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ARQUEOLOGIA DA CIDADE DE CESARÉIA




Chamada hoje de Kaisarich, era a capital da Judéia na época de Jesus. Estava situada na costa do mar Mediterrâneo, a 51 quilômetros ao norte de Jope, e a uns 96 quilômetros a noroeste de Jerusalém.


Herodes, o Grande, começou a edificar essa cidade no ano de 25 a.C., e a concluiu em 13 a.C. Na dedicação realizada em 12 a.C., ele mesmo a chamou de Cesaréia em honra de César Augusto, e a transformou em capital romana da Judéia. Em pouco tempo ela se converteu em porto marítimo de grande importância, em um grande centro comercial e em uma das cidades mais atrativas dessa época. Tinha sido tão bem edificada e tão bem planejada que frequentemente a chamavam de “pequena Roma”.

Felipe, o evangelista viveu nela, e Paulo esteve prisioneiro ali por dois anos. No porto de Cesaréia Paulo embarcou para Tarso, quando foi obrigado a fugir de Damasco (At 9.30); também nessa cidade vivia o centurião Cornélio, onde se converteu (At 10. 1-34). Em Cesaréia Paulo desembarcou de sua segunda e terceira viagens missionárias (At.18.22; 21.8) e dali partiu para Jerusalém (At 21.15). Foi residência oficial dos reis herodianos, e de Felix, e de Festo, e de outros procuradores romanos. Foi nessa cidade que Herodes Agripa I, neto de Herodes, o Grande, foi ferido de repugnante enfermidade (At 12.19).

A cidade permaneceu à mercê de muitos povos até 1256 d.C. quando o sultão Bibars do Egito a conquistou e destruiu seus muros e a maior parte de seus edifícios. Durante os séculos sbsequentes permaneceu em ruínas, com suas peças de alvenaria quebradas, pedaços de portas, castelos e fragmentos de colunas de granito e de mármore que sobressaiam da areia ou se encontravam meio submersas nas águas pouco profundas do mar próximo.

O Departamento de Antiguidades do Governo de Israel tem empreendido a escavação de Cesaréia. Seus maiores achados até agora incluem um esplêndido castelo dos cruzados, o teatro e o anfiteatro, o hipódromo e o piso de uma sinagoga judaica. No teatro encontraram uma pedra na qual estavam escritos os nomes de Pilatos e Tibério. Essa foi à primeira vez em que se encontrou o nome de Pilatos em uma inscrição sobre uma pedra. Desenterram também um grande templo dedicado ao César de Roma, no qual havia uma estátua enorme do imperador.

anfiteatro de Cesareia


"Um anfiteatro para 3,5 mil pessoas marca Cesaréia, cidade portuária que Herodes fundou. Perto dali um porto para grandes embarcações foi construído num pontal fustigado pelos ventos. "O rei", escreveu no século 1 o historiador Flávio Josefo, "conquistou a própria natureza."



Durante muitos séculos, a única prova da existência do governador romano que comandou a Judéia Pôncio Pilatos era a Bíblia Sagrada. Em 1986, durante uma expedição arqueológica comandada pelo renomadíssimo arqueólogo italiano Antonio Frova na Cisjordânia, fora encontrada, na porta de um anfiteatro romano, na Cidade de Cesaréia, datado do séc.1, uma insrição cujos dizeres em latim são: PONTIVS PILATVS PRAEFECTUS IVDAEA (Pôncio Pilatos, Procurador da Judéia)

Em 1960, uma arqueológica a explorou e traçou a planta do grande porto construído por Herodes. Somente a parte superior dos sofisticados quebra-mares apareciam em todas as partes acima das águas. Todavia, as explorações submarinas contribuíram para confirmar a descrição de Josefo do enorme e grandioso porto de Cesaréia.

porto de Cesaréia






Esse era o maior e mais imponente porto do Império Romano, quando foi inaugurado em 10 a. C. Após 2.016 anos, o antigo porto de Cesaréia — na costa mediterrânea de Israel — foi reinaugurado, dessa vez como o primeiro museu subaquático do mundo.Mergulhadores arqueólogos provaram que se tratava do porto mais importante do império romano nessa época. A entrada era guardada por enormes estátuas e nele podiam atracar mais de cem navios. Tendo em conta o facto de que a costa da Palestina, a sul de Haifa, não tem portos naturais, a construção do porto artificial de Cesaréia foi uma verdadeira proeza.


algumas outras descobertas da cidade

Aqui ficava o castelo de Herodes, entrando no mar. Essa área sofreu inundação em tempos mais cercanos.

