarto de milha do abrigo natural, a equipe dos Castiglioni encontrou uma pulseira de prata, um brinco e algumas contas que eram provavelmente parte de um colar.
"Uma análise do brinco, com base em fotografias, indicou que ele certamente era do período Aquemênida. Tanto o brinco, como as contas parecem ser feitos de prata.

O brinco é muito semelhante, a um do século V a.C., que foi encontrado em uma escavação na Turquia ", disse Andrea Cagnetti, um dos principais especialistas de jóias antigas, ao Discovery News.


Nos anos seguintes, os irmãos Castiglioni estudaram mapas antigos e chegaram à conclusão de que o exército de Cambises "não tomou a rota que acreditava, a das caravanas, através do Oasis Dakhla e do Oasis Farafra.
"Desde o século 19, muitos arqueólogos e exploradores têm procurado o exército perdido nesse percurso. Eles não encontraram nada.

Trabalhamos com a hipótese de um itinerário diferente, vindo do sul. Na verdade, descobrimos que essas rotas já existiam na 18ª dinastia", disse Castiglioni.




Templo de Amon

Read more...

IMPÉRIO PERSA - ASCENSÃO E QUEDA

IMPÉRIO MEDO-PERSA


No passado a atual planície iraniana foi ocupada por tribos árias (por volta de 1500 a.C.), das quais as mais importantes eram a dos medos, que ocuparam a parte noroeste, e a dos parsas (persas). Estes foram dominados pelos medos até a ascensão ao trono persa em 558 a.C., de Ciro o Grande. Este monarca derrotou os governantes medos, conquistou o reino da Lídia, em 546 A.C., e o da Babilônia, em 538 a.C., tornando o império persa o poder dominante na região.


Crônicas da época, descobertas na Babilônia, falam que Ciro conquistou territórios ao redor da Mesopotâmia, em meados do século VI a.C., antes de avançar sobre as capitais da região. A conquista da Lídia colocou a Grécia na mira de Ciro. O rei babilônico Nabonido e sua capital foi a próxima vítima de Ciro.

Ciro morreu em 530 a.C., e seu filho Cambises assumiu o colosso do império Medo-Persa. Detalhados registros babilônicos e mediterrâneos se referem as vitórias do filho de Ciro Cambises.


O rei Cambises conquistou o Egito, e logo os persas dominavam toda Mesopotâmia, a Fenícia, a Palestina e vastas áreas que se estenderam até a Índia. Cambises II marcha com o intento de tomar Cartago, mas fracassa vindo a falecer no regresso dessa batalha. Não havendo herdeiros diretos, Dario I subiu ao trono em 521 a.C., ampliou as fronteiras persas, reorganizou todo o império e exterminou várias revoltas. Ciente da imensa dificuldade de governar sozinho um vasto império dividiu em 20 províncias denominadas de satrapias. Cada satrapia tinha um governador com título de sátrapa, escolhido pelo próprio rei.


Dario tentou apresentar uma visão harmoniosa do império que governava. A arquitetura das capitais Persépolis e Susã incorporou imagens pacíficas do todos os povos do império. No documento da fundação se Susã, Dario asseverou que os mateirias de construção tinham vindo de distantes cantos de seu domínio, da Índia à costa jônica, e que muitos povos subjugados trabalharam na construção do esplêndido projeto.

PERSAS E GREGOS
Dario e seus sucessores deram ênfase à harmonia e realizações nos reinados. Mas, os gregos tinham relação conturbada com a superpotência vizinha. Quando dominadas cidades gregas da costa jônica se rebelaram contra os persas em 490 a.C., Atenas e Erétria enviaram ajuda por parte da Grécia continental. Líderes persas consideraram a iniciativa como uma rebelião de um povo que antes fora cooperativo para com eles, e enviaram expedição punitiva ainda em 490 a.C. Como esta primeira expedição não logrou êxito, foi enviada uma segunda expedição liderada pelo filho de Dario, Xerxes, em 480 a.C. Apesar de algumas cidades imediatamente se curvarem aos persas, outros estados gregos resistiram bravamente. O ato de rebeldia foi momento definidor na consciência grega de independência em relação ao regime Persa. Xerxes tentou invadir a Grécia, mas foi derrotado na batalha naval de Salamina, em 480 a.C., assim como na batalha terrestre de Platea e na batalha naval de Micala (ou Micale), em 479 a.C.

