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Arqueologia da Cidade de Cafarnaum



Cafarnaum, (em grego Kαφαρναουμ, transl. Kapharnaoum; em hebraico: כפר נחום, transl. Kephar Nachûm, "aldeia" ou "vila de Naum"), é uma cidade bíblica que ficava na margem norte do Mar da Galiléia, próxima de Betsaida (terra natal de Simão Pedro) e Corozaim.
Muito perto passava a importante Via Maris (Estrada do Mar), que ligava o Egipto à Síria e ao Líbano e que passava por Cesareia Marítima.
O facto de possuir uma alfândega (Mateus 9:9) e uma guarnição romana sugere que se tratava de uma cidade fronteiriça entre os estados de Filipe e Herodes Antipas. O capitão da guarnição mostrou-se particularmente amistoso para com os judeus, construindo-lhes a sinagoga (Mateus 8:5-13; Lucas 7:1-10).


A tradição situa-a em Khan Minyeh, 9.5 km a norte de Tiberíades, mas, mais recentemente, foi identificada com Tell Hûm, a 4 km da nascente do Jordão, na margem noroeste do Mar da Galiléia, versão que tem sido mais bem aceite. Foi escavada, em Tell Hûm, uma sinagoga judaica e depois reconstruída parcialmente. Data do século IV, mas não é certo que se situe no mesmo local daquela em que Cristo ensinou (Marcos 1:21).

SINAGOGA EM CAFARNAUM







Escavações, levadas a cabo por V. Corbo, desde 1968, puseram a descoberto, em Cafarnaum, casas que remontam ao século I a.C., assim como outras estruturas. Entre elas encontra-se uma igreja cristã octogonal, contendo um baptistério (século V d.C.) e uma casa do século IV d.C., que os arqueólogos acreditam ter sido construída no local em que então se pensava que ficara a casa de Pedro.
Grafites gregos, aramaicos, siríacos e latinos testificam do facto de a cidade ter sido frequentemente visitada por peregrinos cristãos no século IV.

casa de pedro


CAFARNAUM - Cidade da Galiléia localizada às margens do mar Galiléia. Fica mais ou menos a 35 km de Nazaré. Jesus deu início ao seu ministério público na sinagoga dessa cidade. Cafarnaum tornou-se o centro da atividade de Jesus na Galiléia (Mt 4.13). Era o principal centro comercial e social dessa região. Ali, sobre a grande estrada entre a Síria e a Palestina, eram recolhidos os impostos de alfândega e se encontrava estacionada uma guarnição romana. Jesus veio para esse lugar após sair de Nazaré. Em Cafarnaum Jesus convocou Mateus.






Cristo profetizou a queda de Cafarnaum, e atualmente seus montes de pedras de basalto negro provenientes das edificações se estendem por um quilômetro e meio ao longo da costa do mar. Por todos os lados aparecem linhas tênues de edificações sobre a superfície. As mais importantes dessas edificações são as ruínas de uma estrutura de forma octogonal, apontada atualmente como sendo a casa de Pedro (é provável que seja um edifício comemorativo do lugar onde se encontrava a casa do apóstolo Pedro), e as ruínas de uma das melhores e mais bem conservadas sinagogas da Galiléia.





Todo trabalho de escavação nesse lugar tem-se limitado à sinagoga. Esta era uma construção de dois andares, com um telhado de duas águas medindo 18 por 24 metros, voltada para Jerusalém. No seu lado oriental havia um belo átrio provido de pórticos. A própria sinagoga fora edificada com pedra calcária branca, e em seu interior havia uma fileira de colunas de cada lado, que estabilizavam o edifício e tornava possível a existência de varandas no segundo andar para mulheres que dali assistiam ao culto.




As decorações no friso interior, na cornija e nos umbrais das portas dessa sinagoga são de uma variedade infinita. Elas incluem figuras de pássaros, de plantas, de animais e de criaturas mitológicas, assim como desenhos geométricos. Ali se encontram os símbolos tradicionais sagrados dos judeus, tais como o candelabro de sete braços e a estrela de seis pontas.


No friso existe um relevo que representa claramente a Arca da Aliança, que ia diante do povo de Israel durante sua peregrinação pelo deserto.