Detalhe do piso com mármore.

Detalhe do piso com pastilhas.

Uma construção conservada em que se nota trabalho de mármore e piso com detalhes.

Banho romano.os banhos eram todos ornamentados com ladrilhos bem pequenos, que lembram as atuais pastilhas, formando belos desenhos. Há também utilização de mármore muito bem polido.



Havia muito tempo que este lugar era conhecido pelo seu imponente teatro, que proporcionava uma vista para o mar e pelo seu notável aqueduto. Mas só quando se realizaram as escavações mais recentes é que se começou a trazer à luz do dia a vasta cidade herodiana.






aqueduto romano milenar de frente para o Mar Mediterrâneo e Akko (Acre)

A cidade na costa mediterrânea de Israel não contava com água potável suficiente nos tempos do Império Romano - problema resolvido com a construção do aqueduto que trazia água desde o Monte Carmelo. Hoje, o monumento é um dos mais bem preservados da região.

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Os relatos da cura dos cegos em Jericó se contradizem?


Os relatos da cura dos cegos em Jericó se contradizem?

Antes de ler o resto deste artigo, seria bom ler três relatos da cura dos cegos em Jericó: Mateus 20:29-34; Marcos 10:46-52 e Lucas 18:35-43. Como naturalmente acontece em relatos paralelos mas independentes, há diferenças nos relatos. Mas, antes de concluir que estas diferenças constituem contradições (assim questionando ou negando a credibilidade da Bíblia), tome o tempo necessário para avaliar as diferenças.

A primeira diferença envolve o número de cegos. Mateus, a única testemunha ocularque relata a cura, cita dois, mas não menciona seus nomes. Lucas fala de um cego, e também não cita seu nome. Marcos menciona apenas um, e especificamente identifica o cego pelo nome Bartimeu.

Esta diferença é uma contradição? É claro que não. Vamos ilustrar. Eu frequentemente viajo acompanhado pela minha esposa. Três pessoas poderiam falar a verdade sobre determinada viagem com relatos diferentes mas não contraditórios. Uma pessoa poderia dizer que “um casal veio aqui”, enquanto outra daria destaque à minha mulher e diria “uma mulher nos visitou”. Uma outra pessoa poderia até dizer: “A Benita passou aqui”. Todas estariam falando a verdade, mas relatando fatos de uma maneira diferente. Jesus curou dois cegos, um deles conhecido pelo nome Bartimeu.

A segunda diferença é um pouco mais difícil, mas ainda não chega a provar uma contradição. Onde foi feito a cura - na chegada ou na saída de Jericó? Mateus e Marcos dizem que Jesus estava saíndo de Jericó quando encontrou o(s) cego(s), mas Lucas diz: “Aconteceu que, ao aproximar-se ele de Jericó...” (18:35). Para negar uma contradição, precisamos apenas achar uma explicação plausível dos fatos relatados. Neste caso, há, pelo menos, duas:

(1) Alguns sugerem que o problema vem na tradução aqui da palavra grega usada por Lucas (eggizo). Dizem que esta palavra pode significar o ato de chegar perto de um local, ou pode significar simplesmente estar próximo. Neste caso, se ele acabou de sair de Jericó, estaria próximo.

(2) Uma outra sugestão envolve um fato histórico de existirem na época de Jesus a antiga cidade de Jericó e, ao mesmo tempo, uma nova Jericó construída por Herodes o Grande. Assim, Jesus teria saído da cidade antiga (conforme Mateus e Marcos) enquanto aproximou-se da nova cidade (conforme Lucas).

