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Aqueduto é Descoberto em Jerusalém do Século 14

Túnel de 1.800 anos descoberto junto a Porta de Jaffa em Jerusalém


Arquéologos anunciaram nesta terça-feira (11) a descoberta de uma aqueduto do século 14 que forneceu água para Jerusalém por quase 600 anos. Diferentemente de outras descobertas, porém, os arqueólogos nesse caso já sabiam onde o aqueduto se encontrava.

Fotografias do século 19 mostravam que o aqueduto era usado na cidade, na época sob comando otomano. A foto também possuía uma inscrição datando a obra, construída em 1320.
Túnel de 1.800 anos descoberto junto a Porta de Jaffa em Jerusalém



O aqueduto foi descoberto durante reparos no sistema de águas da cidade. Obras públicas em Jerusalém (e outras cidades antigas) são executadas sob supervisão de arqueólogos e outros profissionais. O objetivo é evitar que potenciais achados sejam destruídos no processo de modernização.


A equipe encontrou duas das novas seções de uma ponte de cerca de 3 metros de altura na parte oeste da Cidade Velha de Jerusalém.

Embora os arqueólogos já soubessem que o aqueduto estava lá, essa é a primeira vez que eles puderam visualizar diretamente o engenhoso sistema, usado por séculos para combater a gravidade e transportar água a longas distâncias.

Nos tempos bíblicos, o crescimento da populaçao de Jerusalém levou os líderes locais a buscar fontes de água em locais cada vez mais distantes. Uma fonte de água foi encontrada próximo a Belém, seguindo uma rota tortuosa distante 22 quilômetros. O aqueduto encontrado hoje em Jerusalém segue a mesma rota do primeiro aqueduto construído na região, há 2.000 anos.

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AQUEDUTO SUPERIOR EM JERUSALÉM


O Aqueduto Superior de Jerusalém, datado do século II, foi descoberto nas escavações que arqueológos fizeram no ínicio do ano na região de Israel, Jerusalém, situado abaixo da estrada que leva desde a Porta de Jaffa Gate para a Cidadela de David e as lojas na rua David. Tem cerca de 1 metro e meio de altura por 60 centímetros de largura, coberto com lajes e as laterais com grandes pedras, nele se pode andar agachado por cêrca de aproximadamente 40 metros.

Engenharia de Gravidade sofisticada e empregada para levar água à cidade desde as nascentes nas Colinas de Hebrom, e foram suficientemente para transportar a água através de aquedutos para abastecer a cidade de Jerusalém. A água trazida por dezenas de quilômetros até Jerusalém para as Piscinas de Salomão donde era distribuída por dois aquedutos principais: Inferior e Superior. O Aqueduto Superior transportada água para a parte alta da cidade onde estava o palácio do Rei Herodes (onde hoje está a Torre de Davi). O Aqueduto Interior construído por Ezequias já havia sido localizado, sendo esta última a principal fonte de água para todos aqueles que chegam na cidade. O Aqueduto Inferior levava água ao Monte do Templo e para o Templo.

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Exército Persa desaparecido é encontrado no Saara


OSSOS, JÓIAS, E ARMAS, ENCONTRADAS NO DESERTO DO EGITO PODEM SER OS RESTOS DO EXÉRCITO DE CAMBISES, QUE DESAPARECEU HÁ 2.500 ANOS.

Os restos de um poderoso exército persa perdido nas areias do deserto ocidental egípcio há 2.500 anos pode ter sido finalmente localizado, resolvendo um dos maiores mistérios pendentes da arqueologia, de acordo com investigadores italianos.
Armas de bronze, uma pulseira de prata, um brinco e centenas de ossos humanos, encontrados no vasto e desolado deserto do Saara, finalmente da esperanças aos arqueólogos de encontrar o exército perdido do rei persa Cambises II. Os 50.000 guerreiros teriam sido enterrados por uma tempestade de areia cataclísmica em 525 a.C.

"Nós encontramos a primeira evidência arqueológica de uma história relatada pelo historiador grego Heródoto," disse Dario Del Bufalo, um membro da expedição da Universidade de Lecce, ao Discovery News.

Cambises

De acordo com Heródoto (484-425 a.C.), Cambises, filho de Ciro, o Grande, enviou 50.000 soldados de Tebas para atacar o oásis de Siwa e destruir o oráculo do Templo de Amon, após os sacerdotes se recusarem a legitimar o seu pedido de posse do Egito.
Depois de caminhar por sete dias no deserto, os soldados persas encontraram um oásis, que os historiadores acreditam ser El-Kharga. Depois que o deixaram, nunca mais foram vistos.
"Um vento surgiu do sul, forte e mortal, trazendo com ele colunas de areia e um grande redemoinho, que cobriu inteiramente as tropas e as fez desaparecer totalmente", escreveu Heródoto.