Em uma das colunas de pedra calcária branca há uma inscrição em aramaico que diz: “HLPW, filho de Zebida, filho de Johanan, fez esta coluna. Que ele seja bendito”. Estes nomes, diz o doutor Glueck, corespondem aproximadamente a Alfa a Zebedeu e a João, mencionados no Novo Testamento, na lista de discípulos de Jesus.





Muitos acreditam que essa sinagoga é a que foi edificada pelo centurião (Lc 7.1-5), e a que Jesus visitou na cidade, mas a maioria dos arqueólogos opina que ela foi erguida durante o segundo ou terceiro século d. C., no suposto lugar da sinagoga da época de Cristo. Eles baseiam suas conclusões na arquitetura e especialmente na ornamentação.


FONTES:
Bíblia Thompson – Editora Vida
Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista

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ARQUEOLOGIA DO MONTE CALVÁRIO

MONTE CALVÁRIO


Calvário ou Gólgota. Ambas as palavras, a primeira derivada do latim e a segunda do aramaico, significam “caveira” ou “lugar da caveira” e fazem referência ao lugar onde Cristo foi crucificado (Mt 27.33; Lc 23.33).

A localização exata do Calvário é atualmente desconhecida devido ao fato de Tito ter destruído Jerusalém no ano 70 d.C. Durante uns 60 anos, a cidade permaneceu em total ruína. Poucos cristãos regressaram para viver ali, e os que o fizeram certamente eram meninos quando fugiram da cidade, e ao regressaram não tiveram condições de reconhecer nenhum lugar em meio à devastação total ocorrida 60 anos antes. As Escrituras somente indicam que a horrenda tragédia aconteceu na parte de fora dos muros, em lugar proeminente, que podia ser visto de longe. O Calvário encontrava-se mais ou menos próximo de uma porta cidade, perto de uma rua que evidentemente passava através da porta e diante do lugar de execução (Jo 19.20). João declara que o túmulo encontrava-se em um horto nas proximidades do lugar da crucificação (Jo 19.41).

Têm sido sugerido vários lugares como provável localização da sepultura de Jesus, mas só dois deles é considerado com seriedade. Um é o interior da Igreja do Santo Sepulcro e o outro é o Calvário de Gordon, com sua Tumba do Jardim.

A IGREJA DO SANTO SEPULCRO

Foi construída da seguinte maneira: no ano de 312 d.C., Constantino conta que teve a visão de uma cruz no chão, e as palavras: “Conquista por esta”. Ele fez da cruz o estandarte do seu exército, e depois dessa resolução alcançou um êxito tão fenomenal nos seus empreendimentos que, após certo tempo, tornou-se o senhor e o monarca da Europa e da Ásia ocidental. Desejando pagar essa dívida a Cristo e ao cristianismo, enviou sua mãe Helena à Terra Santa com a missão de localizar o túmulo onde Jesus havia sido sepultado. Com a ajuda de Eusébio, bispo de Cesaréia, e de Macário, bispo de Jerusalém, foram removidos os escombros de um pequeno monte e desenterrado um túmulo existente ali. Nas proximidades foram encontradas três cruzes, outra evidência que os levou a assinalar esse lugar como o Calvário, e o túmulo como o que havia servido de sepultura a Jesus.

Entrada do Santo Sepulcro


Helena divulgou a notícia, o mundo cristão se regozijou, e o imperador Constantino ergueu um magnífico complexo de edificações sobre o lugar. Essas edificações foram concluídas no ano 335 d.C, e passaram a ser conhecidas como igreja do Santo Sepulcro.

O pequeno ambiente que conserva a laje do Sepulcro de Jesus


Esse edifício permaneceu em pé até o ano 614 d.C, quando Chosroes II o demoliu e o queimou. Foi reconstruído com doações do povo, e permaneceu em pé até que o chamado “furioso califa Hakem” o destruiu outra vez, no ano 1010. Em um lapso de 38 anos foi novamente reconstruído, e mais tarde tomado pelos cruzados, quando estes entraram em Jerusalém no ano de 1099. Imediatamente resolveram ampliar e embelezar a estrutura. Esse edifício permaneceu em pé até que foi destruído em setembro de 1808 por um grande incêndio. Três milhões de dólares foram doados para a sua restauração, e em dois anos ergueram outra igreja no lugar. Essa não era tão bela e sólida como as anteriores, todavia, atualmente se encontra em pé, tendo-se constituído em motivo de orgulho e glória para os cristãos do Oriente. É uma estrutura de dois andares, que cobre tanto o lugar da crucificação como a suposta tumba onde Cristo foi sepultado.