Mateus, Marcos, Lucas e João escreveram relatos confiáveis e complementares da vida de Jesus Cristo. Devemos estudar todos estes livros para conhecer o Filho de Deus!

–por Dennis Allan

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Arqueologia da Cidade de Éfeso

HISTÓRIA DE ÉFESO


Éfeso, cidade fundada pelos gregos na região central da costa ocidental da Anatólia, situada na região que hoje se chama Ásia Menor, entre Mileto e Esmirna, próximo ao lugar onde os rios Caiester e Meandro desembocam no mar Egeu. Plínio o Jovem, dizia que “nos tempos antigos o mar lavava o templo de Diana”. Essa cidade foi junto com Esmirna, Priene, Mio e Mileto, uma das que se desenvolveram na época do domínio dos reis Lídios de Sardes, nos séculos VII-VI a.C.

Era uma cidade livre administrativamente na época dos ptolomeus, mas dependente política e militarmente, tendo de acolher militares e pagar tributos, o que aconteceu durante o período do domínio selêucida. Durante o Império Romano, Éfeso tornou-se um centro administrativo romano, habitado por muitos judeus. No século II a.C. constituía um importante centro de comércio, o que continuou durante o período inicial do cristianismo.





Quanto ao contexto sócio-religioso, em Éfeso estava o famoso templo de Diana, um local especificamente consagrado àquela divindade; esse templo possuía imensos tesouros, sendo considerado uma das sete maravilhas do mundo. Esse lugar de culto tinha 130 metros de cumprimento por 67 de largura e achava-se adornado com pinturas e estátuas. Foi incendiado segundo a lenda no dia em que nasceu Alexandre Magno e esteve em ruínas por algum tempo. Alexandre se ofereceu para reconstruí-lo desde que os efésios aceitassem colocar no edifício uma inscrição indicando que ele era o reconstrutor. O oferecimento foi recusado, e os próprios habitantes reedificaram o templo, e com maior magnitude que o anterior. A reconstrução levou trinta anos. As mulheres de Éfeso venderam suas joias para arrecadar fundos para serem utilizados na construção. O reis doaram colunas e deram presentes de ouro, enquanto mobiliários de todas as classes vinham de muitas nações. O templo tornou-se amplamente conhecido por causa da imagem de Diana, a qual os crédulos diziam que havia baixado do céu.

À medida que o cristianismo avançou, o culto a Diana entrou em declínio. Em 262 d.C. seu templo foi saqueado e incendiado pelos godos, e finalmente abandonado após o edito de Teodósio, que fechou os templos pagãos. A cidade diminui de tamanho em consequência de epidemias de paludismo.

Éfeso é uma das sete Igrejas da Ásia a que se refere o Apocalipse de João (Ap 1.11; 2.1).

DESCOBERTAS ARQUEOLOGICAS


Teatro de Éfeso (capacidade para cerca de 24.000 pessoas).

As ruínas da cidade jazem em uma planície baixa a seis ou oito quilômetros do mar.

As escavações em Éfeso começaram em 2 de maio de 1863, por encargo do Museu Britânico e sob a direção do arquiteto J. T. Woody, e se estenderam até 1874. O principal objetivo de Woody era localizar o templo de Diana, mas trabalhou durante seis anos sem nenhum resultado significativo. Porém ao escavar no teatro, encontrou uma inscrição que narrava como as imagens de Diana eram levadas do templo ao teatro em cada aniversário da deusa, e como a procissão entrava na cidade pela porta Magnésia e saia pela porta Corésia. Wood encontrou essa portas e assim pôde descobrir a rua que conduzia ao templo. Este foi descoberto e escavado durante cinco anos. Davi C. Hogarth continuou o trabalho no templo durante os anos de 1904-1905. O Instituto Austríaco de Arqueologia começou a escavar em 1908, e por mais de trinta anos realizou minuciosas escavações que lhe permitiram uma ideia global da cidade.

