>> segunda-feira, 1 de agosto de 2011 –
ARQUEOLOGIA
Arqueólogos israelenses revelaram nesta segunda-feira que encontraram os restos da primeira residência encontrada na cidade de Nazaré, no norte de Israel, que pode ser da época de Jesus Cristo.
De acordo com o jornal israelense Haaretz, a descoberta fornece mais dados sobre como era a vida na cidade de Nazaré há cerca de 2 mil anos.
A casa provavelmente fazia parte de um pequeno vilarejo com cerca de 50 residências habitadas por judeus pobres.
Uma porta-voz da Autoridade Israelense para Antiguidades, Yardenna Alexandre, informou que os restos de uma parede, uma cisterna para coleta de água da chuva e um refúgio foram encontrados depois da descoberta do pátio de um antigo convento.
De acordo com Alexandre, os arqueólogos também encontraram potes de argila, do tipo que era usado pelos moradores da Galileia (região onde hoje fica o norte de Israel) na época, uma indicação de que a casa pertencia a uma família judia simples.
"É provável que Jesus e seus amigos de infância tenham conhecido a casa", afirmou a porta-voz em entrevista.
"A partir das poucas provas escritas disponíveis, sabemos que a Nazaré do primeiro século da era cristã era um pequeno vilarejo judeu localizado em um vale", disse Alexandre, acrescentando que até agora "poucas sepulturas da época de Jesus foram encontradas, mas nunca encontramos os restos de residências daquela época".
Um poço também foi encontrado, e os arqueólogos calculam que ele foi construído como parte dos preparativos dos judeus para a Grande Revolta contra os romanos, entre os anos de 66 e 73 d.C.
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O jornalista americano A.J. Jacobs, decidiu passar um ano vivendo de acordo com os preceitos bíblicos, fazendo um interpretação independente das escrituras, o que o tornou neste período um “fundamentalista máximo”, como ele mesmo se define na introdução do livro que resultou dessa experiência. O livro The Year of Living Biblically (“O Ano em Que Vivi Biblicamente”) ainda não tem data prevista para lançamento no Brasil.
Jacobs fez uma lista de 72 páginas com mais de 700 regras, que ia de Gênesis ao Apocalipse, que arbitram a vida de um homem comum, segundo a interpretação dele da bíblia.
Definindo-se no início de seu livro, por “agnóstico”, um judeu, Jacobs dividiu sua jornada bíblica de um ano da seguinte maneira: os nove primeiros meses abordariam o Velho Testamento, período histórico com maior extensão, sendo este ainda adotado pelo judaísmo e os últimos três meses daria prioridade ao Novo testamento.
Durante o período deste um ano bíblico, Jacobs foi se transformando em uma espécie de Moises Nova Yorkino, deixou sua barba crescer, passou a usar azeite para lavar a cabeça, ao invés de condicionador e passou a usa túnicas brancas, cujos os tecidos não misturassem lã e linho.
Para você que pensa que nosso aspirante a beato era na época alguém sozinha, esta enganado. Quem não ficou muito contente com o novo visual e costumes dele foi sua esposa Julie.
O ano bíblico do jornalista, contou com grandes ousadias e aventuras pelas passagens da bíblia, que foram desde proibição de tocar em qualquer mulher em seu período menstrual, a controle de alimentação (o que o levou a comer bombons de grilos, pasme você), o apedrejamento de um adúltero (que por sua vez, teve desfecho muito engraçado de história) e até mesmo manter um escravo (o que preocupava o jornalista, pois em pleno séc. 21 é crime, foi então, quando surgiu um e-mail de um universitário querendo estágio particular, nada mais apropriado no momento, um acordo de estagio sem remuneração). Jacobs privou-se até mesmo de usar palavrões durante este ano.
Segundo relata o livro, Jacobs encontrou grande encontrou grandes de dificuldades, porém, as superou ao enfrentar a luxuria, cobiça e a rotina de orações. No entanto, o maior desafio foi a fé, o escritor do início do livro é um homem de 38 anos, com um filho de 2 anos e uma enorme vontade de aumentar a família. Ele não tem fé, mas sente falta de um alicerce moral para o próprio lar e mergulha na religião, um terreno desconhecido. Nos primeiros meses, sente-se desconfortável fazer orações; perto do fim do projeto, experimenta o êxtase místico – dançando feito um rabino louco ao som de Beyoncé, na festa de 12 anos (bat mitzvah) de uma sobrinha. Mas ainda se declara agnóstico.
Aparentemente, Jacobs conseguiu encontrar o sentido que buscava. E uma explicação, embora nem sempre convincente, para cada uma das regras bíblicas.
“Se os judeus aceitam como metáfora uma ordem divina e os cristãos ignoram muito do Velho Testamento, quem segue a Bíblia ao pé da letra, de cabo a rabo? Ninguém, nem os fundamentalistas. Quem se propõe a fazer uma leitura literal da Bíblia acaba sempre escolhendo o que vai obedecer” conclui Jacobs.
Em uma matéria de 2007 o jornalista Marcos Nogueira fala a revista Super Interessante alguns relatos detalhados da experiência de A. J. Jacobs.
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>> quarta-feira, 27 de julho de 2011 –
ARQUEOLOGIA
Babilônia (português brasileiro) ou Babilónia (português europeu) foi a capital da antiga Suméria e Acádia, no sul da Mesopotâmia (hoje no moderno Iraque, localiza-se a aproximadamente 80 km ao sul de Bagdá). O nome (Babil ou Babilu em babilônico) significa "Porta de Deus", mas os judeus afirmam que vem do Hebraico Antigo Babel ( בבל ), que significa "confusão". Essa palavra semítica é uma tradução do sumério Kadmirra.
História
O Império da Babilónia, que teve um papel significativo na história da Mesopotâmia, foi provavelmente fundado em 1950a.C. O povo babilônico era muito avançado para a sua época, demonstrando grandes conhecimentos em arquitetura, agricultura, astronomia e direito. Iniciou sua era de império sob o amorita Hamurabi, por volta de 1730 a.C., e manteve-se assim por pouco mais de mil anos. Hamurabi foi o primeiro rei conhecido a codificar leis, utilizando no caso, a escrita cuneiforme, escrevendo suas leis em tábuas de barro cozido, o que preservou muitos destes textos até ao presente. Daí, descobriu-se que a cultura babilônica influenciou em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 horas, da hora em 60 minutos e daí por diante.
De entre os seus soberanos, o mais famoso foi Hamurabi (1792 a 1750 a.C.). O mais antigo e completo código de leis que a história registra foi de realização sua. Hamurabi também nomeou governadores, unificou a língua, a religião e fundiu todos os mitos populares em um único livro: a Epopéia de Marduk - que era lido em todas as festas de seu reino. Também cercou sua capital, fortificando-a. Ele criou o Código de Hamurabi, cujas leis, em resumo, seguem um mesmo princípio: Olho por Olho, Dente por Dente. Veja algumas leis:
218-Se um médico fizer uma larga incisão com uma faca de operações e matar o paciente, suas mãos deverão ser cortadas;
219-Se um médico fizer uma larga incisão no escravo de um homem livre, e matá-lo, ele deverá substituir o escravo por outro;
221-Se um médico fizer curar um osso quebrado melável do corpo humano, o paciente deverá pagar ao médico cinco shekels;
229-Se um construtor construir uma casa para outrem, e não fizer a casa bem feita, e se a casa cair e matar seu dono, então o construtor será condenado à morte;
230-Se morrer o filho do dono da casa, o filho do construtor deverá ser condenado à morte;
A expansão do Império se iniciou por volta de 1800 a.C., logo, o rei Hamurabi unificou toda a região que ia da Assíria (no norte), à Caldéia (no sul). A partir dessa unificação, surgiu o Primeiro Império Babilônico.
A Queda
Teve início com o declínio do império de Sargão I. Era a capital dos amoritas (semitas, vindos do deserto da Arábia), que até então, era uma pequena cidade do Eufrates. Graças ao enfraquecimento dos Acadianos e posteriormente dos Sumérios, a Babilônia cresceu e evoluiu, tornando-se então, um império e um cobiçado centro comercial.
O poder cai nas mãos dos cruéis assírios, que formavam um poderoso império que se iniciou em 1200 a.C., até 612 a.C. quando Nabopolasar (da Babilônia), aliado aos Medos (povo que vivia no planalto iraniano), atacou Nínive, capital do Império Assírio, retomando o poder para a Babilônia, e se iniciando assim o Segundo Império Babilônico (ou Caldeu), que se tornou a mais notável cidade do Oriente.
Os arameus, assírios e os caldeus lutaram durante séculos pelo controle da Babilônia. O Rei assírio Assurbanípal venceu a luta em 648 a.C., e foi sucedido por Nabucodonosor II.
A cerca de 90 km da capital do Iraque, Bagdá, encontram-se as ruínas da bíblica cidade da Babilônia, condenada, segundo a Bíblia, a permanecer em ruínas pela eternidade.
Os textos sagrados do cristianismo afirmam que nunca mais construiriam outra cidade sobre a antiga Babilônia, após sua destruição, em 322 a.C. Desde então, a paisagem teria mudado pouco, apesar de algumas tentativas frustradas do ex-ditador Saddam Hussein de reconstruir a cidade. Seria a maldição verdadeira? :)
Na antiguidade, Babilônia era conhecida por seu refinamento, beleza e poder. E os seus “Jardins Suspensos” eram considerados uma das Maravilhas do Mundo.
Da Babilônia também ficou muito conhecido o Código de Hamurabi, um dos conjuntos de leis mais antigos que existem, datado de 1700 a.C.).
A epopeia de Gilgamesh é datada, segundo arqueólogos, de aproximadamente 2600 a.C., sendo desta forma, a obra, escrita, mais antiga do mundo, anterior, mesmo, a “Odisseia”e “Ilíada” de Homero.
O texto mais importante sobre o personagem é a chamada Epopeia de Gilgamesh, um longo poema cuja versão "padrão" foi compilada no último terço do segundo milênio AC em acádio, baseada em histórias mais antigas. Na obra, o rei é apresentado como filho de Lugalbanda e uma deusa, Ninsuna (ou Nimat Ninsun). Gilgamesh era, assim, um semi-deus, descrito como dois terços deus e um terço humano, dotado de força sobre-humana.
No início do poema, o herói é apresentado como o protetor de Uruk e construtor da magnífica muralha da cidade. Era, porém, um líder de personalidade arrogante e tirânica, que recrutava violentamente os jovens para o serviço militar e violava as virgens. Para contrabalançar o rei, os deuses criam Enkidu, um homem selvagem que torna-se inseparável amigo de Gilgamesh. Juntos os dois passam por várias aventuras como a viagem à Floresta dos Cedros, onde combatem e vencem o monstro Humbaba. Após retornar a Uruk com a madeira da floresta e a cabeça do monstro, a deusa do amor Ishtar tenta seduzir Gilgamesh. Este recusa-se, e Ishtar como vingança convence Anu - o deus sumério supremo - a enviar o Touro Celestial, que causa grande devastação. Gilgamesh e Enkidu matam o touro. Enkidu é marcado pelos deuses para morrer, e adoece gravemente. Gilgamesh lamenta-se amargamente mas não pode ajudá-lo. Após a morte de Enkidu, Gilgamesh desespera-se ao tomar consciência de sua condição de mortal. Lança-se então numa busca pela imortalidade. Nesta busca o herói encontra Utnapishtim, sobrevivente de um grande dilúvio que acabou com toda a humanidade. Esta parte da história, com grande semelhança ao dilúvio narrado na Bíblia, é baseado no antigo épico acádio Atrahasis. Utnapishtim conta a Gilgamesh sobre uma planta que cresce sob o mar e que confere a imortalidade; com grande dificuldade o herói a consegue obter mas, num momento de descuido, a planta é roubada por uma serpente. Gilgamesh retorna a Uruk, encontrando as grandes muralhas construídas por ele, que seriam sua grande obra
Ela foi descoberta no século XIX, por um jovem inglês que fazia escavações em Nínive, na forma de doze placas de argila escritas em sumério acádico, contendo em torno de 300 versos cada uma. Sua tradução mais completa foi encontrada por volta do século VII a.C., pertencente a biblioteca de Assurbanipal - o último grande rei do Império Assírio - com cerca de 3000 a 3500 versos .
Na obra são contadas as aventuras vividas por Gilgamesh (significa "o velho que rejuvenesce"), rei e fundador de Uruk na Babilônia, hoje Iraque. Reza a lenda, que ele possuía dois terços de origem divina, por ser filho da deusa Ninsun e do sacerdote Lugalbanda. Em suas aventuras ele tem a companhia de Enkidu, um homem selvagem criado pelos deuses para combater Gilgamesh, pois, como despótico, e com uma luxúria desenfreada, ele tomava qualquer mulher no qual desejasse, solteira ou casada, e isso, desagradava o povo que pediu a deusa para criar um ser capaz de derrotá-lo, assim,criou-se Enkidu, e que por ironia do destino acabou se tornando seu melhor amigo. Em suas missões, nas quais buscavam sabedoria e imortalidade, vão descontentando os deuses mesopotâmicos, começando suas aventuras pelas Montanhas de Cedro, onde têm um embate com Humababa, um monstruoso guardião, e depois matam o Touro dos Céus. A história transcorre com muitas aventuras até a parte final do épico que é centrada na reação de Gilgamesh pela morte de seu amigo, e desta forma, se sente mais compelido ainda, na busca da imortalidade.
Um ponto que desperta muito o interesse de pesquisadores, é o relato do dilúvio que possui uma certa similaridades ao descrito no Gênesis. É contado ni livro, que os deuses avisam Utnapishtim, que como Noé na Bíblia é poupado, sobre uma gigantesca onda que viria e com isso, deveria construir um barco, embarcar nele sua família, mulheres e crianças, alguns artesãos de todas as formas de arte, e levar, também, animais e sementes das mais variadas espécies. As chuvas na Bíblia foram quarenta dias e quarenta noites, já na epopeia é descrito que foram sete dias de chuva e mais sete dias até a chuva parar. Depois, a deriva num mar sem fim, numa montanha o barco acabou encalhando e sete dias mais Utnapishtim soltou uma pomba, onde, não encontrando lugar para pousar, retornou; depois, também sem sucesso, ele soltou uma andorinha; e, até que numa outra tentativa, um corvo encontra terra. Muitos estudiosos veem grande semelhança entre as duas histórias, mas não há um consenso de que uma derive de outra. Uns dizem que a história já existia na tradição oral de povos mais antigos, e que com o tempo esses povos foram esquecidos, mas alguns supõem que este evento citado na obra, pode ter tido origem no final da última era glacial, ou então, pelo tombamento do eixo da Terra, causado ou pela gravidade de um meteoro que passou perto durante a época, ou pela inversão do polo magnético do planeta que acontece de tempos em tempos.