Local da Crucificação


O Santo Sepulcro está localizado em um compartimento de grande tamanho no extremo ocidental da nave, onde cada um dos grupos cristãos ocupa um determinado turno para realizar serviços religiosos em ocasiões especiais. Distante poucos metros dali, em uma elevação de 4,6 metros acima do nível da tumba, encontra-se a chamada “cruz verdadeira”, adornada de pedras e jóias preciosas avaliadas em milhões de dólares.

Interior do Santo Sepulcro

Pedra da Unção — Esta simples pedra de calcário rosa representa, para os cristãos, o lugar onde, sobre o corpo de Jesus, depois de descer da Cruz, foi espalhada "uma composição de mirra e de aloés" e chorado pela Mãe antes de ser fechado no sepulcro.


Nenhum outro lugar cristão tem sido contemplado com tanta admiração nem tratado com tanta reverência como esse que está ocupado pelo edifício conhecido como “a Igreja do Santo Sepulcro”. Por nenhum outro lugar se tem lutado tanto, e nenhum outro local tem sido alvo de anelos tão profundos como esse. A razão é porque se acredita que essa colina seja o Gólgota, e que esse sepulcro tenha sido o local onde o Senhor foi sepultado. Todavia, o lugar se acha no interior dos muros da Jerusalém atual, e muitos se perguntam se não poderia estar também no interior dos muros da cidade no tempo de Herodes.



O CALVÁRIO DE GORDON E A TUMBA DO JARDIM



Estão situados em uma solitária colina cinzenta ao norte de Jerusalém, a um “tiro de pedra” do muro antigo, e a 213 metros por fora da porta de Damasco. Este é um lugar proeminente, que cobre 1,2 hectares e pode ser visto claramente de todas as direções. Na condição de colina, ergue-se de 12 a 15 metros acima do campo circundante. O lado da colina que está em frente da cidade é arredondado na parte superior, e tem certa aparência de uma caveira humana. Ali existem cavernas para os olhos, uma rocha saliente para o nariz, uma fenda larga para a boca e uma protuberância mais abaixo para o queixo. Isto se constitui em uma semelhança tão grande da natureza, como nenhuma das que comumente se observam em diferentes partes do mundo.

Em 1842, Otto Theniu, de Dresden, estudou essa colina mui cuidadosamente, e afirmou que era o Gólgota. Disse que tradicionalmente esse era o lugar judaico dos apedrejamentos. Estava localizado fora da cidade e tinha a forma de uma caveira. Ao regressar ao seu hotel, comentou: “Hoje encontrei o lugar exato do Calvário.” O general Gordon escreveu à sua irmã e a outras pessoas acerca dessa possibilidade. Em seguida continuou a sua viagem e foi morto três anos mais tarde em Kartum, África. Lew Wallace, o capitão Conder e outros, pareciam estar de acordo com o ponto de vista de Gordon. Portanto, passado certo tempo, foi adquirida uma porção de terra a oeste da colina da caveira. Durante as escavações, encontrou-se um Jardim antigo, no qual havia uma tumba que tinha sido selada em outra oportunidade por uma pedra rolante. Algumas escavações nas proximidades descobriram outras tumbas cristãs da antiguidade.

Um grupo de protestantes ingleses adquiriu o lugar, cercou a região e colocou um guarda na tumba. Atualmente, o local é conhecido como o Calvário e a Tumba do Jardim de Gordon. A tumba é totalmente destituída de decoração ou ostentação, e isso tem impressionado as pessoas que visitam o local. Nesse local têm sido realizadas muitas memoráveis celebrações de Páscoa. Moody e Talmage pregaram ali, e centenas de milhares de pessoas têm-se reunido respeitosamente nesse lugar, provenientes de todas as regiões da terra.