Os escavadores constataram que os muros da cidade de Éfeso mediam quase oito quilômetros de cumprimento, e encerravam uma extensão de mais de 400 hectares. Esses muros eram altos, e algumas ruas estavam calçadas de mármore. A mais importante dessas ruas conduzia do teatro ao porto, situado a 800 metros de distância. A rua media 11 metros de largura e estava flanqueada por colunas, atrás das quais existiam armazéns e outros edifícios esplêndidos. Em cada extremo havia entradas monumentais.

O lugar do templo da “Grande Diana dos Efésios” estava localizado a quase um quilômetro e meio a noroeste do muro da cidade. O muro tinha sido construído sobre uma enorme plataforma de concreto de 71 por 127 metros. Seu teto se destacava sobre 127 colunas jônicas de 1,8 metros de diâmetro e 18 de altura. Wood encontrou entre as ruínas o que acreditou ser um altar, porém mais tarde Hogarth deu um golpezinho sobre esse “altar” e ouviu um som oco. Resolveu abri-lo e encontrou dentro dele uma grande e importante coleção de joias, moedas e outros objetos de arte. Muitos concluíram que aquele suposto altar era um depósito de oferendas realizadas durante a colocação da pedra angular ou inaugural nos alicerces, quando templo começou a ser construído.

Portal da saída do mercado da cidade de Éfeso.

No meio da cidade foi encontrado a Ágora (praça do mercado), uma área retangular de 110 metros de cumprimento rodeada com colunas, armazéns e quartos. Em meio do espaço aberto havia um relógio de água e de sol.


A noroeste do Ágora, na ladeira ocidental do monte Pion, os escavadores desenterraram um anfiteatro cujas fileiras de assentos tinham capacidade de acomodar pelo menos 24.000 pessoas. Nas cidades gregas da época o anfiteatro era o local habitual de reunião do povo, e este anfiteatro em particular apresenta uma das mais vívidas cenas do Novo Testamento, já que foi o lugar onde Demétrio e seus companheiros lideraram a multidão no grande distúrbio contra Paulo, devido ao culto à Diana e a diminuição da venda das miniaturas do templo, que os ourives faziam e comercializavam (At 19.23-41).


Ao nordeste deste anfiteatro, perto da porta de Corésia, foi encontrado o antigo estádio, onde eram realizados jogos, combates de gladiadores e lutas com animais selvagens.



Outras descobertas incluíam uma bela casa de banho, de mármore com muitos quartos, uma magnífica biblioteca, uma grande basílica dedicada a “São João, o Teólogo”, a “Catacumba dos Sete Adormecidos”, onde foram encontradas centenas de locais de sepultura, e um templo dedicado a adoração do Imperador. Ali havia uma estátua de Domiciano, o Imperador que exilou João na Ilha de Patmos e perseguiu os cristãos no tempo em que Cristo revelava o Apocalipse ao evangelista.


Nenhuma cidade tem sido escavada tão minuciosamente como foi Éfeso. Essas escavações lançam considerável luz sobre as epístolas de Paulo e os escritos de João, especialmente no que se refere às sete igrejas do Apocalipse

Biblioteca de Celso, em Éfeso

Portal da saída do mercado da cidade de Éfeso.

Estrada romana de Éfeso


Estrada romana de Éfeso

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Arqueologia da Cidade de Corinto

Corinto foi uma das cidades mais orgulhosas, ricas e perversas do mundo antigo. Estava localizada na faixa de terra de seis quilômetros de largura que unia a parte sul do Peloponeso com a parte continental da Grécia. Converteu-se facilmente no maior centro comercial da Grécia por estar situada sobre a estrada norte-sul, e por ser os dois portos marítimos florescentes de Cencréia, no leste, e de Lechaeum, no oeste. Estava, portanto, literalmente “na encruzilhada dos caminhos”. Em seus arredores havia terras férteis onde cresciam oliveiras, parreiras, tamareiras e outras árvores frutíferas.

Como cabeça da liga da Acaia, foi destruída em 146 a.C. por Mummius, o cruel líder romano, que enviou carregamentos de esculturas, quadros e outros tesouros artísticos de Corinto para Roma.