A história do "exército perdido de Cambises", no entanto, desapareceu na antiguidade. Como nenhum vestígio dos infelizes guerreiros jamais foi encontrado, os estudiosos começaram a negar a história como um conto de fadas.


Agora, dois arqueólogos italianos afirmam ter encontrado evidências impressionantes que o exército persa foi realmente enterrado por uma tempestade de areia.


Os irmãos gemeos Angelo e Alfredo Castiglioni já são famosos pela sua descoberta há 20 anos atrás da antiga "cidade egípcia de ouro" Berenike Panchrysos.
Apresentada recentemente no festival de cinema arqueológico de Rovereto, a descoberta é o resultado de 13 anos de pesquisas e cinco expedições para o deserto.
"Tudo começou em 1996, durante uma expedição destinada a investigar a presença de meteoritos de ferro perto de Bahrin, um pequeno oásis não muito longe de Siwa," disse ao Discovery News, Alfredo Castiglioni, diretor do Centro de Pesquisas do Deserto Oriental (CeRDO), em Varese.
Enquanto trabalhavam na área, os investigadores observaram uma panela semi-enterrada e restos humanos. Em seguida, os irmãos avistaram algo realmente intrigante - que poderia ter sido um abrigo natural.


Era uma rocha com cerca de 35 metros (114,8 pés) de comprimento, 1,8 metros (5,9 pés) de altura e 3 metros (9,8 pés) de profundidade.


Essas formações naturais ocorrem no deserto, mas essa pedra grande era a única em uma grande área. "Seu tamanho e forma tornava o refúgio perfeito em uma tempestade de areia", disse Castiglioni.


Bem ali, o detector de metais do geólogo egípcio Aly Barakat da Universidade do Cairo localizou antigas relíquias de guerra: um punhal de bronze e várias pontas de flechas.


"Estamos falando de pequenos itens, mas eles são extremamente importantes porque são os primeiros objetos aquemênidas, da época de Cambises, que emergiram das areias do deserto em um local bem perto de Siwa", disse Castiglioni.

Há cerca de um quarto de milha do abrigo natural, a equipe dos Castiglioni encontrou uma pulseira de prata, um brinco e algumas contas que eram provavelmente parte de um colar.
"Uma análise do brinco, com base em fotografias, indicou que ele certamente era do período Aquemênida. Tanto o brinco, como as contas parecem ser feitos de prata.

O brinco é muito semelhante, a um do século V a.C., que foi encontrado em uma escavação na Turquia ", disse Andrea Cagnetti, um dos principais especialistas de jóias antigas, ao Discovery News.


Nos anos seguintes, os irmãos Castiglioni estudaram mapas antigos e chegaram à conclusão de que o exército de Cambises "não tomou a rota que acreditava, a das caravanas, através do Oasis Dakhla e do Oasis Farafra.
"Desde o século 19, muitos arqueólogos e exploradores têm procurado o exército perdido nesse percurso. Eles não encontraram nada.

Trabalhamos com a hipótese de um itinerário diferente, vindo do sul. Na verdade, descobrimos que essas rotas já existiam na 18ª dinastia", disse Castiglioni.




Templo de Amon

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IMPÉRIO PERSA - ASCENSÃO E QUEDA

IMPÉRIO MEDO-PERSA


No passado a atual planície iraniana foi ocupada por tribos árias (por volta de 1500 a.C.), das quais as mais importantes eram a dos medos, que ocuparam a parte noroeste, e a dos parsas (persas). Estes foram dominados pelos medos até a ascensão ao trono persa em 558 a.C., de Ciro o Grande. Este monarca derrotou os governantes medos, conquistou o reino da Lídia, em 546 A.C., e o da Babilônia, em 538 a.C., tornando o império persa o poder dominante na região.


Crônicas da época, descobertas na Babilônia, falam que Ciro conquistou territórios ao redor da Mesopotâmia, em meados do século VI a.C., antes de avançar sobre as capitais da região. A conquista da Lídia colocou a Grécia na mira de Ciro. O rei babilônico Nabonido e sua capital foi a próxima vítima de Ciro.

Ciro morreu em 530 a.C., e seu filho Cambises assumiu o colosso do império Medo-Persa. Detalhados registros babilônicos e mediterrâneos se referem as vitórias do filho de Ciro Cambises.