Tumba do Jardim - Provável lugar onde foi colocado o corpo de Jesus (João 19:41)


Túmulo vazio - jardim da tumba, Jerusalém

"Ele não está aqui pois ressuscitou" - Placa no Túmulo Vazio, Jerusalém

Numerosas escavações tem sido realizadas ali, além de esforços para seguir o curso que pode haver tomado o muro do norte, durante a época de Cristo. Os trabalhos de alvenaria herodiana que estão sob a porta de Damasco indicam a presença do muro nessa região durante os dias do Senhor aqui na terra, mas o curso exato do muro desde a porta de Jafa até a porta de Damasco necessita ser determinado. Só depois disso é que se poderá decidir se o lugar que a Igreja do Santo Sepulcro ocupa atualmente estava localizado dentro ou fora do muro da cidade. Enquanto isto não for determinado, não será possível dar a última palavra sobre a localização exata do calvário.


FONTE:
Bíblia Thompson - Suplemento de Arqueologia

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NÍNIVE, CAPITAL DO IMPÉRIO ASSIRIO

RUÍNAS DO PORTÃO DE ENTRADA DA CIDADE DE NÍNIVE CAPITAL DO IMPÉRIO ASSÍRIO.


Nínive, a famosa capital do antigo Império Assírio, é mencionada no tempo de Hamurabi, como sendo sede do culto ao deus Istar. Em 2Reis 19.36 e em Isaías 37.37, ela é pela primeira vez, claramente indicada como residência oficial do monarca da Assíria.

Estava localizada a 450 quilômetros de Babilônia, sobre a margem oriental do rio Tigre e do outro lado do rio da moderna Mossul. Era chamada a “cidade dos ladrões”, porque seus moradores invadiam e despojavam outras regiões para enriquecer-se. Nínive teve uma história cheia de colorido, ainda que trágica, especialmente depois do nono século a.C., até a época de sua destruição final diante do ataque de uma união de forças encabeçada pelos medos e babilônicos em 612 a.C.

Nos dias do profeta Jonas, Nínive era uma cidade de grande importância e também uma grande cidade tanto que Jonas levou três dias para percorrê-la (Jn 1.2; 3.3). A sua população era calculada em 600 mil pessoas. Talvez não fosse uma cidade cheia de edifícios, já que continha grandes parques, extensos campos e casas isoladas. Quer dizer, não existiam ruas com casas ligadas umas as outras, mas existiam muitas ruas a serem percorridas pelo profeta.

RUÍNAS DA CIDADE DE NÍNIVE CAPITAL DO IMPÉRIO ASSÍRIO.


Henry Austin Layard visitou as ruínas de Nínive em 1845, e calculou que o circuito total de sua área rodeada de muralhas era de 11 quilômetros. Dentro do recinto de 728 hectares de extensão havia dois quilômetros. O do sul media 30 metros de altura, e cobria uma extensão de 16 hectares.


O montículo do norte media 26 metros de altura, e cobria uma extensão de 40 hectares e era chamado “Kuyunjik” (o castelo de Nínive).

Lamassu de Sargão II,Dur Sharrukin (agora Khorsabad), o Iraque720-705 aC
Antigo Oriente Médio

Cabeça de um governante acádio,Nínive (agora Kuyunjik), o Iraque2250 - 2200 aC
Antigo Oriente Médio


Uma pequena área de pós-imperturbável Assírio permanece cerca de 5 m. profunda foi observada no extremo oeste do palácio de Senaqueribe. Seis pisos distintos e algumas paredes de tijolos foram encontrados associados. Dois dos andares (F207 e F208) eram de construção muito similar. Cerca de 8 cm. de espessura, que consistia de um cimento duro branco sobre uma base de seixos do rio.



Layard cavou valas no promontório norte e desenterrou uma porta flanqueada por dois leões alados e um muro no qual estava escrito em caracteres cuneiformes, o nome de Senaqueribe. Ao adentrar ainda mais na cidade, Layard desenterrou o palácio real de Senaqueribe, cuja área de passeio estava ladeada por touros alados que tinham inscritas em seu corpo as crônicas do rei, em caracteres cuneiformes. Imensos salões de 12 metros de largura por 55 metros de cumprimento conduziam ao interior do palácio.