No ano de 46 a.C. Júlio César reconstruiu a cidade, dotando-a de ruas amplas, praças de mercado, templos, teatros estátuas, fontes e o santuário de mármore branco e azul, o rostra, onde eram pronunciados discursos e sentenças. Ao sul estava a Acrocorinto, uma colina que se levantava 152 metros acima da cidade. No seu ápice erguiam-se o templo e a estátua de Afrodite (Astarté), a deusa da fertilidade e do amor que dominava grande parte da vida social e religiosa do povo.



Paulo chegou a Corinto em torno de 52 d.C., e permaneceu ali durante um ano e meio, ganhando a vida através da fabricação de tendas. Durante esse tempo, ele converteu com sua pregação tanto a judeus como a gregos, e fundou a igreja, a qual depois escreveu duas cartas imortais. Estima-se que no tempo em que Paulo esteve em Corinto a cidade teria uma população de uns 250 mil cidadãos livres e não mais de uns 400 mil escravos.

Embora Corinto não fosse uma cidade universitária como Atenas, não deixava de ser caracterizada pela cultura grega. Seus habitantes interessavam-se pela filosofia grega e tinham a sabedoria na mais alta estima.


Em Corinto havia pelo menos 12 templos. Não há certeza se todos estavam em funcionamento nos dias do apóstolo Paulo. Um dos mais infames era dedicado a Afrodite, cujos adoradores praticavam a prostituição religiosa. Uns 400 metros ao norte do teatro ficava o templo de Asclépio, o deus da cura, e no meio da cidade estava localizado o templo de Apolo. Além da sinagoga dos judeus.

Assim com qualquer cidade comercial, Corinto era centro de imoralidade pública e irrefreada. A adoração a Afrodite promovia a prostituição em nome da religião. Em certo período, mil prostitutas sagradas serviam no seu templo. A imoralidade de Corinto tornou-se tão amplamente divulgada que o verbo grego “corintianizar” veio a significar “praticar imoralidade sexual”. Num ambiente como esse, não é de admirar que a igreja de Corinto estivesse atormentada por diversos problemas.

A cidade esteve quase continuamente habitada até 1858, quando foi destruída por um grande terremoto. Os habitantes que sobreviveram edificaram a nova Corinto a seis quilômetros da anterior. A cidade antiga encontrava-se em ruínas e estava sendo gradualmente enterrada por muitos metros de areia, quando em 1856 a Escola Americana de Estudos Clássicos de Atenas tomou posse do local e cavou vinte fossos experimentais em vários lugares. No fosso número três desenterraram uma rua pavimentada de mais de 14 metros de largura, com calçadas e canais, mas sem rastros de rodas, o que indicava que era usada só por pedestres. A rua estava orientada no sentido norte-sul, o que levou os escavadores a segui-la esperando encontrar a Ágora (praça do mercado).


Nas explosões sucessivas, os escavadores realizaram muitos achados pequenos, tais como pedaços de esculturas, vários fragmentos de jarros, relevos, objetos de barro cozido, um anjo, um umbral de mármore de uma porta que tinha uma inscrição que dizia: “Sinagoga dos Hebreus”, e um bloco de pedra calcária onde havia uma inscrição do primeiro século que dizia que Erasto, o comissário e administrador da cidade, havia pavimentado essa praça com seu próprio dinheiro. Paulo escreve acerca de um Erasto que era diretor de obras públicas, ou tesoureiro da cidade (Rm 16.23). É possível que a inscrição fale do mesmo homem, que mais tarde se converteu ao cristianismo, e chegou a ser um colaborador valioso de Paulo.


As maiores descobertas constavam de um teatro grego, o templo de Apolo, a antiga corte e fonte de Peirene, o Ágora e a plataforma de julgamento, onde provavelmente Paulo foi trazido a presença de Gálio, sendo em seguida absolvido. Eles também encontraram o piso onde os gregos “agarraram a Sóstenes, chefe da Sinagoga, e o espancaram diante do tribunal” (Atos 18.17).