O rei Cambises conquistou o Egito, e logo os persas dominavam toda Mesopotâmia, a Fenícia, a Palestina e vastas áreas que se estenderam até a Índia. Cambises II marcha com o intento de tomar Cartago, mas fracassa vindo a falecer no regresso dessa batalha. Não havendo herdeiros diretos, Dario I subiu ao trono em 521 a.C., ampliou as fronteiras persas, reorganizou todo o império e exterminou várias revoltas. Ciente da imensa dificuldade de governar sozinho um vasto império dividiu em 20 províncias denominadas de satrapias. Cada satrapia tinha um governador com título de sátrapa, escolhido pelo próprio rei.


Dario tentou apresentar uma visão harmoniosa do império que governava. A arquitetura das capitais Persépolis e Susã incorporou imagens pacíficas do todos os povos do império. No documento da fundação se Susã, Dario asseverou que os mateirias de construção tinham vindo de distantes cantos de seu domínio, da Índia à costa jônica, e que muitos povos subjugados trabalharam na construção do esplêndido projeto.

PERSAS E GREGOS
Dario e seus sucessores deram ênfase à harmonia e realizações nos reinados. Mas, os gregos tinham relação conturbada com a superpotência vizinha. Quando dominadas cidades gregas da costa jônica se rebelaram contra os persas em 490 a.C., Atenas e Erétria enviaram ajuda por parte da Grécia continental. Líderes persas consideraram a iniciativa como uma rebelião de um povo que antes fora cooperativo para com eles, e enviaram expedição punitiva ainda em 490 a.C. Como esta primeira expedição não logrou êxito, foi enviada uma segunda expedição liderada pelo filho de Dario, Xerxes, em 480 a.C. Apesar de algumas cidades imediatamente se curvarem aos persas, outros estados gregos resistiram bravamente. O ato de rebeldia foi momento definidor na consciência grega de independência em relação ao regime Persa. Xerxes tentou invadir a Grécia, mas foi derrotado na batalha naval de Salamina, em 480 a.C., assim como na batalha terrestre de Platea e na batalha naval de Micala (ou Micale), em 479 a.C.

IMPÉRIO MUNDIAL
Apesar da derrota na Grécia, a Pérsia continuou exercendo influência política e cultural no Mediterrâneo. Pagavam tributos aos reis persas, desde os povos citas, do norte Mediterrâneo até povos das fortalezas na fronteira do Alto Egito, no sul. A diversidade cultural abrangia desde as cidades históricas e sedentárias da Babilônia, onde residia uma elite cada vez mais miscigenada de gregos e babilônios, aos reinos emergentes na fronteira caucasiana, que enviaram destacamentos para o exército persa e reproduziram componentes da corte em sua arquitetura o objetos de luxo. Tudo para agradar ao grande Império. Mas, não era fácil administrar um império tão vasto e variado - simples viagem entre duas das várias capitais reais podia levar até três meses. Estradas reais, com postos de apoio e rações de viagem cuidadosamente administrados ofereciam eficiente rede de comunicações. Por esses caminhos se transportavam ordens, cartas, artigos de luxo e pessoal especializado.

Reuniam-se os exércitos localmente, da acordo com a necessidade. Os governantes persas falavam a própria lingua (o persa arcaico), somente registrado em poucas inscrições reais em monumentos de cidades do império. Fazia-se a comunicação oficial em aramaico, lingua franca herdada da administração assíria. Mas chegaram até os dias atuais apenas fragmentos de documentos de pergaminho e papiro. Cartas do Egito e registros do Afeganistão ilustram como o movimento de funcionários e provisões era estritamente controlados por administradores locais, sob a autoridade de sátrapas - governadores persas em geral apontados pelo rei e que a ele respondiam. As interconexões levaram a intercâmbio sem precedentes de idéias e pessoas em vasta região.


DECLÍNIO E QUEDA

Durante o reinado de Artaxerxes I, segundo filho de Xerxes, os egípcios se rebelaram com a ajuda dos gregos. Embora a revolta fosse contida em 446 a.C., ela representou o primeiro ataque importante contra o Império Persa e o inicio de sua decadência. Apesar da boa organização, os persas não conseguiram controlar todo o gigantesco império. Os povos dominados vivam se revoltando, e as rebeliões foram dividindo e enfraquecendo o império.

O último rei da dinastia aqemênia, iniciada por Ciro, foi Dario III, que perdeu metade do Império na invasão de Alexandre, o Grande em 330 a.C. Dario III teria sido preso e morto por seu próprio exército. No mesmo ano de 330 a.C. os gregos e macedônios, comandados por Alexandre o Grande, invadiram e destruíram o Império Persa.

Fonte:
Módulo I da Faculdade Teológica Betesda
Panorama do Antigo Testamento - Editora Vida
Enciclopédia Ilustrada da História - Duetto Editora

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Papa Convida Protestantes Históricos a se Juntarem aos Católicos Contra Avanço Pentecostal


O papa Bento XVI disse nesta sexta-feira que as igrejas cristãs históricas estão "perplexas" e preocupadas com o avanço das igrejas pentecostais, e convidou os protestantes a trabalhar junto com os católicos para testemunhar a fé em um mundo secularizado.

Joseph Ratzinger fez esta declaração em um encontro com os representantes do Conselho da Igreja Evangélica Alemã (EKD) em Erfurt, cidade onde Martinho Lutero (1483-1546) foi ordenado sacerdote católico em 1507, antes de liderar a reforma protestante, em 1521.

Esta viagem do Papa à sua Alemanha natal tem um caráter ecumênico. Foi por vontade de Bento XVI que o encontro aconteceu no antigo convento onde Lutero estudou. De acordo com o Papa, a única paixão e o centro da vida de Lutero foi Deus.

Nesta sexta-feira o Papa defendeu que o mais necessário para o ecumenismo é não perder as grandes coisas que têm em comum.

"A coisa mais importante para o ecumenismo é que, pressionados pela secularização, não percamos as grandes coisas que temos em comum, aquelas que nos fazem cristãos e que temos como dom e tarefa", afirmou.

"Foi um erro ter visto majoritariamente aquilo que nos separa e não ter percebido de forma essencial o que temos em comum nas grandes pautas da Sagrada Escritura e nas profissões de fé do cristianismo antigo", acrescentou.

O Papa defendeu que os cristãos reconheçam a comunhão como um fundamento imperecível. "Infelizmente, o risco de perdê-la é real. Nos últimos tempos, a geografia do cristianismo mudou profundamente e continua mudando".

O Papa Ratzinger afirmou que este fenômeno mundial de mudança traz um cristianismo com pouca densidade institucional, pouca bagagem racional e pouca estabilidade. Por isso, ele defende a obrigação de questionar o que permanece válido e o que pode ser mudado na opção pela fé.

Após o encontro, Bento XVI e os líderes religiosos protestantes farão uma celebração ecumênica, quando um bispo evangélico lerá o salmo 164 na tradução feita por Lutero, na qual expressa a vocação cristã comum para louvar a Deus.

O Papa fará uma oração para a unidade dos cristãos, e o presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, fará uma prece sacerdotal e recitará a oração do pai-nosso.

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Caverna de Zedequias


A descoberta


Algumas das descobertas arqueológicas mais fascinantes na Terra de Israel foram resultado de circunstâncias fortuitas. A Caverna de Zedequias é uma dessas descobertas. No inverno do ano de 1854, o Dr. James Turner Barclay (1807-1874), um distinto erudito americano, na época a trabalhar em Jerusalém, passeava com o seu filho em dia de algum sol, fora das muralhas da Cidade Velha. Estavam perto da Porta de Damasco, e o cão da família corria à sua volta, divertindo-se, aproveitando a liberdade que o momento lhe oferecia. O passeio estava a ser agradável, até que, de repente, o cão desapareceu. O Dr. Barcley chamou-o repetidamente, assobiando do mesmo modo pelo qual o animal estava habituado a reconhecê-lo, mas não obteve nenhuma resposta. Tanto ele como o seu filho continuaram à procura do bicho, sem qualquer resultado. A dada altura, junto à zona rochosa onde as muralhas estavam edificadas, o rapaz penetrou a custo numa cova – que era na verdade uma cisterna profunda que recebia as águas das últimas chuvas – e ficou surpreendido quando, lá bem do fundo da terra, ouviu o seu cachorro a ladrar. Entrando da mesma forma que o filho, o Dr. Barcley pôde perceber que se encontravam numa caverna – escura, e ao que parecia, enorme. Desta forma, ao cão aventureiro do Dr. Barcley é atribuída a redescoberta da maior gruta artificial alguma vez encontrada em Israel. Voltando na noite seguinte, desta vez com meios de exploração, James Turner Barcley percebeu imediatamente a dimensão e importância daquele lugar. E dias depois, apresentou ao mundo a Caverna de Zedequias.


A caverna esquecida
Embora a opinião não seja consensual, crê-se que foi durante a construção das muralhas da cidade por Solimão II (1495-1566), o Magnífico, Sultão do Império Otomano, que a Caverna de Zedequias foi bloqueada com grandes pedras, de modo a impedir que se tornasse num elo fraco na estrutura de fortificações da cidade. Permaneceu selada até à sua redescoberta no inverno de 1854. Durante o Mandato Britânico (1917-1947) foi aberta ao público. Durante a II Guerra Mundial foi adaptada como abrigo, para a eventualidade de bombardeamentos alemães ou italianos. Sob o governo Jordano foi novamente fechada, e reaberta depois da Guerra dos Seis Dias (1967), já sob controle israelita.


Aspecto e dimensões

A gruta é, na verdade, uma enorme pedreira de onde foram retiradas, durante anos, as pedras necessárias à construção de grande parte dos edifícios nobres da Cidade de Jerusalém. Como já pudemos perceber, a boca da gruta situa-se muito perto da Porta de Damasco, junto às rochas que servem de fundação à muralha da cidade, estendendo-se por baixo dela, para sul. Os pilares que se observam não são senão partes da caverna de onde não foi extraída qualquer matéria-prima, de modo a servirem de suporte aos milhares e milhares de toneladas que lhe estão por cima. A gruta tem uma área de 9.000 metros quadrados. Mede 230 metros de comprimento (ainda que galerias recentemente descobertas quadrupliquem este valor), e excede os 100 metros de largura máxima. A altura média é de 15 metros, ou seja, a correspondente a um prédio de 4 andares. A espessura de rocha que vai do tecto da caverna até às fundações da cidade acima de si, é de 10 metros.


A pedreira subterrânea mais importante de Israel

A proximidade da pedreira em relação à cidade, e o facto de se encontrar numa gruta, provendo aos trabalhadores uma defesa natural contra o sol escaldante do verão, deram a este lugar argumentos suficientes para a transformarem na pedreira subterrânea mais importante do país. Por outro lado, a qualidade da pedra dali retirada é excelente. Grande parte pertence ao tipo que em árabe se designa por "Melekeh", ou seja, "real". E fazendo jus ao seu nome, ela foi realmente usada na construção dos edifícios reais da cidade, sendo o Monte do Templo o exemplo maior.


Os primeiros trabalhadores da pedreira

Quem foram os primeiros trabalhadores destas pedreiras? Teriam sido os construtores do rei Salomão? A Bíblia relata: "Tinha também Salomão setenta mil que levavam as cargas e oitenta mil que cortavam nas montanhas. Afora os chefes dos oficiais de Salomão, os quais estavam sobre aquela obra, três mil e trezentos, que davam as ordens ao povo que fazia aquela obra. E mandou o rei que trouxessem pedras grandes e pedras preciosas, pedras lavradas, para fundarem a casa." – I Reis 5:15-17
Estes versículos desde sempre intrigaram os eruditos. Alguns, sugeriram mesmo que a proximidade do Monte Moriá e Ofel com a Caverna de Zedequias terá levado Salomão a utilizar preferencialmente esta fonte de matéria-prima, de fácil acesso e transporte para as suas construções. E é dessa forma que surge o outro nome pelo qual a caverna é conhecida: As Pedreiras do Rei Salomão. No entanto, nada disso foi provado até agora.


A época de actividade da pedreira

Como vimos, há quem advogue que o local está ligado às construções salomónicas. Mas, na verdade, situarmos a actividade desta pedreira no Período do Primeiro Templo requer provas mais substanciais que até ao presente não se encontram ainda disponíveis. O mais provável é que ela tenha começado a ser utilizada no Período do Segundo Templo, mais propriamente durante as enormes obras de construção levadas a cabo pelo Rei Herodes. Certo é que a dada altura a pedreira foi abandonada, e depois disso o acesso foi bloqueado. Crê-se, como atrás foi dito, que isso aconteceu durante a construção das muralhas já no século XVI (1535-1538), por Solimão. A seguir, a instabilidade da vida em Israel e o tempo, encarregaram-se de fazer esquecer a sua localização.

Mas sabemos, e isso sem qualquer sombra de dúvida, quando foram cortadas as últimas pedras desta pedreira. Aconteceu no século XX, em 1904, precisamente 50 anos depois da redescoberta de Barclay. Os Turcos, então em Jerusalém, erigiram na Porta de Jafa uma torre com um relógio, monumento que fazia parte de uma série de outros similares espalhados por todo o Israel. A pedra dessa torre veio da Caverna de Zedequias, que foi desmantelada nos anos 20, já durante o Mandato Britânico.





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