Arqueólogos do Museu Britânico, situado em Londres, anunciaram em julho de 2007 um achado arqueológico que se reporta a um dos oficiais (nobres) do rei Nabucodonozor mencionado pela Bíblia, mais exatamente no capítulo 39 do profeta Jeremias.(Jeremias 39.3)
Trata-se de um tablete de barro com escrita cuneiforme do décimo ano de Nabucodonosor II (595 a.C.) e mencionando Nebo-Sarsequim, príncipe que participou do cerco de Jerusalém, apresentando uma oferenda de ouro no templo principal da Babilônia, provavelmente em honra aos seus deuses.

RUÍNAS DA FORTIFICAÇÃO DA CIDADE DE NÍNIVE.


Em 1851, durante a escavação de uma parte do templo de Nebo, ao lado do palácio de Senaqueribe, eles retiraram o lixo de dois grandes quartos que tinha comunicação entre si e encontravam uma parte da biblioteca real acumulada por vários reis e dedicados a Nebo, o escriba divino que havia “criado as artes e as ciências e todos os mistérios relacionados com a literatura e a arte de escrever”, conforme crença dos ninivitas.


Em 1853 Harmuzd Rassam continuou as escavações de Nínive e pouco depois desenterrou o palácio do rei Assurbanipal, no qual havia um grande e baixo-relevo que representava o rei de pé em um carro de guerra, preparado para sair em uma expedição de caça. Em dois andares contíguos de altas cúpulas, foram descobertas amontoadas no piso milhares de preciosas tabuinhas de argila, que se constatou ser uma grande porção da biblioteca de Assurbanipal. Seus mestres lhe tinham ensinado a ler e a escrever em vários idiomas, tal como ele mesmo o expressa em uma das inscrições: “Eu, Assurbanipal, aprendi no palácio a sabedoria de Nebo, a arte completa de escrever em tabuinhas de argila de todas as classes. Tornei-me perito em várias classes de escritura... li as belas tabuinhas de argila de Sumer e a escritura acadiana, que é muito difícil de dominar. Experimentei o prazer de ler inscrições em pedra, pertencente à época anterior ao dilúvio”.

Assurbanipal e Libbali-šarrat comemorando a derrota dos elamitas em 645 aC. © O Museu Britânico.


Era tão grande o interesse de Assurbanipal pela literatura e pela erudição, que ao subir ao trono, reprimiu rapidamente um levante no Egito, conquistou a Lídia e a Pérsia, e depois de consolidar seu reino, entregou-se a tarefa da erudição até transformar-se no monarca mais poderoso e culto de sua época, e um dos maiores patrocinadores da literatura no mundo. Enviou escribas eruditos a Assur, Babilônia, Cuta, Nipur, Acade, Ereque e a outros centros estratégicos ao longo e ao largo de seu vasto império, onde foram copiados e reunidos livros (de argila) de astrologia, história, gramática, geografia, literatura, medicina e leis, como também cartas, orações, poemas, hinos, esconjuros, oráculos, dicionários, crônicas, títulos de vendas de terrenos, contratos comerciais e registros legais, além de uma quantidade de outros temas de interesse geral e específico. Todos os livros foram trazidos ao palácio de Assurbanipal em Nínive, onde ele não só os estudou ou cotejou, mas também em muitos casos mandou fabricar tabuinhas novas de argila nas quais foram gravadas cópias bilíngües em escritura cuneiforme, e mais tarde foram arquivadas em forma metódica. Ao completar-se sua biblioteca tinha em torno de 100.000 volumes tornando-se uma das maiores e mais preciosas de todas as épocas da antiguidade.

Após a derrota de Samas-Sumu-ukin, Assurbanipal retratado-se como o rebuilder e restaurador de Babilônia. Nesta estela que ele carrega um cesto de terra para a fabricação do tijolo ritual primeiro a ser estabelecidas para reparos ao templo do deus Ea, em Babilônia. © O Museu Britânico.

A destruição de Nínive se deu 200 anos depois que o profeta Jonas pregou arrependimento ou destruição total da cidade. O povo entendeu e aceitou a pregação e Deus suspendeu o juízo (Jo 3.5). A suspensão da calamidade durou por 200 anos, após os quais a cidade voltou novamente a praticar iniqüidades com mais força que no tempo de Jonas. A profecia de Jonas foi literalmente cumprida pela ação combinada dos medos e babilônios (606 a.C.).

Os escritores gregos e romanos dizem que o último rei, a quem chamam de Sardanápalo, era levado a resistir aos seus inimigos em conseqüência de uma antiga profecia que dizia que nunca Nínive seria tomada de assalto enquanto o rio não se tornasse seu inimigo. Mas uma repentina inundação, que derribou vinte estádios de muralha, convenceu-o de que a palavra do oráculo estava se cumprindo, e então buscou a morte, ao mesmo tempo em que destruía seus tesouros. O inimigo entrou pela brecha na muralha e a cidade foi saqueada e arrasada. (O profeta Naum tinha anunciado a destruição de Nínive: “E com uma inundação transbordante acabará de uma vez com o seu lugar; e as trevas perseguirão os seus inimigos” Na 1.8). “As portas dos rios se abrirão, e o palácio será dissolvido” (Na 2.6).

O historiador Diodoro Sículo descreveu os fatos de tal modo que fica claro que as palavras do profeta foram literalmente cumpridas. Conta ele que o rei da Assíria, ensoberbecido por suas vitórias, tinha determinado que houvesse dias de festa, nos quais deveria ser dada aos seus soldados abundância de vinho. O comandante dos invasores, tendo sido informado dessa situação pelos desertores do exército da Assíria, tratou logo de efetuar o ataque. Derrotando e pondo em fuga o inimigo. Deste modo tornaram-se verídicas as palavras do profeta: “Porque ainda que eles se entrelacem como os espinhos, e se saturem de vinho como bêbados, serão inteiramente consumidos como palha seca“ (Na 1:10).

A completa e perpétua destruição de Nínive e a sua desolação foram profetizadas: “Estenderá também a sua mão contra o norte, e destruirá a Assíria; e fará de Nínive uma desolação, terra seca como o deserto. E no meio dela repousarão os rebanhos, todos os animais das nações; e alojar-se-ão nos seus capitéis assim o pelicano como o ouriço; o canto das aves se ouvirá nas janelas; e haverá desolação nos limiares, quando tiver descoberto a sua obra de cedro” (Sf 2-13-14).

Hoje, onde existiu a grande Nínive, os canais estão secos, não há mais água, a não ser no período das chuvas, quando os campos aparecem verdes. Podem ser vistos rebanhos de ovelhas e camelos procurando escassas pastagens naquelas terras áridas. As abandonadas salas dos seus palácios são agora habitadas por feras e outros animais, como hiena. Lobo, chacal e raposa.

Jamais, em todos estes séculos passados, alguém conseguiu reconstruir a cidade de Nínive. Provando que a Bíblia e seus profetas precisam ser levados a sério, já que trazem a Palavra de Deus.


Fontes:
Dicionário Bíblico, Betânia
Bíblia Thompson

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MONTES DA PALESTINA

MONTE DAS OLIVEIRAS - JERUSALÉM


Monte das Oliveiras (Jebel et-Tur), montanha localizada na parte oriental de Jerusalém (Ez 11.23). A Cidade Santa está separada do monte sagrado só pelo Vale do Cedrom, que tem 800 metros de largura. Na realidade há três pináculos arredondados, que são demarcados com clareza: O monte Scopus no norte, o monte da Ofensa no sul e o monte das Oliveiras no centro. O monte central ergue-se a 817 metros acima do nível do mar, e isto quer dizer que ele está uns 61 metros acima da área do templo de Jerusalém.

igreja da ascensão


interior da igreja da ascensão

Na parte central do cume se encontra a chamada Igreja da Ascensão, construída originalmente durante o quarto século com recursos fornecidos pelo imperador Constantino. A curta distância a oeste do cume e no terreno mais baixo encontra-se a Igreja do Pai Nosso, construída em 1868 para perpetuar a tradição de que nesse lugar Jesus teria ensinado o Pai Nosso aos seus discípulos. Em anos recentes foi descoberto um cemitério antigo perto do lugar tradicional onde Jesus chorou sobre Jerusalém. P. B. Bagatti examinou as tumbas e, segundo seus cálculos, o cemitério estava em uso durante o primeiro século d.C., e também nos séculos terceiro e quarto. Foram encontrados uns 36 ossários (cofres de sepultura), que correspondiam ao primeiro século, e nos quais estavam escritos nomes como os de Jairo, Simão Bar-Jonas, Maria, Marta e Siloé. Um dos ossários apresenta o nome de “Judá, o prosélito de Tiro”, junto com um símbolo cristão. Outro tem uma cruz cuidadosamente desenhada, e em outro estão combinadas as letras gregas Lota, Chi e Beta, que segundo os especialistas podiam representar “Jesus Cristo Rei”. Ninguém acredita que este seja o lugar onde Jesus foi sepultado, mas o cemitério provavelmente pertence a umas das primeiras comunidades cristãs judaicas de Jerusalém.


FONTE:
Bíblia Thompson, Suplemento de Arqueologia


MONTE HERMOM


Uma montanha junto à fronteira nordeste da Palestina e do Líbano, com vista para a cidade fronteiriça de Dã. Fica coberto de neve; de seu degelo nasce o rio Jordão. O monte Hermon domina Canaã, vendo-se o seu diadema de neve e sua crista acima das alturas, que estão em volta.

Para a Síria, era esse monte o lugar santo da sua religião. O culto a Baal era a religião predominante em Canaã, antes da chegada dos israelitas. Na maioria dos picos altos do país havia altares conhecidos como “lugares altos”, quanto mais altos eram, mais sagrados eram considerados. Nesse lugar foram plantados bosquezinhos de arvores e erigidos altares para adoração. Como o Monte Hermon ultrapassava a todos os montes da região, era considerado como o “lugar alto” mais importante, o "altar dos altares". Os cananeus olhavam para o Monte Hermon da mesma forma como os muçulmanos olham hoje para Meca quando oram. Para Israel, já prevenidos contra a idolatria, que se praticava sobretudo nos altos, era a penas a fronteira natural do norte. Era o monte Hermom a grande baliza dos israelitas: constantemente se fala nele como sendo o seu limite setentrional.

Os hebreus conquistaram toda a terra, desde o rio Arnon até o monte Sião que é Hermon (Dt 4.48). Era o ponto norte, como era também o monte Tabor. Por outros nomes era conhecido o Hermom, sendo o nome mais antigo Sião. O seu orvalho é tão abundante que as tendas dos viajantes aparecem molhadas, como se sobre elas caissem grandes gotas de água.

O hermon é conhecido como caudilho das montanhas da Palestina mede oito quilômetros de largura por trinta e dois de comprimento. Têm três picos, o mais alto dos quais está a 2.796 metros acima do nível do mar Mediterrâneo. Durante séculos, antes da época de Abraão, o monte foi venerado por sua estreita relação com Baal.

Em contraste com este costume, Davi perguntou: “Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl 121.1-2).

Durante o verão de 1934, o doutor J. Stewart Crawford e G. Frederick Owen, encabeçaram uma pequena expedição durante a qual estudaram os antigos altares de Baal que rodeiam o Monte Hermon. Localizaram muitas ruínas e em cada caso, o altar estava orientado de tal maneira que quando o sacerdote e o devoto estavam no mesmo, todos olhavam na direção do santuário principal de Baal (Quibla), localizado sobre o mais alto dos picos do Hermon.

Ruínas dos templos feitos na encosta do Monte Hermon.

Monte Hermon.


Na continuidade do trabalho, escalaram a montanha e acharam as ruínas do templo de Baal, edificado com obra de alvenaria herodiana, indicando que datava de uma época imediatamente anterior e contemporânea do início da era cristã. Em um lugar baixo, perto do extremo noroeste do templo, a escavação encontrou montões de cinza e ossos queimados que haviam sido depositados ali como restos de sacrifícios. É evidente que este templo de Baal estava em pleno uso quando ocorreu a transfiguração de Jesus no cume sul.
Monte Hermon


FONTE:
Bíblia Thompson, Suplemento de Arqueologia
Dicionário Bíblico - Editora Didática Paulista


MONTE SIÃO - JERUSALÉM
Era a colina oriental de menor altura em Jerusalém, conhecida como Ofel (2 Cr 27.3; 33.14). Mais tarde, quando o monte Moriá se converteu na colina do templo, e quando a Arca da Aliança foi trazida da cidade de Davi ao templo, seu nome mudou (1 Rs 8.1; 2 Cr 5.2), este se converteu em Sião, o mais importante de todos os lugares sagrados para os profetas e povos desses séculos.


Após um ano e meio de escavações, arqueólogos israelenses descobriram, no Monte Sião, vestígios da face sul da muralha que cercava Jerusalém na época do Segundo Templo, entre 518 E.C. e 70 E.C – o que permitirá ter idéia mais exata de como era a cidade naquela época. "No período, a cidade foi um ponto de peregrinação judaica", contou o diretor da escavação, Yehiel Zelinger. Os muros encontrados, com cerca de 3 metros de largura, bem como o templo, foram destruídos pelos romanos em 70 E.C. Os especialistas também descobriram uma outra muralha do período Bizantino, de 324 E.C. a 640 E.C. O achado de duas construções de épocas distintas, segundo Zelinge, é uma esperança de encontrar vestígios da muralha da época do Primeiro Templo de Salomão, que foi destruído em 587 E.C.


Isaías disse acerca dele: “E criará o SENHOR sobre todo o lugar do monte de Sião, e sobre as suas assembléias, uma nuvem de dia e uma fumaça, e um resplendor de fogo flamejante de noite; porque sobre toda a glória haverá proteção” (Is 4.5). E Jeremias disse: “Porque haverá um dia em que gritarão os vigias sobre o monte de Efraim: Levantai-vos, e subamos a Sião, ao SENHOR nosso Deus” (Jr 31.6).

E do monte Sião, Zacarias disse: “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Zelei por Sião com grande zelo, e com grande indignação zelei por ela. Assim diz o SENHOR: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do SENHOR dos Exércitos, o monte santo” (Zc 8.2-3). O livro dos Jubileus também se refere a colina de Moriá, onde estava o templo como o monte de Sião.

Em alguns trechos bíblicos, Sião é o equivalente de Jerusalém, capital religiosa do povo de Deus (Is 28.16; Rm 9.33). O santuário de Deus, lugar de louvor e adoração onde habita o Senhor, onde Davi construiu sua casa e onde foi enterrado.
Monte Sião

FONTE:
Bíblia Thompson, Suplemento de Arqueologia


MONTE NEBO

Memorial dedicado a Moisés no Monte Nebo, na Jordânia. (Foto: Daniel Buarque/G1)


Monte de cima do qual Moisés contemplou a Terra Prometida, é com toda probabilidade a atual Jebel Neba, uma ramificação proeminente da cordilheira de Abarim que forma o altiplano moabita. Este monte encontra-se a 19 quilômetros a leste da desembocadura do Jordão, e a cinco quilômetros a oeste de Medeba. Está situada a mais de 1.220 metros acima do nível do mar Morto, e oferece uma vista clara e esplêndida de grande parte da Palestina imediatamente a oeste do Rio Jordão.



batistério

Desde o ano de 394 d.C., muitos peregrinos têm afirmado que havia uma igreja nesse lugar, a qual era conhecida como uma “pequena igreja” entre os primeiros peregrinos. Mas por volta do sexto século, Pedro, o Ibérico, a descreveu como “um grande templo, cujo nome foi dado em honra ao profeta Moisés, e com muitos monastérios edificados ao seu redor”. Continuou-se falando dessa igreja ampliada, até que em 1564 um monge português visitou o lugar e constatou que as edificações sobre o cume estavam abandonadas e em ruínas.






As escavações realizadas pelos franciscanos desde 1933 confirmam as histórias dos primeiros viajantes, que encontraram uma pequena igreja nesse lugar. A igreja foi ampliada no fim do século quinto e, conforme tudo indica, destruída por um terremoto no final do século sexto, e reedificada no ano 597. Na atualidade, o que se vê sobre o monte Nebo são as ruínas dessa igreja. Em seus pisos há mosaicos, além de algumas esplêndidas pinturas de animais e de arvores em uma das capelas. As extensas ruínas do edifício do monastério se agrupam ao redor da igreja nas direções oeste, norte e sul. Em dias claros, é possível parar no aterro e ver nitidamente as torres do monte das Oliveira em Jerusalém.
Monte Nebo

FONTE:
Bíblia Thompson, Suplemento de Arqueologia

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