Pedra de Erasto

Esta pedra onde havia uma inscrição do primeiro século que dizia: "Erasto, o comissário e administrador da cidade", foi encontrada nas ruinas da cidade de Corinto no ano de 1920. Erasto teria sido um dos cooperadores de Paulo."E, enviando à Macedônia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia." (Atos 19:22)."Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto." (II Timóteo 4:20). "Saúda-vos Gaio, meu hospedeiro, e de toda a igreja. Saúda-vos Erasto, procurador da cidade, e também o irmão Quarto." (Romanos 16:23). Pode-se afirmar que, talvez, Erasto ocupasse uma posição política de destaque em Corinto já que é mencionado na Epístola aos Romanos como o procurador da cidade de onde Paulo escreveu a carta por volta do ano 57 da era cristã.


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Arqueologia da Cidade da Tessalonica


Cidade grega fundada por Cassiandro em 316 a.C. Esse general de Alexandre, o Grande batizou a cidade com o nome de sua esposa. Importante centro comercial desde 168 a.C., Tessalônica foi anexada ao Império Romano em 164 a.C. e tornou-se capital da Macedônia. Com suas muitas formas de adoração pública, Tessalônica é uma referência quanto a divinização de imperadores; possuia um templo para o culto a César. Em suas moedas a cidade de Roma e os seus imperadores eram retratados como divindades.


O porto de Tessalônica era uma das principais passagens para a Macedonia. Navios cruzando o Mar Egeu frequentemente paravam aqui. Produtos podiam ser trazidos das cidades do interior pelo Caminho Egnatan, a principal rota através da região. Do porto de Tessalônica os produtos poderiam ser embarcados para qualquer mercado.

Possuía um templo a deusa ísis, ao lado de Kabiros, sua divindade protetora. Dos relatos que envolvem personalidades nos ritos sagrados das cidades gregas, desde o século VI a.C., é possível afirmar que os tessalonicenses praticavam cultos de mistério, principalmente a Kabiros, também protetora da cidade de Filipos. Em meio a toda essa diversidade cúltica havia uma comunidade judaica que, descontente com o êxito do programa evangelísitico agita o povo da cidade contra o apóstolo Paulo.

Tessalônica foi a segunda cidade européia a ouvir a pregação de Paulo, e provavelmente a primeira igreja a receber uma de suas epístolas. Hoje em dia é conhecida como Salônica. Por estar situada na grande estrada militar do norte, que ia da Itália até o Oriente (conhecida como a via Inaciana), era um estratégico centro militar e comercial nos dias de Paulo.

Lucas nos conta, na versão grega original de Atos 17:6,8, que os magistrados e funcionários oficiais desta cidade eram chamados politarcas. Durante muitos anos os críticos eruditos afirmaram que este nome ou título não aparecia em nenhum outro documento grego, e que, portanto, Lucas tinha cometido um erro ao empregá-lo.


Porém, tempos depois, esse título foi encontrado escrito em diversas ruínas de Tessalônica. As inscrições mais importantes no arco da porta de Vardar, que se estendia sobre a via Inaciana na entrada ocidental da cidade. A inscrição diz, em parte o seguinte: "No tempo dos politarcas, Sosipatros, filho de Cleópatra, e Lúcio Pontio Públio Flávio Sabino, Demétrio, filho de Fausto, Demétrio de Nicápolis, Zoilo, filho de Parmênio, e Menisco Gaia Agileu Poteito". A inscrição menciona os seis funcionários da cidade que encabeçavam a “assembléia do povo”


Sem dúvida, Paulo e Lucas passaram através desta porta e notaram a inscrição. Lucas se referiu aos magistrados de maneira correta, dando-lhes um título que aparentemente era utilizado só nessa parte do país.

O arco foi derrubado durante um motim em 1876, depois do qual aquela inscrição foi adquirida pelos ingleses, e na atualidade se acha no Museu Britânico.

Foi encontrada em Tessalônica uma inscrição samaritana do século V d.C., o que pode confirmar a existência desde o período helênico de comunidades de samaritanos vivendo próximo as comunidades judaicas na cidade.

Pequeno Teatro na Agora Antiga - Tessalônica

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