IMPÉRIO MUNDIAL
Apesar da derrota na Grécia, a Pérsia continuou exercendo influência política e cultural no Mediterrâneo. Pagavam tributos aos reis persas, desde os povos citas, do norte Mediterrâneo até povos das fortalezas na fronteira do Alto Egito, no sul. A diversidade cultural abrangia desde as cidades históricas e sedentárias da Babilônia, onde residia uma elite cada vez mais miscigenada de gregos e babilônios, aos reinos emergentes na fronteira caucasiana, que enviaram destacamentos para o exército persa e reproduziram componentes da corte em sua arquitetura o objetos de luxo. Tudo para agradar ao grande Império. Mas, não era fácil administrar um império tão vasto e variado - simples viagem entre duas das várias capitais reais podia levar até três meses. Estradas reais, com postos de apoio e rações de viagem cuidadosamente administrados ofereciam eficiente rede de comunicações. Por esses caminhos se transportavam ordens, cartas, artigos de luxo e pessoal especializado.

Reuniam-se os exércitos localmente, da acordo com a necessidade. Os governantes persas falavam a própria lingua (o persa arcaico), somente registrado em poucas inscrições reais em monumentos de cidades do império. Fazia-se a comunicação oficial em aramaico, lingua franca herdada da administração assíria. Mas chegaram até os dias atuais apenas fragmentos de documentos de pergaminho e papiro. Cartas do Egito e registros do Afeganistão ilustram como o movimento de funcionários e provisões era estritamente controlados por administradores locais, sob a autoridade de sátrapas - governadores persas em geral apontados pelo rei e que a ele respondiam. As interconexões levaram a intercâmbio sem precedentes de idéias e pessoas em vasta região.


DECLÍNIO E QUEDA

Durante o reinado de Artaxerxes I, segundo filho de Xerxes, os egípcios se rebelaram com a ajuda dos gregos. Embora a revolta fosse contida em 446 a.C., ela representou o primeiro ataque importante contra o Império Persa e o inicio de sua decadência. Apesar da boa organização, os persas não conseguiram controlar todo o gigantesco império. Os povos dominados vivam se revoltando, e as rebeliões foram dividindo e enfraquecendo o império.

O último rei da dinastia aqemênia, iniciada por Ciro, foi Dario III, que perdeu metade do Império na invasão de Alexandre, o Grande em 330 a.C. Dario III teria sido preso e morto por seu próprio exército. No mesmo ano de 330 a.C. os gregos e macedônios, comandados por Alexandre o Grande, invadiram e destruíram o Império Persa.

Fonte:
Módulo I da Faculdade Teológica Betesda
Panorama do Antigo Testamento - Editora Vida
Enciclopédia Ilustrada da História - Duetto Editora

Read more...

Papa Convida Protestantes Históricos a se Juntarem aos Católicos Contra Avanço Pentecostal


O papa Bento XVI disse nesta sexta-feira que as igrejas cristãs históricas estão "perplexas" e preocupadas com o avanço das igrejas pentecostais, e convidou os protestantes a trabalhar junto com os católicos para testemunhar a fé em um mundo secularizado.

Joseph Ratzinger fez esta declaração em um encontro com os representantes do Conselho da Igreja Evangélica Alemã (EKD) em Erfurt, cidade onde Martinho Lutero (1483-1546) foi ordenado sacerdote católico em 1507, antes de liderar a reforma protestante, em 1521.

Esta viagem do Papa à sua Alemanha natal tem um caráter ecumênico. Foi por vontade de Bento XVI que o encontro aconteceu no antigo convento onde Lutero estudou. De acordo com o Papa, a única paixão e o centro da vida de Lutero foi Deus.

Nesta sexta-feira o Papa defendeu que o mais necessário para o ecumenismo é não perder as grandes coisas que têm em comum.

"A coisa mais importante para o ecumenismo é que, pressionados pela secularização, não percamos as grandes coisas que temos em comum, aquelas que nos fazem cristãos e que temos como dom e tarefa", afirmou.

"Foi um erro ter visto majoritariamente aquilo que nos separa e não ter percebido de forma essencial o que temos em comum nas grandes pautas da Sagrada Escritura e nas profissões de fé do cristianismo antigo", acrescentou.

O Papa defendeu que os cristãos reconheçam a comunhão como um fundamento imperecível. "Infelizmente, o risco de perdê-la é real. Nos últimos tempos, a geografia do cristianismo mudou profundamente e continua mudando".

O Papa Ratzinger afirmou que este fenômeno mundial de mudança traz um cristianismo com pouca densidade institucional, pouca bagagem racional e pouca estabilidade. Por isso, ele defende a obrigação de questionar o que permanece válido e o que pode ser mudado na opção pela fé.

Após o encontro, Bento XVI e os líderes religiosos protestantes farão uma celebração ecumênica, quando um bispo evangélico lerá o salmo 164 na tradução feita por Lutero, na qual expressa a vocação cristã comum para louvar a Deus.

O Papa fará uma oração para a unidade dos cristãos, e o presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, fará uma prece sacerdotal e recitará a oração do pai-nosso.

Read more...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

links

os melhores blogs evangélicos

2leep.com

top visitas

agregadores

About This Blog

  © Blogger template Shush by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP