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NÍNIVE, CAPITAL DO IMPÉRIO ASSIRIO

RUÍNAS DO PORTÃO DE ENTRADA DA CIDADE DE NÍNIVE CAPITAL DO IMPÉRIO ASSÍRIO.


Nínive, a famosa capital do antigo Império Assírio, é mencionada no tempo de Hamurabi, como sendo sede do culto ao deus Istar. Em 2Reis 19.36 e em Isaías 37.37, ela é pela primeira vez, claramente indicada como residência oficial do monarca da Assíria.

Estava localizada a 450 quilômetros de Babilônia, sobre a margem oriental do rio Tigre e do outro lado do rio da moderna Mossul. Era chamada a “cidade dos ladrões”, porque seus moradores invadiam e despojavam outras regiões para enriquecer-se. Nínive teve uma história cheia de colorido, ainda que trágica, especialmente depois do nono século a.C., até a época de sua destruição final diante do ataque de uma união de forças encabeçada pelos medos e babilônicos em 612 a.C.

Nos dias do profeta Jonas, Nínive era uma cidade de grande importância e também uma grande cidade tanto que Jonas levou três dias para percorrê-la (Jn 1.2; 3.3). A sua população era calculada em 600 mil pessoas. Talvez não fosse uma cidade cheia de edifícios, já que continha grandes parques, extensos campos e casas isoladas. Quer dizer, não existiam ruas com casas ligadas umas as outras, mas existiam muitas ruas a serem percorridas pelo profeta.

RUÍNAS DA CIDADE DE NÍNIVE CAPITAL DO IMPÉRIO ASSÍRIO.


Henry Austin Layard visitou as ruínas de Nínive em 1845, e calculou que o circuito total de sua área rodeada de muralhas era de 11 quilômetros. Dentro do recinto de 728 hectares de extensão havia dois quilômetros. O do sul media 30 metros de altura, e cobria uma extensão de 16 hectares.


O montículo do norte media 26 metros de altura, e cobria uma extensão de 40 hectares e era chamado “Kuyunjik” (o castelo de Nínive).

Lamassu de Sargão II,Dur Sharrukin (agora Khorsabad), o Iraque720-705 aC
Antigo Oriente Médio

Cabeça de um governante acádio,Nínive (agora Kuyunjik), o Iraque2250 - 2200 aC
Antigo Oriente Médio


Uma pequena área de pós-imperturbável Assírio permanece cerca de 5 m. profunda foi observada no extremo oeste do palácio de Senaqueribe. Seis pisos distintos e algumas paredes de tijolos foram encontrados associados. Dois dos andares (F207 e F208) eram de construção muito similar. Cerca de 8 cm. de espessura, que consistia de um cimento duro branco sobre uma base de seixos do rio.



Layard cavou valas no promontório norte e desenterrou uma porta flanqueada por dois leões alados e um muro no qual estava escrito em caracteres cuneiformes, o nome de Senaqueribe. Ao adentrar ainda mais na cidade, Layard desenterrou o palácio real de Senaqueribe, cuja área de passeio estava ladeada por touros alados que tinham inscritas em seu corpo as crônicas do rei, em caracteres cuneiformes. Imensos salões de 12 metros de largura por 55 metros de cumprimento conduziam ao interior do palácio.

Arqueólogos do Museu Britânico, situado em Londres, anunciaram em julho de 2007 um achado arqueológico que se reporta a um dos oficiais (nobres) do rei Nabucodonozor mencionado pela Bíblia, mais exatamente no capítulo 39 do profeta Jeremias.(Jeremias 39.3)
Trata-se de um tablete de barro com escrita cuneiforme do décimo ano de Nabucodonosor II (595 a.C.) e mencionando Nebo-Sarsequim, príncipe que participou do cerco de Jerusalém, apresentando uma oferenda de ouro no templo principal da Babilônia, provavelmente em honra aos seus deuses.

RUÍNAS DA FORTIFICAÇÃO DA CIDADE DE NÍNIVE.


Em 1851, durante a escavação de uma parte do templo de Nebo, ao lado do palácio de Senaqueribe, eles retiraram o lixo de dois grandes quartos que tinha comunicação entre si e encontravam uma parte da biblioteca real acumulada por vários reis e dedicados a Nebo, o escriba divino que havia “criado as artes e as ciências e todos os mistérios relacionados com a literatura e a arte de escrever”, conforme crença dos ninivitas.


Em 1853 Harmuzd Rassam continuou as escavações de Nínive e pouco depois desenterrou o palácio do rei Assurbanipal, no qual havia um grande e baixo-relevo que representava o rei de pé em um carro de guerra, preparado para sair em uma expedição de caça. Em dois andares contíguos de altas cúpulas, foram descobertas amontoadas no piso milhares de preciosas tabuinhas de argila, que se constatou ser uma grande porção da biblioteca de Assurbanipal. Seus mestres lhe tinham ensinado a ler e a escrever em vários idiomas, tal como ele mesmo o expressa em uma das inscrições: “Eu, Assurbanipal, aprendi no palácio a sabedoria de Nebo, a arte completa de escrever em tabuinhas de argila de todas as classes. Tornei-me perito em várias classes de escritura... li as belas tabuinhas de argila de Sumer e a escritura acadiana, que é muito difícil de dominar. Experimentei o prazer de ler inscrições em pedra, pertencente à época anterior ao dilúvio”.

Assurbanipal e Libbali-šarrat comemorando a derrota dos elamitas em 645 aC. © O Museu Britânico.


Era tão grande o interesse de Assurbanipal pela literatura e pela erudição, que ao subir ao trono, reprimiu rapidamente um levante no Egito, conquistou a Lídia e a Pérsia, e depois de consolidar seu reino, entregou-se a tarefa da erudição até transformar-se no monarca mais poderoso e culto de sua época, e um dos maiores patrocinadores da literatura no mundo. Enviou escribas eruditos a Assur, Babilônia, Cuta, Nipur, Acade, Ereque e a outros centros estratégicos ao longo e ao largo de seu vasto império, onde foram copiados e reunidos livros (de argila) de astrologia, história, gramática, geografia, literatura, medicina e leis, como também cartas, orações, poemas, hinos, esconjuros, oráculos, dicionários, crônicas, títulos de vendas de terrenos, contratos comerciais e registros legais, além de uma quantidade de outros temas de interesse geral e específico. Todos os livros foram trazidos ao palácio de Assurbanipal em Nínive, onde ele não só os estudou ou cotejou, mas também em muitos casos mandou fabricar tabuinhas novas de argila nas quais foram gravadas cópias bilíngües em escritura cuneiforme, e mais tarde foram arquivadas em forma metódica. Ao completar-se sua biblioteca tinha em torno de 100.000 volumes tornando-se uma das maiores e mais preciosas de todas as épocas da antiguidade.

Após a derrota de Samas-Sumu-ukin, Assurbanipal retratado-se como o rebuilder e restaurador de Babilônia. Nesta estela que ele carrega um cesto de terra para a fabricação do tijolo ritual primeiro a ser estabelecidas para reparos ao templo do deus Ea, em Babilônia. © O Museu Britânico.

A destruição de Nínive se deu 200 anos depois que o profeta Jonas pregou arrependimento ou destruição total da cidade. O povo entendeu e aceitou a pregação e Deus suspendeu o juízo (Jo 3.5). A suspensão da calamidade durou por 200 anos, após os quais a cidade voltou novamente a praticar iniqüidades com mais força que no tempo de Jonas. A profecia de Jonas foi literalmente cumprida pela ação combinada dos medos e babilônios (606 a.C.).

Os escritores gregos e romanos dizem que o último rei, a quem chamam de Sardanápalo, era levado a resistir aos seus inimigos em conseqüência de uma antiga profecia que dizia que nunca Nínive seria tomada de assalto enquanto o rio não se tornasse seu inimigo. Mas uma repentina inundação, que derribou vinte estádios de muralha, convenceu-o de que a palavra do oráculo estava se cumprindo, e então buscou a morte, ao mesmo tempo em que destruía seus tesouros. O inimigo entrou pela brecha na muralha e a cidade foi saqueada e arrasada. (O profeta Naum tinha anunciado a destruição de Nínive: “E com uma inundação transbordante acabará de uma vez com o seu lugar; e as trevas perseguirão os seus inimigos” Na 1.8). “As portas dos rios se abrirão, e o palácio será dissolvido” (Na 2.6).

O historiador Diodoro Sículo descreveu os fatos de tal modo que fica claro que as palavras do profeta foram literalmente cumpridas. Conta ele que o rei da Assíria, ensoberbecido por suas vitórias, tinha determinado que houvesse dias de festa, nos quais deveria ser dada aos seus soldados abundância de vinho. O comandante dos invasores, tendo sido informado dessa situação pelos desertores do exército da Assíria, tratou logo de efetuar o ataque. Derrotando e pondo em fuga o inimigo. Deste modo tornaram-se verídicas as palavras do profeta: “Porque ainda que eles se entrelacem como os espinhos, e se saturem de vinho como bêbados, serão inteiramente consumidos como palha seca“ (Na 1:10).

A completa e perpétua destruição de Nínive e a sua desolação foram profetizadas: “Estenderá também a sua mão contra o norte, e destruirá a Assíria; e fará de Nínive uma desolação, terra seca como o deserto. E no meio dela repousarão os rebanhos, todos os animais das nações; e alojar-se-ão nos seus capitéis assim o pelicano como o ouriço; o canto das aves se ouvirá nas janelas; e haverá desolação nos limiares, quando tiver descoberto a sua obra de cedro” (Sf 2-13-14).

Hoje, onde existiu a grande Nínive, os canais estão secos, não há mais água, a não ser no período das chuvas, quando os campos aparecem verdes. Podem ser vistos rebanhos de ovelhas e camelos procurando escassas pastagens naquelas terras áridas. As abandonadas salas dos seus palácios são agora habitadas por feras e outros animais, como hiena. Lobo, chacal e raposa.

Jamais, em todos estes séculos passados, alguém conseguiu reconstruir a cidade de Nínive. Provando que a Bíblia e seus profetas precisam ser levados a sério, já que trazem a Palavra de Deus.


Fontes:
Dicionário Bíblico, Betânia
Bíblia Thompson

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MONTES DA PALESTINA

MONTE DAS OLIVEIRAS - JERUSALÉM


Monte das Oliveiras (Jebel et-Tur), montanha localizada na parte oriental de Jerusalém (Ez 11.23). A Cidade Santa está separada do monte sagrado só pelo Vale do Cedrom, que tem 800 metros de largura. Na realidade há três pináculos arredondados, que são demarcados com clareza: O monte Scopus no norte, o monte da Ofensa no sul e o monte das Oliveiras no centro. O monte central ergue-se a 817 metros acima do nível do mar, e isto quer dizer que ele está uns 61 metros acima da área do templo de Jerusalém.

igreja da ascensão


interior da igreja da ascensão

Na parte central do cume se encontra a chamada Igreja da Ascensão, construída originalmente durante o quarto século com recursos fornecidos pelo imperador Constantino. A curta distância a oeste do cume e no terreno mais baixo encontra-se a Igreja do Pai Nosso, construída em 1868 para perpetuar a tradição de que nesse lugar Jesus teria ensinado o Pai Nosso aos seus discípulos. Em anos recentes foi descoberto um cemitério antigo perto do lugar tradicional onde Jesus chorou sobre Jerusalém. P. B. Bagatti examinou as tumbas e, segundo seus cálculos, o cemitério estava em uso durante o primeiro século d.C., e também nos séculos terceiro e quarto. Foram encontrados uns 36 ossários (cofres de sepultura), que correspondiam ao primeiro século, e nos quais estavam escritos nomes como os de Jairo, Simão Bar-Jonas, Maria, Marta e Siloé. Um dos ossários apresenta o nome de “Judá, o prosélito de Tiro”, junto com um símbolo cristão. Outro tem uma cruz cuidadosamente desenhada, e em outro estão combinadas as letras gregas Lota, Chi e Beta, que segundo os especialistas podiam representar “Jesus Cristo Rei”. Ninguém acredita que este seja o lugar onde Jesus foi sepultado, mas o cemitério provavelmente pertence a umas das primeiras comunidades cristãs judaicas de Jerusalém.


FONTE:
Bíblia Thompson, Suplemento de Arqueologia


MONTE HERMOM


Uma montanha junto à fronteira nordeste da Palestina e do Líbano, com vista para a cidade fronteiriça de Dã. Fica coberto de neve; de seu degelo nasce o rio Jordão. O monte Hermon domina Canaã, vendo-se o seu diadema de neve e sua crista acima das alturas, que estão em volta.

Para a Síria, era esse monte o lugar santo da sua religião. O culto a Baal era a religião predominante em Canaã, antes da chegada dos israelitas. Na maioria dos picos altos do país havia altares conhecidos como “lugares altos”, quanto mais altos eram, mais sagrados eram considerados. Nesse lugar foram plantados bosquezinhos de arvores e erigidos altares para adoração. Como o Monte Hermon ultrapassava a todos os montes da região, era considerado como o “lugar alto” mais importante, o "altar dos altares". Os cananeus olhavam para o Monte Hermon da mesma forma como os muçulmanos olham hoje para Meca quando oram. Para Israel, já prevenidos contra a idolatria, que se praticava sobretudo nos altos, era a penas a fronteira natural do norte. Era o monte Hermom a grande baliza dos israelitas: constantemente se fala nele como sendo o seu limite setentrional.

Os hebreus conquistaram toda a terra, desde o rio Arnon até o monte Sião que é Hermon (Dt 4.48). Era o ponto norte, como era também o monte Tabor. Por outros nomes era conhecido o Hermom, sendo o nome mais antigo Sião. O seu orvalho é tão abundante que as tendas dos viajantes aparecem molhadas, como se sobre elas caissem grandes gotas de água.

O hermon é conhecido como caudilho das montanhas da Palestina mede oito quilômetros de largura por trinta e dois de comprimento. Têm três picos, o mais alto dos quais está a 2.796 metros acima do nível do mar Mediterrâneo. Durante séculos, antes da época de Abraão, o monte foi venerado por sua estreita relação com Baal.

Em contraste com este costume, Davi perguntou: “Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl 121.1-2).

Durante o verão de 1934, o doutor J. Stewart Crawford e G. Frederick Owen, encabeçaram uma pequena expedição durante a qual estudaram os antigos altares de Baal que rodeiam o Monte Hermon. Localizaram muitas ruínas e em cada caso, o altar estava orientado de tal maneira que quando o sacerdote e o devoto estavam no mesmo, todos olhavam na direção do santuário principal de Baal (Quibla), localizado sobre o mais alto dos picos do Hermon.

Ruínas dos templos feitos na encosta do Monte Hermon.

Monte Hermon.


Na continuidade do trabalho, escalaram a montanha e acharam as ruínas do templo de Baal, edificado com obra de alvenaria herodiana, indicando que datava de uma época imediatamente anterior e contemporânea do início da era cristã. Em um lugar baixo, perto do extremo noroeste do templo, a escavação encontrou montões de cinza e ossos queimados que haviam sido depositados ali como restos de sacrifícios. É evidente que este templo de Baal estava em pleno uso quando ocorreu a transfiguração de Jesus no cume sul.
Monte Hermon


FONTE:
Bíblia Thompson, Suplemento de Arqueologia
Dicionário Bíblico - Editora Didática Paulista


MONTE SIÃO - JERUSALÉM
Era a colina oriental de menor altura em Jerusalém, conhecida como Ofel (2 Cr 27.3; 33.14). Mais tarde, quando o monte Moriá se converteu na colina do templo, e quando a Arca da Aliança foi trazida da cidade de Davi ao templo, seu nome mudou (1 Rs 8.1; 2 Cr 5.2), este se converteu em Sião, o mais importante de todos os lugares sagrados para os profetas e povos desses séculos.


Após um ano e meio de escavações, arqueólogos israelenses descobriram, no Monte Sião, vestígios da face sul da muralha que cercava Jerusalém na época do Segundo Templo, entre 518 E.C. e 70 E.C – o que permitirá ter idéia mais exata de como era a cidade naquela época. "No período, a cidade foi um ponto de peregrinação judaica", contou o diretor da escavação, Yehiel Zelinger. Os muros encontrados, com cerca de 3 metros de largura, bem como o templo, foram destruídos pelos romanos em 70 E.C. Os especialistas também descobriram uma outra muralha do período Bizantino, de 324 E.C. a 640 E.C. O achado de duas construções de épocas distintas, segundo Zelinge, é uma esperança de encontrar vestígios da muralha da época do Primeiro Templo de Salomão, que foi destruído em 587 E.C.


Isaías disse acerca dele: “E criará o SENHOR sobre todo o lugar do monte de Sião, e sobre as suas assembléias, uma nuvem de dia e uma fumaça, e um resplendor de fogo flamejante de noite; porque sobre toda a glória haverá proteção” (Is 4.5). E Jeremias disse: “Porque haverá um dia em que gritarão os vigias sobre o monte de Efraim: Levantai-vos, e subamos a Sião, ao SENHOR nosso Deus” (Jr 31.6).

E do monte Sião, Zacarias disse: “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Zelei por Sião com grande zelo, e com grande indignação zelei por ela. Assim diz o SENHOR: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do SENHOR dos Exércitos, o monte santo” (Zc 8.2-3). O livro dos Jubileus também se refere a colina de Moriá, onde estava o templo como o monte de Sião.

Em alguns trechos bíblicos, Sião é o equivalente de Jerusalém, capital religiosa do povo de Deus (Is 28.16; Rm 9.33). O santuário de Deus, lugar de louvor e adoração onde habita o Senhor, onde Davi construiu sua casa e onde foi enterrado.
Monte Sião

FONTE:
Bíblia Thompson, Suplemento de Arqueologia


MONTE NEBO

Memorial dedicado a Moisés no Monte Nebo, na Jordânia. (Foto: Daniel Buarque/G1)


Monte de cima do qual Moisés contemplou a Terra Prometida, é com toda probabilidade a atual Jebel Neba, uma ramificação proeminente da cordilheira de Abarim que forma o altiplano moabita. Este monte encontra-se a 19 quilômetros a leste da desembocadura do Jordão, e a cinco quilômetros a oeste de Medeba. Está situada a mais de 1.220 metros acima do nível do mar Morto, e oferece uma vista clara e esplêndida de grande parte da Palestina imediatamente a oeste do Rio Jordão.



batistério

Desde o ano de 394 d.C., muitos peregrinos têm afirmado que havia uma igreja nesse lugar, a qual era conhecida como uma “pequena igreja” entre os primeiros peregrinos. Mas por volta do sexto século, Pedro, o Ibérico, a descreveu como “um grande templo, cujo nome foi dado em honra ao profeta Moisés, e com muitos monastérios edificados ao seu redor”. Continuou-se falando dessa igreja ampliada, até que em 1564 um monge português visitou o lugar e constatou que as edificações sobre o cume estavam abandonadas e em ruínas.






As escavações realizadas pelos franciscanos desde 1933 confirmam as histórias dos primeiros viajantes, que encontraram uma pequena igreja nesse lugar. A igreja foi ampliada no fim do século quinto e, conforme tudo indica, destruída por um terremoto no final do século sexto, e reedificada no ano 597. Na atualidade, o que se vê sobre o monte Nebo são as ruínas dessa igreja. Em seus pisos há mosaicos, além de algumas esplêndidas pinturas de animais e de arvores em uma das capelas. As extensas ruínas do edifício do monastério se agrupam ao redor da igreja nas direções oeste, norte e sul. Em dias claros, é possível parar no aterro e ver nitidamente as torres do monte das Oliveira em Jerusalém.
Monte Nebo

FONTE:
Bíblia Thompson, Suplemento de Arqueologia

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OS POVOS DE CANAÃ


OS DESCENDENTES DE CAM, NETO DE NOÉ

Os habitantes de Canaã estão referenciados como os descendentes de Cam, neto de Noé. Canaã gerou Sidom, seu primogênito, e a Hete e os jebuseus, aos amorreus e aos gigarseus, aos heveus, aos arqueus, aos sineus, aos arvadeus, aos zamareus e aos hamateus (Gênesis 10.15-18). Esses povos aparentados com os israelitas estavam estabelecidos em Canaã juntamente com os filisteus e os caftorins, formando pequenos reinos organizados. A Bíblia determina o termo dos cananeus: “... foi desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa” (Genesis 10.19).

A terra de Canaã será o cenário onde ocorrerá grande parte da história de Israel. Esta região ao norte, é cercada de montanhas cobertas por neve no inverno; ao sul, ao contrário, um deserto escaldante, que se estende sob um sol implacável até o Mar Vermelho; a oeste, recebe das ondas a brisa do mar Mediterrâneo; a leste, o rio Jordão, que nasce das águas degeladas do monte Hermom, passando pelo vale de Ula, formando o lago de Tiberíades, antigamente chamado de mar da Galiléia, e desembocando no mar Morto, o ponto mais baixo do planeta Terra, 400 metros abaixo do nível do mar. Do Mediterrâneo ao Jordão são aproximadamente 80 quilômetros, e por volta de 450 quilômetros se estendem do sul ao norte. No meio, morros aprazíveis e vales verdejantes se estendem.

Canaã foi habitada pelo neto de Noé, descendentes de Canaã, filho de Cam. Canaã foi pai dos cananeus, dos fenícios e muitos outros pequenos povos que foram destruídos pelos semitas. Gênesis 10 alinha nove nações na terra de Canaã e mais os filisteus, todos debaixo do cognome de habitantes de Canaã. No tempo da conquista, sob a liderança de Josué, apenas sete nações são mencionadas em Canaã (Josué 3.10). Os filisteus, devido ao desenvolvimento social e político, não eram contados como nação, mas sim como um grande império. Faremos um breve relato das sete nações cananéias que, junto com os filisteus, povoaram a terra que Deus prometera a Abraão e seus descendentes.


OS HETEUS
Por 47 vezes a Bíblia faz menção a um povo chamado "os heteus". Eles foram listados entre as nações que habitavam a antiga Canaã quando Abraão entrou na terra (Gn 15.20). Eles foram considerados significativos o suficiente para comprar carros e cavalos de Salomão (1 Rs 10.29). E mantiveram um exército tão poderoso que o rei de Israel alugou-os para lutar e expulsar o formidável exército dos arameus (2 Rs 7.6-7).

De acordo com as Escrituras, Hete foi o segundo filho de Canaã, filho de Cam. De Hete descendem os heteus; em algumas obras de arqueologia têm-se esses povos como heteus e hititas. Foi dos filhos de Hete que o patriarca Abraão comprou a caverna de Macpela (Gn 23.10).


Esaú, irmão de Jacó, casou-se com duas mulheres hetéias (Gn 26.34-35). Durante a peregrinação dos hebreus, quando Moisés enviou os doze espias para o reconhecimento da terra que haviam de ocupar, os heteus são citados entre outros povos presentes nas montanhas do sul da Palestina (Nm 13.29); também fizeram parte de uma aliança contra os hebreus a leste de Jerusalém (Josué 9:1-2). Davi possuía um oficial em seu exército também heteu o marido de Bate-Seba (2 Samuel 11.13). Quando da volta do cativeiro, nos dias de Esdras, os israelitas encontram os heteus na Palestina e casam-se com suas filhas, cometendo abominação contra o Senhor (Esdras 9:1-2).

Todavia, a despeito da proeminência dos heteus no texto bíblico, há apenas 100 anos os críticos eruditos duvidavam que eles tivessem existido. Até então nenhuma evidência de tal povo havia sido encontrado. Eles eram simplesmente parte da história religiosa da Bíblia. No entanto em 1876, o erudito britânico A. H. Sayce suspeitou de uma inscrição não decifrada esculpida nas rochas da Turquia e Síria, pudessem ser uma evidência dos até então desconhecidos heteus. Então tabletes de argila foram descobertos nas ruínas de uma cidade antiga na Turquia, chamada Boghaz-Keui. O povo local estava vendendo estes tabletes e alguns caíram nas mãos de peritos. Isso permitiu que um perito alemão em texto cuneiforme, Hugo Winckler, fosse ao sítio e escavasse.

sítio arqueológico de Hatusa


Ali ele descobriu cinco templos, uma cidade fortificada e muitas esculturas monumentais. Em um armazém incendiado ele também encontrou mais de 10 mil tabletes. Logo que eles foram finalmente decifrados, foi anunciado ao mundo que os heteus haviam sido encontrados. Boghaz-Keui havia sido de fato a antiga capital do Império Heteu (conhecida como Harrusha). Outras surpresas se seguiram, tal como a revelação de que a língua hetéia estava associada com as línguas indo-européia (das quais o ingles faz parte), e que a forma de seus códigos de lei eram muito úteis para a compreensão daqueles descritos na Bíblia.

o Portal dos Leões em Hatusa

Escrita hitita em hieróglifos

Texto hitita cuneiforme

Carro de combate e guerreiros hititas

Deus Sol esculpido numa câmara das muralhas de Hatusa

Representação de doze deuses hititas do submundo

Representação de dois deuses hititas



OS AMORREUS
A terra que Deus prometeu a Abraão e seus descendentes era conhecida na antiguidade como terra dos amorreus, situada no lado ocidental do mar Morto: “Assim, Israel habitou na terra dos amorreus” (Números 21.31). Porém eles aparecem em várias cidades: em Hebrom, em Siquém, em Gileade e Basã e nas imediações do monte Hermom.

Segundo os pesquisadores, o significado da palavra AMORREU é uma transliteração do babilônico AMARRU (singular e plural), de origem caldaica. Sendo assim, os amorreus teriam estendido seu domínio até a Babilônia e também em toda a Arábia, Palestina, Sinai e norte da Palestina.

Em 1887 foram descobertas umas tabuinhas de argila em Tel El Amarna (hoje Et-Tell), no Egito, uma cidade fundada, segundo a cronologia de Maneto, em 1370 a.C. por Amenófis IV (Akhenaton) para ser sua capital, a qual deu o nome de Akhetaton, tendo este faraó reinado de 1387 a 1366 a.C. Logo após sua morte, esta cidade foi abandonada e se transformou em uma ruína soterrada. As tabuinhas escritas em cuneiforme acadiano, a linguagem diplomática internacional naquela época, eram parte dos arquivos reais, cartas dirigidas pelos reis e governadores dos países vassalos da Síria e da Palestina ao faraó. Em uma dessas cartas os faraós chegaram a reconhecer todo o Oriente como terra dos Amarrus.


OS CANANEUS
Os cananeus eram descendentes de Canaã, filho de Cam, filho de Noé (Genesis 10.6). O termo significa tanto um povo quanto a região em que habitavam, a Cananéia. Ocuparam uma grande faixa de terra no vale do Jordão e se estenderam pela orla do Mediterrâneo (Números 13.29; 14.15). Era um povo guerreiro, que tinha a seu favor os carros de ferro e seus cavalos.

Habitavam uma localização estratégica. Sua localização geográfica servia tanto como uma ponte entre os vários impérios como uma arena para lutas e conflitos entre os habitantes de Canaã. Em conseqüência disso, os cananeus nunca puderam estabelecer um estado forte e unificado, e suas organizações políticas tomaram a forma de cidades independentes dotados de governos ligados por relações federativas. Entre as cidades costeiras mais importantes dos filisteus, cananeus e fenícios que habitaram a área atual da Palestina, estavam Megido, Hebrom, Dor, Sidom, Tiro, Acre, Asquelom e Gaza. As cidades cananéias do interior incluíam Jericó, Nablus e Jerusalém (Jebus). A religião dessas primeiras civilizações da Palestina era centrada na natureza.
os cananeus


OS FEREZEUS
Descendentes de Canaã, filho de Cam, que aparecem comumente ligados aos cananeus. Espalharam-se por toda a terra de Canaã. Na contenda que tiveram os pastores de Abraão com os pastores de Ló, os ferezeus já se encontravam em parceria com os cananeus (Genesis 13.7). Josué se defrontou com eles nas abas do monte Carmelo (Josué 17.15) e também nos territórios ocupados por Judá (Juízes 1.4-5). Na época dos Juízes (século XII-XI a.C.), os ferezeus compunham com os canaanitas um memso exército, parece que também uma fortaleza, Bezeq e um mesmo líder senhorial, Adoni Bezeq (Jz 1.4-5).

Encontramos resquícios deles ainda no reinado de Salomão, fazendo parte da mão-de-obra escrava: “Quanto a todo o povo que restou dos amorreus, heteus, ferezeus, heveus e jebuseus, e que não eram dos filhos de Israel, e seus filhos, que restaram depois deles na terra, os quais os filhos de Israel não puderam destruir totalmente, a esses fez Salomão trabalhadores forçados até hoje” (I Reis 9.20).


OS HEVEUS
Como os outros povos, estes também eram descendentes de Canaã, filho de Cam (Gênesis 10.17; 2Crônicas 1.15). Habitavam as montanhas do Líbano próximo ao monte Hermom até a entrada de Hamate (Juízes 3.3). Foi com este povo que os filhos de Jacó se indignaram por causa de sua irmã Diná, que fora deflorada; como conseqüência, passaram a fio da espada a cidade inteira (Gênesis 34). Na época da conquista, eles usaram de estratagema, se fingiram de embaixadores de um país distante (Josué 9.4); ao serem descobertos, foram reduzidos a escravos rachadores de lenha e tiradores de água para a casa de Deus.

Eles representam uma população mista de amorreus e cananeus, a qual viva na vizinhança da grande fortaleza do amorreus. Os gibeonitas eram heveus (Js 11.19). Os heveus tomaram dos cananeus o costume de fazer reuniões às portas das cidades. Era um povo pacífico quanto a disposição e maneiras.


OS GIRGASEUS
Era uma das tribos que ocupavam a terra de Canaã. O território dos girgaseus ficava ao ocidente do rio Jordão. Eram conhecidos na antiguidade pelo seu profundo rancor para com os outros povos. Dados bíblicos nos informam que este povo resistiu terrivelmente a Josué e suas tropas na conquista de Canaã, entretanto foram vencidos pelo exército de Israel (Deuteronômio 7.1; Josué 3.10).


OS JEBUSEUS
São descendentes de Jebus, filh de Canaã, os quais colonizaram a região em volta de Jerusalém (Genesis 10.16). Não se sabe se foram eles os primitivos habitantes ou se substituíram outro povo mais antigo. A primeira referência aos jebuseus foi feita pelos espias, quarenta anos anos antes dos israelitas entrarem na terra prometida. Quando averiguaram a terra, encontraram lá os “amalequitas que habitavam a terra de Neguebe; os heteus, os jebuseus e os amorreus habitavam na montanha; os cananeus habitavam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão” (Josué 13.29). Eles constituíam uma forte e vigorosa tribo, sendo prova disso o fato de conservarem seu poder na forte cidadela de Jebus até ao tempo de Davi (2 Samuel 5.6). O seu rei Adoni-Zedoque foi morto na batalha de Bete-Horom (Josué 10.1,5, 26). A própria fortaleza de Jebus foi saqueada pelos homens de Judá (1 Crônicas 11.5). Todavia, estes contínuos desastres não puderam pô-los fora de seu território, visto como os achamos numa época posterior habitando ainda as terras de Judá e Benjamim (Josué 15.8,63 – Esdras 9.1). A submissão de Araúna, o rei dos jebuseus a Davi, apresenta-nos um quadro caracterítico da vida dos cananeus e também dos israelitas (2Sm 24.23); 1Cr 21.15). Nada se sabe a respeito da religião dos jebuseus. Somente dois membros dessa tribo são mencionados pelo nome, e são Adoni-Zedeque e Araúna.


OS FILISTEUS
Na Bíblia, um dos mais proeminentes inimigos do Israel foram os filisteus. Por volta do século XIII chegaram à Palestina sucessivas vagas de imigrantes ou invasores vindos do norte e do noroeste, das ilhas ou do lado Mediterrâneo. Os historiadores costumam designá-los com a expressão “Povos do Mar”. Esses povos parecem ter-se fixado sobretudo ao longo da costa. Os mais conhecidos entre eles são os filisteus, que se fixaram no sudoeste, na costa do Neguebe e Sefalá (Vale de Sarom). Aí fundaram vários pequenos reinos: Gaza, Asdobe, Asquelom, Gate e Ecrom (Josué 13.3). O território ocupado pelos filisteus era chamado de Filístia, de onde deriva o nome Palestina, que vai do sul do monte Carmelo até o sul da Palestina na direção do Egito. Belicosos, eram guerreiros valentes e perigosos. Não deve ter sido por acaso que o seu nome foi dado a toda região conhecida posteriormente por Palestina, isto é, terra dos filisteus.

No templo Medinet Habu, inscrição retrata prisioneiros filistinos libertados


Para o senso comum, a palavra “filisteu” designa um indivíduo inculto e carente de inteligência, com interesses vulgares e puramente materiais. Um sujeito convencional, desprovido de toda e qualquer capacidade intelectual. Porém, para os arqueólogos, o termo evoca algo muito diferente.

Ecron, Gath, Gaza, Ashcalon e Ashdod são nomes que os estudiosos da Bíblia e da história de Israel sabem de cor. Representam as localidades que constituíram, a certa época, a aliança política e econômica entre cinco cidades-estado autônomas na costa sul do Levante, conhecida como a pentápole filistina. A região era habitada por povos oriundos do Egeu, os filisteus, que se estabeleceram definitivamente no local durante a Idade do Bronze tardia.

Nas paredes construídas por Ramsés III, hieroglifos recontam as disputas do século XII a.C.

Em finais do século XII a.C., o faraó Ramsés III ergueu o templo mortuário em Medinet Habu. Ali, o governante quis perpetuar seu nome e feitos heróicos e, para tanto, decorou as paredes externas do mausoléu com preciosos relevos, representando as cenas de suas inúmeras glórias. Os frisos são acompanhados de textos explicativos, que descrevem minuciosamente cada uma das batalhas vencidas. Entre eles, a história das pelejas contra os povos do mar.

Por volta de 1190 a.C., no oitavo ano de reinado de Ramsés III, o Egito foi atacado por uma coalizão de povos marítimos. O faraó massacrou os invasores e contabilizou uma retumbante vitória. Entre os derrotados, havia tribos de nomes tão sonoros como Thekker, Shekelesh, Denyen, Wesheh e Peleset. Os estudiosos concordam que estes últimos são idênticos aos filisteus da Bíblia.

Fragmento esculpido em calcário encontrado no templo de Ramsés III

Em Medinet Habu, o faraó perpetuou sua suposta vitória sobre os povos do mar


A área habitada pelos filisteus foi a planície litorânea do Mediterrâneo, e a dificuldade de acesso a essa região, exceto durante o reinado de Salomão evitou que Israel desenvolvesse comércio marítimo. Uma das primeiras rotas militares e comérciais primeiramente chamada o "Caminho de Hórus" e mais tarde, a "Via Máris" (O Caminho do Mar), atravessava o territótrio deles. Embora o rei Davi tivesse conseguido colocar o território filisteu sob o controle tributário dos israelitas (2 Sm 8.11-12; 1 Rs 4.24) e os filisteus tivessem sido obrigados a pagar o tributo nos dias de Josafá (873-848 a.C.; 2 Cr 17.11), conflitos de fronteiras ainda continuaram a acontecer entre os filisteus e israelitas, como no tempo de Acaz (731-715 a.C.: 2 Cr 28.18).

Procedentes dos Casluim, filho de Mizraim (Egito), entre os antigos povos da Palestina, os filisteus foram talvez os que maior influência exerceram sobre os descendentes de Jacó. Praticamente tudo o que se sabe sobre os filisteus, se baseiam nas Escrituras e em parte nas inscrições egípcias. Sansão lutou contra eles e antes dele Sangar (Juízes 3.31). No final do período dos juízes, os filisteus venceram os israelitas, matando Hofini e Fineías, filhos do sacerdote Eli, que também morreu ao saber da notícia da morte dos filhos e da tomada da Arca da Aliança pelo filisteus (I Samuel 4). Jônatas, filho do rei Saul, venceu uma guarnição filistéia entre Micmás e Geba (I Samuel 14). Quando Davi foi proclamado rei sobre todo Israel, desfechou pesado golpe contra os filisteus, expulsando-os da região “montanhosa” e pondo fim ao seu domínio sobre Israel (2 Samuel 5). Depois da morte de Davi, os filisteus voltaram a atacar Israel conforme relatos bíblicos (I Reis 15.27; 16.15). No reinado de Josafá “alguns dos filisteus traziam presentes a Josafá, e prata como tributo” (2 Crônicas 17.11). A última referência bíblica aos filisteus e suas cidades se encontra no livro do profeta Zacarias, que traz uma mensagem de juízo aos filisteus: “Asquelom o verá e temerá; também Gaza e terá grande dor; igualmente Ecrom, porque a sua esperança será iludida; o rei de Gaza perecerá, e Asquelom não será habitada” (Zacarias 9.5).



OS MOABITAS
Os moabitas são descendentes de Ló, sobrinho de Abraão com sua filha primogênita. Estabeleceram-se na Transjordânia, território entre o Mar Morto e o deserto da Arábia, anteriormente ocupada pelos emins, conhecidos também como refains ou enaquins (Deuteronômio 21.10-11). Muitas vezes faziam incursões predatória em Israel; “em bandos costumavam invadir a terra, à entrada do ano” (2 Reis 13.20). Combatidos por Juízes e por Saul, foram definitivamente vencidos por Davi. Tinham religião politeísta e um regime monárquico. Seus deuses principais eram Quemos, Atar e Baal-Peor. Inscrições encontradas coincidem com os da Bíblia e mostram que Quemos era o deus de Moabe.

Os moabitas foram um povo nômade que se estabeleceu a leste do Mar Morto por volta do século XIII a.C., na região que mais tarde seria chamada de Moabe.

Moabe é o nome histórico de uma faixa de terra montanhosa no que é atualmente a Jordânia, ao longo da margem oriental do Mar Morto. Na Idade Antiga, pertencia ao Reino dos Moabitas, um povo que estava freqüentemente em conflito com os seus vizinhos israelitas a oeste.

A tribo desenvolveu-se no sudeste da Transjordânia, onde Ló poderá ter vivido depois da destruição de Sodoma. Depois que se tornaram fortes, expulsaram os emeus e ocuparam-lhes o país, desde o ribeiro de Zerede (Wâdi el-Hesa), que desagua no Mar Morto, na sua extremidade mais a sul, até “às planícies de Moabe”, que se situavam a nordeste do Mar Morto. Contudo, pouco depois da chegada dos israelitas, Seom, um rei amorreu, tomou de Moabe o território a norte do Arnom (Wâdi el-Môjib) e estabeleceu a sua capital em Hesbom. Moabe estendeu-se, depois, desde o Zerede até ao Arnom.

Reino de Moabe e as tribos Israelitas durante o período dos juízes.

Pedra Moabita
A estela de Mesha fotografada por volta de 1891 descreve a Guerra
do monarca Mesha contra os Israelitas.


Pedra Moabita ou Estela de Mesa, é uma pedra de basalto, com uma inscrição sobre Mesa, Rei de Moabe. Este registra a conquista de Moabe por Omri, Rei de Israel Setentrional. Após a morte de Acab, filho de Omri, Mesa revolta-se depois de prestar vasalagem por 40 anos. Esta inscrição completa e confirma o relato bíblico em II Reis 3:4-27. A estela teria sido feita, aproximadamente, por volta de 830 a.C..

A estela foi adquirida em Jerusalém pelo missionário alemão F. A. Klein , em 1868. Encontrada em Díbon, a antiga capital do Reino de Moabe, a 4 milhas a Norte do Rio Árnon. Encontra-se no Museu do Louvre, em Paris. Com a excepção de algumas variações, mostra que a escrita dos moabitas era idêntica ao hebraico.

A Pedra Moabita confirma o nome de locais e de cidades moabitas mencionadas no texto bíblico: Atarote e Nebo (Números 32:34,38), Aroer, o Vale de Árnon, planalto de Medeba, Díbon (Josué 13:9), Bamote-Baal, Bet-Baal-Meon, Jaaz [em hebr. Yáhtsha] e Quiriataim (Josué 13:17-19), Bezer (Josué 20:8), Horonaim (Isaías 15:5), e Bet-Diblataim e Queriote (Jeremias 48:22,24).


O primitivo território de Moabe parece ter sido dividido em três porções:

1- Terra de Moabe - ondulado país ao norte de Arnom, em frente a Jericó, chegando a Gilead pelo lado norte. Antes de os israelitas conquistarem Canaã, tinha sido essa terra tomada pelos amorreus; e depois da conquista foi cedida as tribos de Ruben e Gade, sendo recuperada, quando caiu o reino das dez tribos frente aos moabitas. Por essa causa as suas cidades são nomeadas pelos profetas como pertencentes a Moabe.

2- Campo de Moabe - planície alta e acidentada estende-se pelas montanhas que dominam o mar morto ao ocidente, até a Arabia ao oriente; e desde a profunda abertura do Arnom ao norte até o país de Edom ao sul. Os israelitas foram expressamente proibidos de entrar neste "campo", e por essa razão eles passaram pelo deserto de Moabe ao oriente (Gn 36.35; Dt 2.8; 1Cr 1.46).

3- Campinas de Moabe - a seca e tropical região do Arabá, ao norte do Jordão, ali se encontram os sítios de várias cidades, sendo bons para o cultivo. Tinha duas cidades principais: Ar de Moabe e Quir, cidades-estado fortificadas. Na maior parte da sua vida histórica foram os moabitas decididos inimigos de Israel.


OS AMONITAS
Os amonitas descendem de Amon. Assim como os moabitas, os amonitas são fruto do relacionamento incestuoso de Ló com sua filha mais nova (Gênesis 19.38). Era uma tribo aramaica estabelecida perto do curso superior do rio Jaboque, além do lago de Tiberíades, num território que pertencia antes aos refaitas, chamados também de zamzumins (Deuteronômio 2.20). Tinham regime monárquico. A capital do reino era Rabat-Amon, hoje Amã, capital da Jordânia. Na época dos juízes tiveram muitos conflitos com Israel (Juízes 3.13; 10.7,9, 17; 11.4,32). Mais tarde foram derrotados por Saul e dominados por Davi (2 Samuel 10.14).

Adoravam como deus Moloque, estátua de bronze oca por dentro, e também a Milcom (I Reis 11.5,7). Nos braços estendidos e incandescentes de Moloque, eram ofertados as vítimas humanas, principalmente crianças. As Escrituras registram muitos episódios em que o povo de Deus se envolveu com os amonitas, sendo o mais expressivo a devoção de Salomão a essa divindade a ponto de mandar construir vários altares a Moloque em Jerusalém (1 Reis 11.1-8).


OS PERIZEUS

Este povo não tem origem em camita, primeiramente por não constar o seu nome na lista dos filhos de Cam em Gênesis 10.15-20, e também por não ter o costume de murar as suas cidades, uma vez que sua ocupação era a agricultura. Não tinham a guerra como uma de suas principais atividades. Ao tempo de Abraão estavam eles entre os cananeus da região d Betel (Gn 13.7). Nos dias de Jacó havia um grupo ou colonia deste povo nas proximidades de Siquém (Gn 34.30). Este povo logo após a morte de Josué, travaram batalhou contra Judá e Simeão nas montanhas do sul (Jz 1.1-5).
OS REFAINS
Também conhecidos como anaquins e emins (Js 11.21 e Dt 2.10-11). Parecem não possuir qualquer parentesco com os cananeus. Habitavam algumas regiões de ambos os lado do Jordão e de Hebrom. Pertencendo a uma raça aborígene de gigantes (Dt 2.10). A leste do Mar da Galiléia, na região de Basã, os israelitas, ainda sob o comando de Moisés, derrotou Ogue, o rei de Basã que era um remanescente dos gigantes, cuja cama de ferro media nove côvados de cumprimento e quatro de largura (Dt 3.11), ou seja, aproximadamente 4m por 1,80m.

RELIGIÃO DOS HABITANTES DE CANAÃ
As Escrituras nos informam muita coisa a respeito da religião dos cananeus. Enquanto a divindade principal para os cananeus era Baal, filho de El, para os filisteus era Dagom. Havia entre os cananeus muitas manifestações locais de Baal com deus da fertilidade, deus da tempestade etc. Tanto Baal quanto Dagom tinham um templo em Ugarite. Atar era a divindade que substituía Baal, quando este resolvia excursionar no submundo dos espíritos. Atar era filha de Aterate com El. Havia muitas deusas, como Anate, Aserá e Astarote, deusas do sexo, da fertilidade e da guerra. Anate era invocada para uma boa colheita (deusa da agricultura). Os deuses Shahru (estrela matutina) e Yarbu (deus da lua), bem como Resebe, deus da pestilência e da morte, também adorado em Canaã.

Os cananeus tinham como prática religiosa comum o sacrifício de crianças. Em escavações feitas pelo arqueólogo Macalister em Gezer, 1904-1909, foram encontradas ruínas de um “Lugar Alto”, que tinha sido um templo, no qual ocorria adoração a Baal e Astarote. Sob os detritos, neste local, foi encontrada uma grande quantidade de jarros contendo despojos de crianças recém-nascidas, que haviam sido sacrificadas a Baal. A área inteira se revelou um cemitério de crianças. Em Megido, Jericó e Gezer as escavações revelaram que era comum o “sacrifício dos alicerces”: quando iam construir uma casa, sacrificava-se uma criança, cujo corpo era colocado num alicerce, a fim de trazer felicidade para o resto da família.

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